sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

MAIS UM "TEXTÃO"...
O You Tube mostrando vídeos de maridos, amantes e esposas sendo agredidos de diversas formas pela dita traição - um valor construído e forte na nossa cultura, sociedade e história. Como isso nos pega, num é? Que horrível, há verdadeiros espancamentos de maridos contra amantes, esposas humilhadas e apanhando, maridos se achando o dono das mulheres "ela é MINHA esposa", ora, não é - se ela está te traindo, ela não é, e ponto final, nem é bom um humano ser sua posse, acorde! Um mulher alegava ser mãe de "nossos" filhos, pegando o marido traindo - será que esse dado é vital? Se fosse, estaria havendo aquele show público?

Em todos os 7 vídeos, o pessoal da rua (sim, foram em praça pública) custa intervir, e os agredidos e os agressivos parecem implorar: Me parem, por favor! É um horror... Eu sei que é fácil falar quem está mais ou menos longe dessa situação (euzinho kkk), MAS por favor, é preciso uma racionalidade mínima no meio desses desvarios - uma racionalidade encarnada, afeto e cognição indissociados, mas prevalecendo o ato de conhecer de sentido.
Os traidores deveriam (acho) abandonar as esposas e ou os maridos antes de "aprontar" - dói menos, ou aprontar sem nunca ser descoberto (ideal, num é? Eu acho)... Os amantes precisam investigar (é preciso cuidado) quem é a mulher ou o homem que pró(cura), quem é si-mesmo, em que mundo está... Mas sei que o impulso desejante não costuma permitir isso kkk é uma fazenda sem cercania, dizia Gilda, do filme com o mesmo título. Outra sugestão do impulso, é fazer sexo a três, pois aí deixa de ser traição, mas uma modalidade de se dar prazer kkk estou brincando - ou não... kkk
Tem um caso provoca(dor). O cara é amigo do marido há anos, e o marido gritando (e o espancando) "eu sempre te chamei de irmão, sempre... Irmão", ele gritava (e xingava), ele espancava o trai(dor)-irmão. Ele, ao mesmo tempo que agredia muito o amigo (puxava torrões do cabelo da cabeça do inimigo vorás, e o sangue escorria, olhos inchados etc.), ele chorava. A mulher dele dizendo que ia chamar a polícia, protegendo o amante e o marido (sim)... O amigo só protegia o rosto e deixava ele bater, ele esvair-se da dupla traição - ficava passivo. O trai(dor) deveria sentir-se culpado e envergonhado por "amor" ao amigo ou medo. Aí o marido vira pro amigo-irmão traidor e lhe diz gritando (com palavrões): toma essa toalha de praia pra se cobrir, pois eu não quero te ver pelado pelas ruas... Meu "deos", como os traídos sofrem, seja pela esposa/marido, pelo amigo e fico imaginando o traidor, a traidora a culpa, a vergonha, as perdas, o luto, a morte simbólica... A mulher ao telefone gritando pra polícia vir (esse caso é do Pará), pois o marido poderia matar e ser preso - penso eu. O marido pegou o carro e saiu sem pegar a mulher, que foi tratada (ao meu ver) com total desprezo o tempo todo - nem bater nela ele bateu. Mas antes ele se preocupou com o traidor-amigo desnudo, que não podia mostrar-se nas ruas. Por que não podia? Fico encasquetado com essas coisas, sou um clínico ferrenho, tenho atração pelos sofrimentos e seus sentidos... kkk
Dá filme essas coisas, nós criamos filme no nosso cotidiano. Depois me dizem com total segurança, e como se portasse verdade única e universal, de que há diferença entre realidade e ficção... Não há essa nitidez, as coisas se imbricam, mesmo que façamos distinção... O melodrama está na tela, e está nessa nossa vida triste e alegre, corajosa e covarde, heroica e bandida... O drama (e a comédia) penetrou na nossa carne... Por isso vejo um filme e choro desbravadamente, ali está minha dor, meu prazer, minha alegria, o sonho (até hoje) de ter um grande amor-sexual, a juventude que perdi...
Esses casos não tem solução, eu me digo no banheiro, justamente olhando-me pro espelho, que constato agora - deformável... kkk <3 span="">

Outro textãozão, crítica experimental de cinema... Vê se o tema agrada...
ESTRANHAMENTE provocador esse filme: "O despertar/ crescimento/ florescimento de Maximo Oliveros" (Filipinas, 2005, direção de Auraeus Solito; Título em inglês: The Blossoming of Maximo Oliveros).
Um adolescente gay - na pubescência - está subjetivamente dividido entre seu amor por um jovem, mas adulto, policial (Victor) e sua lealdade à sua família que faz pequenos tráficos de drogas e outros. Essa situação, para nós, é algo ameaçador, frente a um jovem abaixo dos 18 anos e um policial, mas como veremos, não acontecerá sexo entre eles - mas amizade e amor.

O filme foi elogiadíssimo nos Estados Unidos e em muitos países do mundo, e foi indicado pelas Filipinas ao Oscar. Foi a maior bilheteria no país e na Ásia e ele também se pegou com renda fora das Filipinas. Ganhou vários festivais. É um filme com marcas neorrealistas e nos narra um conto romantizado acerca da perda da inocência e a sua redenção em meio à pobreza.
Nesse filme encontramos Maxi (ator Nathan Lopez) é um jovem gay que vive nas favelas de Manila, e o com seu pai e irmãos, que são pequenos ladrões. A história gira principalmente em torno do conflito entre seu amor dele por um oficial jovem, o policial Victor (JR Valentin), e meios ilegais (?) de subsistência de sua família. Em momento algum o filme aborda o Estado como também responsável por aquela miséria e situação de pequeno tráfico.
Maxi se desvela sempre uma menina, vestindo roupas coloridas, com predominância da cor rosa, uma faixa na cabeça ou colocando pequenos clipes em seu cabelo, pulseiras, batom. São cenas não excitantes, não é um filme pornográfico ou que se interessa em produzir isso. É um filme muitas vezes triste (sem deixar de ser alegre), pois vemos um rapaz sem espaço-tempo de ser, em um país repressor. Filipinas, que é uma ilha, professa em sua maioria a religião católica, e não apenas isso, é um país cercado de outros países fortemente budistas, mas principalmente islamitas. Nesse contexto, Maxi é provocado por vizinhos e amigos da escola. Sua sexualidade é, no entanto, totalmente aceita por seus dois irmãos e por seu pai, e me pareceu bastante aceita por sua comunidade.
Uma noite, dois homens se preparam para violentar sexualmente Maxi, mas ele é salvo pelo seu herói daqui por diante - o policial Victor. Victor não tem uma namorada e sua sexualidade é mantida ambígua e complexa durante todo a película - isso fica evidente, e algumas críticas que eu li concordam comigo.
Vitor não repele os avanços de Maxi, mas nunca permite nada além disso - consegue manter a ética, e pra nós brasileiros é algo bacana, proibido por lei um adulto e um menos de 18 anos de idade - então parece que Filipinas e Brasil são semelhantes quanto a isso. 
O pai de Maxi, e outros, preparam uma emboscada contra Victor, pois ele está investigando a venda de drogas associada a assassinatos dentro da família do rapaz, mas quem o salvará desta vez é Maxi.
Como se sabe, Sorge é feminina, o Cuido é feminino, o símbolo da Enfermagem, por exemplo. Então, machucado, Victor é cuidado de modo detalhado-delicado por Maxi, que cozinha pra ele, e faz café - é o amor sincero desvelado por Sorge (Cuidado). Victor, no máximo, passa as mãos nos cabelos de Maxi e o faz também com Sorge, ternura, e será Maxi que roubará um rápido beijo do policial. Dizem que beijo roubado é algo que prenuncia o amor, mas aqui, não.
O pai de Maxi é morto pelo chefe de Victor. A partir daí veremos um Maxi resistindo às tentativas de renovar sua amizade com o policial, aquele que o traiu, matou desnecessariamente sua frágil família, deixando-o órfão, abandonado. Victor quer suprir isso, mas não tem competência e nem humildade para complexa empreitada.
Tenho que comentar o final Cult... A cena mostra Maxi passando por Victor, que estacionou na beira da estrada (rua) no caminho que sempre passa Maxi para ir à escola. O rapaz ignora Victor quando passa ele - que cena entristecida, pois Maxi não é tão forte quanto se imagina. Há um momento em que Maxi hesita momentaneamente, enquanto atravessa, e eu fiquei preocupado dele retornar a Victor, que afinal matou seu pai - amor, nesse caso, pode apresentar limites.
Achamos assim que a ética do jovem mudará, mas não, ele segue o caminho, de cabeça erguida - gostei. A câmera afasta mostrando Maxi passado e Victor encostado no seu carro esperando uma resposta, e nos colocando distante, é fácil o choro. Ao fundo há uma música que pontua a separação definitiva, um adeus melancólico: é preciso amar, mas mesmo no amor, há ética - repetimos. Essa última cena, foi intencionalmente criada como homenagem ao epílogo de "The Third Man" (Inglaterra, 1949, direção de Carol Reed).
Não é um filme para qualquer um, e ele pode chocar os mais moralistas. É preciso fazer suspensão dos preconceitos (e isso é complexo demais), adentrar a uma outra cultura, muito diferente da nossa (Filipinas) e ter um olhar de ternura sobre um adolescente chamado Maxi, a miséria em que vive, e suas expressões gays, expressões essas criadas na sua sociedade, e poderá surgir uma demanda de compreender o policial na sua humanidade, nas suas delicadas fragilidades de ser-sendo junto ao outro no mundo. Victor mesmo não matou, mas entregou dados ao seu chefe... A questão aí é muito maior.
É um filme triste com pontas de comédia. O diretor coloca o policial ético, enquanto não cede aos encantos desejantes de Maxi, mas o faz pecar assassinando o pai, que sabemos comete pequenos crimes. Matar? Não precisava tanto, deixando três rebentos no abandono. Matar mais, diante de tanta morte simbólica, pra que isso? Quem é vida no filme só pode ser o personagem Maxi, a própria existência, um corpo-alma donde corre o sangue humano. Já o policial (o personagem) faz bem o papel de amizade, algo próximo a um ato de carinho, ternura e respeito.
Complexamente, durante pequenas partes do filme, vemos o profissional da polícia também vivenciando uma espécie de "morto de amor", mas se controlando, um gato no telhado quente. Mas é a ética que se espera dele, e o soldado dá conta disso. 
No sentido de todo esse filme, posso refletir que tal lá, tal qual aqui, Freud pode nos esclarecer, trazer uma luz acerca dos desejos, da morte e do abandono.
Viver é difícil, tá gente? kkk

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Estou me recordando de um livro que li no doutorado, do psicólogo, psiconeurologista (médico) e educador/ professor Viktor Emil Frankl (1905-1997), esqueci qual livro.
Ele fez uma pequena TEORIA SOBRE A PAIXÃO, ele produziu uma boa hipótese - sua tese.
Ele descreve, argumentando, que o "ser da paixão" (ser apaixonado) não é um "ser sujeito" que não percebe as coisas, não é um metafórico cego, não é um tresloucado - vamos dizer assim. Ele inclusive replica: ao contrário do que se pensa, o apaixonado é lúcido, coerente, racional encarnado e potencialmente criativo, pois consegue ver (criar) a melhor versão possível do ser que ele tanto ama - ele inventa o melhor para si, e para o outro.
Duas cenas, quase ao final de  "Doushitemo Furetakunai" (Japão, 2014, direção da cineasta Chihiro Amano).


Pergunta Togawa, decidido, dono do pedaço...

Implora Shima, frágil, carente de afeto...

A AURORA CHEGA, E COM ELA A FINITUDE DE TUDO QUE HÁ-HAVENDO...
Filme: A Promessa/ Aurora (Filipinas, 2008, de Adolfo B. Alix Jr.; com Coco Martin e Paolo Rivero; Original em tagalo: Bukang-liwayway; Título em inglês: Daybreak).




A ideia básica do filme é: Dois homens, que são amantes, se encontram uma única noite com o objetivo de romper ou continuar se relacionando. Esse é o tema.
ALERTA! Aqui vão as minhas opiniões, percepções e versões - sem compromisso com o real do filme... Assista para produzir confrontação kkk
William e JP são amantes há um ano, mais ou menos. Wiliiam é medico (renomado), mais maduro e JP um barqueiro e guia turístico, jovem. O primeiro é casado, e o segundo tem uma namorada.
O que vemos é William saindo de Manilla de carro, ele na estrada recebe telefonema da esposa, e dá uma desculpa que ela engole. JP o está esperando numa praça famosa, que acho se chama Praça do Vulcão de Taal - dá o sentido de arrebatamento, paixão desenfreada e ao mesmo tempo tranquila e inevitável de irrompimento, prestes a cometer surpresas provocadoras.
No passado William e esposa vieram passear aqui, e ele conheceu JP. O resumo do nome em simplesmente JP, dá uma ideia de um jovem comum, pobre, sem alternativas, que espera sempre mensalmente a chegada do amante - apagado, aceso apenas pelo amor e sexo com o companheiro. Eles passarão uma única noite juntos, discutindo, refletindo, vendo o álbum de fotografias, falando da esposa e da namorada, escolaridade, filhos. O foco de angústia é que um vai viajar pra Austrália, e será de modo definitivo (William).
É um filme de silêncios e poucos diálogos.
Os dois conversam naquele último mês (irão ficar juntos ou não?). JP deseja permanecer com o amado. William cozinha cuidadosamente macarrão, e os dois se beijam amorosa e freneticamente.


Eles dançam de modo íntimo, ficam de cuecas (as meninas gritavam nos cinemas, na época - estou lendo kkk Os protagonistas são ídolos de lá) e desnudos - as mudanças das músicas facilitam o não cansaço do espectador, já que quase todo filme acontece dentro de uma casa de férias.      
Fazem sexo desvairadamente como se nunca tivessem feito antes. Tudo muito delicado, com imagens opacas, assim não fere moralidades alheias, tons escuros, azulados para a coisa não ficar explícita e chocar... Eles são um casal? Há essa pergunta entre eles. Você me ama? E muito silêncio e expressão corporal lenta, e quase desfalecendo. Eles relembram dos dois juntos desde o começo, os medos de serem feridos pela comunidade devido aos preconceitos (isso está implícito), mesmo um sendo médico (que é um ofício que gera respeitabilidade) e JP que me pareceu religioso e querido da comunidade - ele está de compromisso marcado, tipo ficar noivo. Há toques sutis sobre a nação onde vivem - um leve painel político, pela diferença de classe, por exemplo.

Dançando na espera da aurora...

A relação é tensa, densa e intensa - muito profunda. Não há esfacelamento: só o amor inteiro, em frases tristes, como as canções antigas do Roberto Carlos kkk Algo como a "minha alegria é triste" - quer verso mais triste? kkk Falam dos momentos de alegria e felicidade que tiveram, se abraçam, e discorrem acerca do impacto do abandono neles, o adeus. Mas recordem que William veio romper as relações, pois vai pra Austrália com a família, como médico, sugerindo ter conseguido algo melhor ou então pode ser mais uma fuga do amor, devido as pressões sociais, podemos supor.
Vai chegando a aurora - e o espectador com uma vontade de chorar danada, mas tudo me parece preso nas gargantas dos protagonistas e do espectador kkk... William desce olhando a casa como que retendo na memória coisas inesquecíveis. Ele então, com muita dificuldade, andando lentamente, pega o carro e vai se dirigindo de volta pra Manilla. JP está na casa sozinho e reflexivo, e tem pensamentos sensíveis, afinal o melhor do amor é a memória, o que dele restou. No meio do caminho Willian chora, chega parar o carro, e chora... Mas antes ele vacila em dar carona a um jovem que pede na beira da estrada, ele consegue dessa vez fugir da pulsão de morte, que é o motor que o faz repetir - mas ele irá cair nessa pulsão, todos caímos... é humano, é desumano (logo, humano)...
JP na solidão - inicialmente fica deitado esperando o amigo ir embora, desnudo... Sem lágrimas. Depois ele vai para a beirada da piscina. Uau... Sai daquela casa de praia e se dirige ao seu cotidiano real. Lá fora a aurora aparece, e parece se consolidar. Sempre haverá outras possibilidades de ser feliz, sempre - outra vida, outro fósforo, outro fogo liberando-se das cinzas.


O filme termina nessa solidão, um grito parado na garganta... uma morte simbólica parada no ar das Filipinas, nos corações apaixonados seja lá de quem for... Tudo tem começo, meio e fim. Ai, essa vida é uma merda!
Socorro, morri!!! - kkk


** ** ** ** ** 

NOTAS
No final do filme os dois se separam

No final alternativo que tive contato agora, JP está na beirada da piscina. William saiu pelas estradas rumo a Manila. JP continua na beirada da piscina, e agora o vemos de costas, e uma longa escada até a ela (piscina). Um cara vem descendo a escada, é William, senta ao lado de JP... Pode ser imaginação de JP, pois ele desejava que a relação permanacesse... Fim.

Prefiro o final deprimido.



terça-feira, 24 de janeiro de 2017


Tentaram me dar prazer, "logo eu" Bolinhas Tailandesas Pinel - kkk

Prosseguindo com o lúdico do facebook - inventar frases mediadas pelo "LOGO EU"... 
Autor: Hpinel, ficção.

domingo, 22 de janeiro de 2017



ÁUDIO VISUAL SERIES "THE UNSPEAKABLE DESIRE"


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Um seriado sob forma estética de audiovisual - parecendo fotonovelas, revistas de Histórias em Quadrinhos, como é um produto chinês, deve ser baseado em mangás. É uma obra de arte muito doida essa, senão vejamos. Total de episódios: 04; Taiwan; 2016... Direção, técnicos e atores: Não encontrei, e olha que pesquisei...

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Um rapaz dos seus 20 anos de idade é fissurado em mulheres, especialmente prostitutas, e nos bordeis a jogatina. O pai dele era assim – mulherengo e fazia dívidas de jogo e lidava com todo aquele submundo. Esse jovem é amigo de um outro mais bem-sucedido profissional e economicamente. Vemos que o outro emprestou-lhe dinheiro para pagar dívidas e uma prostituta específica pela qual está apaixonado. Mas ela vai pedindo mais dinheiro, e ele vai ao amigo dizer que não pode pagar o emprestado e ainda pedir mais. O outro fica tranquilo e diz que quando lhe emprestou dinheiro sabia que não o teria de volta... Como a perseguição de bandidos do submundo, com o perigo de morrer, o outro lhe dá os 20 mil dinheiros chinês, e a prostituta foge com o dinheiro.... Naquela noite ele vai dormir no apartamento do outro, com medo dos bandidos irem à sua casa. Bebe muito, muito, e chora feito criança, sentindo e narrando o que significa ser abandonado, rejeitado, iludido... Mas nesse todo, o clima se torna extremamente sexual, quase de pura violência... O apaixonado pelas mulheres é frágil, voz tênue e que parece clamar por proteção devido sua solidão, já o outro é forte e decidido - são dois personagens dicotômicos, bem "yaoi"... kkk O jovem efebo tenta o suicídio e é salvo pelo amigo que o leva pra sua casa... Bem, naquele clima de dor e rompimento, e reencontro (com o amigo), é como se o viciado em jogatina lhe dissesse já bêbado, para que o outro faça sexo com ele, que mergulhe no seu corpo/ mente/ alma, pois somente a dor pode ensinar-lhe. Os dois não sabem o que se pede e o que fazer. Uma relação agressiva acontece e pronto, com tantos eventos negativos, sofrimentos, retorno às prostitutas, submundo – o amor dos dois vai se fortalecendo nas vicissitudes - o tema aqui é a resiliência psicológica, ou melhor resiliência psicossocial, pois ela se dá dentro de uma cultura, sociedade e história... Vale a pena assistir, especialmente quem gosta de obra de arte desse tipo, bem arte, bem alternativa... Não é uma obra pra todos, e nem sei se de fato ela pode ser classificada como "yaoi"...Tudo, ao final, termina em tristeza, pois a pulsão de morte é o motor da repetição... 

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OBRA DE ARTE... IMAGENS PARADAS, MAS OS ATORES SÃO PERFEITOS, A VOZ DE CADA UM... UAU... OBRA DE ARTE... SÉRIE..




MAIS DADOS PARA PROCURAR NA INTERNET:
(ENG SUB) BL AUDIO VISUAL SERIES THE UNSPEAKABLE DESIRE Ou: NAMELESS DESIRE - EP 1 a 4 - 难言之欲第二集 OU: 难言之欲】第一

Filme de Federico Fellini, "Noites de Cabíria" (1957). Uma prostituta em busca da respeitabilidade, desejando assim casar e constituir família.... Ela idealiza o amor.... Uma meretriz insatisfeita com seu ofício, que é pra ela exploração. Mas Cabíria só encontra desengano e exploração dos homens que encontra. Em uma sessão de hipnotismo ela conhece um homem que poderá mudar sua vida de merda. O sorriso de Cabíria ao final, acompanhado de música de Nino Rotta, é magistral e inesquecível. e quem toca são operários jovens explorados por uma fábrica no local...

Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Giulieta Masina (esposa de Felllini) é a protagonista e ganhou Cannes de Melhor Atriz. Uma das maiores interpretações femininas no cinema...

O face "Pseudo Cinéfilos - O Grupo" fez a seguinte proposta ao seus filiados:
EXPLIQUE SEU FILME FAVORITO, FAZENDO-O DE FORMA TOSCA;
Dois caras se conhecem no norte da Tailândia... e ficam passeando juntos, vão a bares e escutam cantora de espelunca que solfeja versos cafonas de amor, vão ao cinema e se esfregam.... Um deita no colo do outro e fala da amizade - mas que parece bromance, como é toda uma boa amizade. De repente, dá uma doidera em um deles, e vai adentrando a uma floresta agressiva e selvagem. O outro, depois de refletir, vai atrás do amigo e se desespera para reconquistá-lo pela via do biológico, do impulsivo, do descontrole carnal, da respiração ofegante, onças, vacas.... Uai sô, a coisa parece forte demais, parece uma febre amarela, coisa que está assolando o nosso país, uma febre tropical, uma doença dos trópicos - um amor febril. Entre eles pode haver uma cura (pelo cuidado de um pelo outro no mundo), já a realidade brasileira nem a vacina chegou disponível ainda.... Como é diferente realidade de ficção (cinema), “num” é? kkk

Filme: "Tropical Malady" (Tailândia, 2004, de Apichatpong Weerasethakul).

AMOR IDEALIZADO E O AMOR REAL
A garota, ou o garoto, assiste filmes românticos, e idealiza, fantasia.... É isso que fazem conosco: nos tornam românticos demais, até chatos. Aí você vai pra realidade, e o que aparece? Pessoas normais, comuns, que não são magrinhos e nem cute-cute como os galãs dos seriados asiáticos, nem gostosonas como as belas dos seriados estadunidenses e do cinema... São pessoas em conflito (não há nada na vida sem conflito), cheirando mal, que no momento em que estão te paquerando, saíram do trabalho cansados, suados, cabelos sujos, “caracas” (kkk), “nhaca”, mau hálito que nem bala "halls" dá conta... Aí você diz "não te quero", porque está presa ou preso a uma fantasia que te impuseram, pois o amor é produzido numa sociedade e cultura (e na história). Mas minha experiência (kkk) me diz: entregue-se ao outro comum e com “nhaca”, espere ele tomar banho e ficar cheiroso, paquere e paquere, e recrie sua existência idiotizada, dá um outro sentido-significado a ela... Permita que esse outro comum adentre sua vida, que ele arrote e se perfume com gardênias, que é gordinha e vive fazendo regimes por ela e por você (tome vergonha cara), cueca suja na nossa humanidade de ser podre e "catingudo"... Aí, então permita-se fantasiar, amar a si e ao outro, enciumar-se, chorar, sorrir... Mas eu dou minha palavra: se ficar à cata do ideal das séries e dos filmes de cinema, você estará perdida/o. A atriz Rita Hayworth ficou famosa com o filme Gilda (1946), e ela passou ser o símbolo sexual no seu país, os Estados Unidos, devido a esse filme, e que por ser um país poderoso e dominador, ficou mito no mundo todo, pelo menos o Ocidental. Ela dizia que os homens a procuravam à cata da Gilda do filme (sensual, ousada, facilzinha, cheia de frases ambíguas kkk...), saíam e faziam sexo ela e o cara, e ao acordar, eles acordavam com Rita, a mulher real, e isso os deprimia... Então, uma atriz está nos ensinar algo: entreguemo-nos ao real, e depois a fantasia sempre vem... kkk Não esqueça daquele cara comum e daquela menina do cotidiano que estão a fim de você, afinal você também é da mesmice, melhor ainda, La Hayworth era "a mais comum das mortais catingudas", uma mulher que casou muito, mas sempre se declarou abandonada. Assista as séries e aos filmes, fantasie com essas obras de artes, mas ao final ponha os pés no chão e só depois idealize a partir do real kkk

NÃO BEIJE O MUNDO, POIS NEM TODOS LERAM (E SENTIRAM) "O PEQUENO PRÍNCIPE"...
Terceiro episódio desse seriado supimpa, cheio de ideologias diferenciadas das nossas (kkk) "BROMANCE" (CHINA, 2015, com: Chen Baron & Main Role) ...
Esse seriado toma conta da gente, de tão romântico, idealizado, alienado kkk adoro... mas é preciso ter os pés no chão, depois de cada episódio, tá? A vida não é esse romance... A gente assiste, sai na rua e começa a beijar e abraçar e tocar todo mundo, e levamos na cara, podemos até apanhar, sermos humilhados, rechaçados. Nem todos assistem, nem todos se envolvem kkk Nem todos leram o "Pequeno Príncipe", sabia? kkk E se leram, nem todos se tocaram!
Ao assistir ou ao ler (e estudar) é preciso se tocar.... Acorda capanga machão idiota, acorda viado enrustido, acorda piranha e abra o olho kkk

SINOPSE: trata-se de um famoso clichê.... Uma moça é criada como homem (PI YA NUÔ), conhece um bilionário chinês (DU ZI FENG) e os dois começam uma relação de amizade masculina, "coisas de irmãos" (dizem) e que vai lentamente se transformando em amor-amizade e amor-sexual. Imagine o bilionário hetero sentindo amor por um homem, ele pira, o amigo pira - e a o amor aparece... Fantasia igual tem poucas, só Grande Sertão: Veredas de Rosa que ganha inclusive em drama kkk...

Tentou me amar sexualmente, logo eu que só amo o conhecimento.

Hiran Pinel, autor, ficção.
Brincadeira do facebook que consiste criar uma frase desse modelo, destacando o LOGO EU.

Vieram me ensinar sobre doença mental, logo eu que sou pinel...

Hpinel, autor, ficção...
Brincadeira do facebook que consiste em criar uma frase desse modelo, colocando LOGO EU.
Aqui eu brinquei com meu sobrenome (substantivo próprio), que em algumas partes do mundo, se transforma em adjetivo kkk


PEDIRAM-ME NA PÁGINA DO FACE "PSEUDO CINÉFILOS - O GRUPO"... E PEDEM PRA SOCIALIZAR... 
Cite doze filmes que de alguma forma marcam ainda sua vidinha cotidiana existencial de merdinha kkk

EIS MINHA LISTA SEMPRE PROVISÓRIA, E NUNCA DEFINITIVA, INCOMPLETA, INCONCLUSA, EFÊMERA... COMO É A VIDA...


[1] Tropical Malady (Tailândia, 2004, Apichaptong Weerassetakul)
[2] Brokeback Mountain (Estados Unidos, 2005, Lee)
[3] A Cor do Paraíso (Irã, 1999, de Madji Madjii)
[4] Canções de Amor (França, 2007, Honoré)
[5] Noites de Cabíria (Itália, 1957, Fellini)
[6] Tudo Sobre Minha Mãe (Espanha, 1998, Almodóvar)
[7] Odete (Portugal, 2005, João Pedro Rodrigues)
[8] Deus e o Diabo na Terra do Sol (Brasil, 1964, Rocha)
[9] Into The Wild (Estados Unidos, 2007, Penn)
[10] Doushitemo Furetakunai (Japão, 2014, Amano)
[11] No Regret (2002, Coreia Sul, Leesong Hee-il)
[12] Home: Love, Happiness, Memories (Tailândia, 2012, de Chookiat Sakveerakul].

Ele tenta me dar aula sobre islamismo xiita, logo eu que sou do Hiran.

Hpinel, autor, ficção... brincando com meu nome.
Trata-se da brincadeira do LOGO EU...
Não despreze o outro, quem sabe um dia esse outro pode lhe salvar!

Hpinel, autor, ficação.
Série; "Bromance" (China/ Taiwan, 2015; Original: 愛上哥們 -; direção de Chen Rong Hui Ou: 陳 戎 暉) ...

Que série linda, envolvente... tô que nem quaisquer fãs... doidão... kkk


SINOPSE: Uma mulher linda foi criada como homem (Pi Ya Nuô) - lembre-se que estamos na Ásia terra de homens com poucos pelos e rostos de meninas/ meninos. Ela assim se comporta, mas se reconhece ser feminina... e então ela conhece um gangster (o galã e talentoso Baron, no personagem Feng) que se apaixona por ele (que é ela) ... A partir daí tudo é possível, da repressão sexual até à soltura corporal e entrega desenfreada e o moralista casamento. Um must essa série, que tem cenas com linguagem de cinema, tem linguagem de série e até de telenovela. Imagine um hetero apaixonado por um homem? O personagem é generoso, não escandaloso - é masculino, ele assume que ama e pronto... é uma série que pode provocar sensibilizações em preconceituosos não fundamentalistas. É a importância social e psicossocial de uma obra de arte,

IMAGENS

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ATOR: Yang Wei Ming  Ou:  廖廣超 - personagem: Liao Guang Chao, amigo de Pi Ya Nuo (magistral atriz Megan Lai - perfeita, merecedora de todos os prêmios), depois motorista da irmã de Du Zi Feng... É um ator maravilhoso, com grande tempo de comédia...
 

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Vilão... é difícil encontrar o nome desses atores... ufa...

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Gente esse ator aí em cima, do post, se chama Baron Chen (1978-) e é filho de Chen Chi-li (1943-2007). Chi-li foi o gangster mais famoso de Taiwan, que assassinou na Califórnia (EUA) um jornalista chamado Henry Liu (1932-1984), isso em 1984. É que Liu publicou biografia sobre o filho do ex-presidente da ilha, o famoso Chiang Kai-shek (1887-1975). O filho de Kai-shek era chamado Chiang Ching-kuo, que era amado por boa parte do seu povo, e também presidente. É importante destacar que Chi-li passou a ser um herói para grande parte do seu povo, abordado assim nas mídias. Filho de um gangster, e eu adorei essa coisa, essas vidas impregnadas de vicissitudes. Talentoso demais e cute-cute... Viva o ator Baron Chen de uma vida sofrida à estrela de Bromance... Ôba 





ELENCO PRINCIPAL DESSA SÉRIE...
Baron Chen como Du Zi Feng  杜子楓 - EXCELENTE
Megan Lai como Pi Ya Nuo  琵亞諾 - MARAVILHOSA
Bii como Wei Qing Yang  衛青陽 - CUTE-CUTE
Sean Lee como Chu Zhe Rui  楚哲瑞 - concorrente de Feng (comédia)
Yang Wei Ming  Ou:  廖廣超 - personagem: Liao Guang Chao (comédia... muito bom)....




sexta-feira, 13 de janeiro de 2017


Tentou fazer cu doce pra mim, logo eu
que sou diabético.


Hpinel, autor, ficção
Brincadeira do face com o termo LOGO EU...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

AMOR-AO-CONHECIMENTO...
"Quando era jovem, eu vivia muito angustiado, era muito só, muito. Eu não estou fazendo melodrama, simplesmente era uma angústia de desejar alguém que ficasse perto de mim, e me tocasse corporalmente - era uma fome de amar. Não me importava: uma mulher, um homem, um cão vadio, um pássaro daqui. Era só, e sem ninguém. Vivia com minha avó, e também com minha tia que era uma histérica, que não permitia o toque. Essa mania do não me toques tem sua etiologia advinda dos meus pais e irmãos, do meu avô alcoólico que bebia porque faltava-lhe o toque. Na escola do segundo grau, onde eu estudava na capital mineira, era algo tão pesado, tão, que aos sábados e aos domingos eu tentava frequentar lugares públicos e ou cinemas com o objetivo de fazer amizade - eu não pensava em sexo, juro, mesmo sendo tão jovem e bonito! Mas não conhecia ninguém, nem mesmo um Seu Ninguém. Foi quando li meu nome em primeiro lugar, aprovado no vestibular, então eu tive uma nítida percepção de mim, percepção essa que nunca mais desgrudou da minha pele/ alma/ mente, sendo algo experiencial: 'minha área não é do amor-sexual, mas do amor-ao-conhecimento'. Assim, ao longo do meu desenvolvimento e aprendizagem optei por ficar só. Creio que nesse sentido da vida, quando estiver muito doente, à beira da morte, eu sofrerei de forma absurda, pois acostumei-me a ficar só, rodeado de livros, artigos científicos, revistas, internet, de técnicas, de testes padronizados, de procedimentos, de filosofias, de etapas mornas, filmes, séries, mangás, quadros, enfeites, panelas novas, fotos de atores que eu escolhi como ídolos, bichos de pelúcia, além de muita comida podre - uma trôpega respiração de merda. São coisas que dou vida, objetos e dispositivos que humanizo e que substituem o outro-concreto-comigo. Disso tudo, nesse tempo e espaço de cuidado, creio que morrerei mais rápido estando fisicamente perto do outro, não suportando sua voz e um medo ferrenho desse mesmo outro que terá em tocar um corpo decrépito, fedido. E nesse momento eu acho que pensarei: 'não suporto o inferno desse meu amor fracassado' ".

[Hiran Pinel, autor; ficção e não adiantam teimar (kkk), é intencionalmente ficção, mas é claro que a gente se projeta também, mas intencionalmente é ficção; vou corrigindo esse texto, pois nossa Língua Pátria é complexa demais... kkk].

[Trouxe do Facebook direto pra cá]

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

FRASE
"Os relacionamentos são como vitamina C: em altas doses, provocam náuseas e podem prejudicar a saúde" - Zygmunt Bauman (Prefácio de Amor Líquido)

NOTA:
Zygmunt Bauman (Poznań, 19 de novembro de 1925 – Leeds, 9 de janeiro de 2017) foi um sociólogo polonês, professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia.
essa série sul-coreana é uma brasa, mora!

SOBRE A SÉRIE "COFFEE PRINCE" (COREIA DO SUL, 2007) - "A PRIMEIRA LOJA DE CAFÉ PRÍNCIPE" (The 1st Shop of Coffee Prince)

cada episódio melhor do que o outro, cheio de frases bacanas, sentimentos profundos, emoções ditas, mas não vividas e nem solucionadas... Fala-se uma vez, e ela se dará conta pelo amor - é assim uma série... Tudo o amor resolve, o conflito de classes não é abordado, mas se resolve pelo amor, pelo casamento. Um cara abandonado, descobre que a mãe era graduada em Matemática, ciências exatas, e ele hoje, um inexato, inconcluso, incompleto... Uma solidão evidente, seu empregado (e irmão) está presente, provoca-o além das aritméticas, aproximando-se da Psicologia, da Sociologia, da Filosofia - o inexato... Ele inventou isso de irmão para poder expressar sem culpa, amar sem culpa.... Ele está sendo enganado pela guria, mas a guria está descobrindo que ele ama ele, e não necessariamente ela... a cabeça dela está a mil, a dele um trilhão... kkk que série, que série... linda demais... doido pra ver ele (ela) se revelando, a reação histérica e dolorida dele, afinal mais uma vez enganado, mais um engano apenas, já que foi enganado de berço... puxa... dá pra gente viajar, e se tem uma coisa que eu não tenho medo é de viajar, imaginar... Uma série dessa muda alguma coisa dentro da gente, não é possível... kkk


O protagonista, o ator Gong Yoo em cena ... Um heterossexual mulherengo, apaixonado por um rapaz, seu empregado na sua loja de café chamada Coffee Prince... Tudo em Seul, na Coreia do Sul, Ásia... País do k-pop, k-drama. k-tudo kkk amo.



GONG YOO, ator no papel de Han Kyul, colocando as telespectadoras à prova... kkk Essa cena com o peito dele aparecendo deu o que falar... kkk Mas o personagem é pra cima, mesmo com uma história pra baixo (triste)...

Gong Yoo com seu par, a atriz Yoon Eun-hye como o rapaz Go Eun-chan: frenesi em corações ambíguos... Yoo pede colo sempre a Eun-chan... é um carente... ela é mais forte.

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a equipe de príncipes... Todos homens, ops... tem uma que se travestiu de homem para poder trabalhar, já que a exigência para o emprego era ser do sexo masculino

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O ator Gong Yoo - no escuro a gente o vê melhor... por suas interioridades... (do personagem)...

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A comédia fica mais por conta do ator Lee Eon, talentoso demais... rouba cenas... kkk

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Na frente o ator Lee Eon coloca água no balde vermelho (gente, ele rouba todas as cenas em que aparece... time pra comédia), e ao fundo o ator Kim Jae-wook.

Gong Yoo se apronta, e o garoto tudo vê - como é de fato uma mulher, seu coração pela fogo... O amor dos dois começa aí... Tem o clichê de um caindo sobre o outro... adoro esse clichê... com câmera lenta e tudo... e musiquinha ao fundo... kkk

Como Yoo é ídolo de lá, a câmera generosa é atraída pelo ator (no seu personagem) para deleite das e dos fãs... kkk

os protagonistas brincam entre si - profusão de sentimentos, emoções e desejos, entrando aí o conhecimento acerca deles mesmos como "ser-no-mundo"



SÍNTESE DA SÉRIE (MINI RESUMO):
Um ricaço sul-coreano, playboy é pressionado pela avó para que trabalhe em algo efetivo. Ele monta uma loja de café, cujo nome é Príncipe... Como se chama príncipe, o melhor é ter os garços masculinos, bonitos, jovens e imberbes (na Coreia do Sul a genética ajuda kkk). Uma garota precisa trabalhar, e se trasveste de homem e consegue o emprego, sendo dinâmica, aprontando, direcionando, gestando... Cara de garoto ela conquista a todos, mas o patrão, que é um mulherengo convicto (logo um heterossexual) se apaixona por ele (que é ela)... Ele se descobre gay, mas está sendo enganado por ela, que tem necessidade de grana, pois sustenta a casa.  Comédia de erros, dramas existenciais, família e seus revezes, avó querida, pai desastrado, mãe submissa, empreendedorismo (neoliberalismo) - e um grande amor de um homem por outro homem, sendo que ele gosta de mulheres... Cada reflexão massaroca, bicho!

BEIJOS...
A melhor série, a mais emocionante... Revendo A Primeira Loja Café Príncipe/ The 1st Shop of Coffee Prince (Coréia do Sul, 2007; total de episódios: 17)... Com Gong Yoo como Choi & Yoon Eun-hye como Go... Que história e cheia de detalhes, vou resumir desprezando muitas variáveis... Um cara rico abre uma cafeteria, e como é uma loja chamada príncipe, eles procuram 4 rapazes que sejam "príncipes", leia-se jovens, imberbes e bonitos. Uma garota precisa do emprego, e ela se traveste de homem e passa ser objeto de alegria de todos, e o patrão (Gong Yoo) se apaixona por ele/Go... Só que Choi é heterossexual, imaginem a confusão, a comédia de erros e o drama desse homem (mulherengo) apaixonado por um homem. Então, ele procura um estereótipo de psicólogo doido que faz perguntas preconceituosas e padronizadas,a série deve estar criticando esses profissionais de lá kkk Criticar os daqui, de jeito algum kkk Muito bacana. No episódio 7 e 8 ele o beija e aceita que é um sujeito dividido... No episódio 6 ele pede ao funcionário Go que o deixe beijá-lo, pois precisar testar-se... É bom entender que falamos da Coréia do Sul e as dificuldades corporais de tocar - por isso Choi passa o tempo sem saber que Go é mulher... É outra cultura... Quando acaba de beijar Go (um homem), ele diz que não sentiu nada - mentiroso. Tontamente, Choi vai caminhando pra uma sala afastada da cafeteria, coloca a mão no coração e então compreende que ama um homem, e passa a mão no rosto e diz "preciso assumir logo, quero ser feliz" - é uma cena muito triste, pois está sendo enganado. E ele vai trabalhar nos próximos episódios suas dificuldades em lidar com gays... Muito bacana...

NOTA: é preciso compreender a subjetividade sul-coreana; no Brasil logo se descobriria que o rapaz é uma moça; mas lá, naquele espaço-tempo (da série) a coisa é pudica, moralista, dificuldades de tocar os corpos (a não ser toques agitados e tensos)... é outra cultura. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017


O "QUE É" E "COMO É" SER SER UM ALGUÉM NO OFÍCIO? QUAL O SIGNIFICADO DESSE VIVIDO?
Ambos apaixonados estão em uma cama de casal em um chão de uma espelunca vietnamita. O cara que se prostitui fala com sua maior paixão até então, que se desvela com ciúme do ofício:
- Sou prostituto! Sabe o que significa é ser um prostituto?
- (escutando em silêncio fica a "paixão" dele - mas está começando a chorar baixinho)
- Significa que você tem que se dividir em duas partes. Esse é o sentido: duas partes dissociadas. Por um lado, seu corpo é uma ferramenta pra ganhar dinheiro, e o dinheiro do cliente só pode comprar meu corpo para seu prazer. Por outro, o cliente nunca poderá tocar meu coração, pois esse coração (bate no peito) pertence a você, só a você!
- (a pessoa escolhida como "paixão" reflete para si mesma: nem mesmo o coração a ele pertence, pertencendo a mim)
O prostituto não se pertence, ele é um outro-Outro para aquele outro, ele é a fantasia do outro - nunca é si-mesmo. O prostituto não se reconhece, e nem se identifica - pelo menos nesse filme, estranho e provocante filme vietnamita. Saigon é linda, e eles a chamam de Saigon, o que hoje é oficialmente Cidade de Ho Chi Minh.

[Filme Lost In Paradise/ Perdido no Paraíso, Vietnã, 2011.].
Boas cenas yaoi que pode agora virar clichê kkk... Muito bom... In: โจอี้ & ปวิน The Extra The Series, ou ฉากจับมือ. Vou colocar cenas... Os dois atores roubam as cenas...

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O BRASIL EM UM FILME YAOI CHINÊS
Síntese: No filme "Uncontrolled Love 2" (2016; CHINA; 不可抗力), aos 15:50, Shu Nian chega ao apartamento, e atrás, afixado na parede, um poster do filme brasileiro "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" de 2014.

Bem, a história é um melodrama até com rostos desfeitos por acidentes de carro, mas um acidente "nada a ver" kkk Então, lá pelos 15 minutos do dito cujo filme, o personagem Shu Nian (ator: Wang Bo Wen) vai sendo conduzido pro apartamento de um recém-amigo. Nian, sim ele é submisso, precisa ser dominado e os outros têm que ser dominadores dele, senão não acontece nada. Nian chega ao apartamento (do rico) e ao fitar-nos, pois ele parece nos olhar, com seu olhar de pedinte, kkk então vemos atrás dele, afixado na parede daquele lar (kkk), um cartaz do filme brasileiro, premiado no Festival de Berlim. "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" de 2014.

Gentemmmm... Nossa fama de gostar de filmes e séries asiáticas, os de determinadas áreas, está pegando forte aqui no nosso torrão que vive tempos sombrios (iguais lá na China Popular com a censura ferrenha kkk)... Eles colocaram esse poster (desse nosso filme) só pra nos conquistar, sabe que há um mercado que crescente aqui... Eu componho esse mosaico, eu fã, mas me proponho ser com os pés no chão... kkk "Jesuis", mas é um melodrama mesmo kkk. O final é mais meloso do que se pode pensar... Dá gastura, aproxima à uma telenovela dessas do SBT, dubladas ou não...









RAPAZES SEM LAR:
A LINGUAGEM DO CINEMA NAS SÉRIES DE TV E WEB
Esses seriados, de um modo geral, mais especificamente dos asiáticos (sul-coreanos, tailandeses, japoneses e chineses) são pequenas obras de arte devido aos detalhamentos das cenas, seus refinamentos, detalhes pequenos de "nós dois"... Como são bem elaborados, mesmos sendo um produto em série, não em vão são chamados séries de TV ou da Web...
Vou comentar uma cena linda de "Love O2O" (China) que é baseada em um mangá... O personagem Mojata (um bebezão, cheio de charme) está bêbado, justamente no restaurante de um cara que é garçom (o bofe Ko), e que acabou de conhecer, e que mudará sua vida de hacker... Não há, por ora, nada entre os dois, eu assisti a série toda, e haverá amizade, camaradagem e muita sensualidade (kkk)... Hoje diríamos bromance kkk
Bem, Ko, esse garçom, fica preocupado com o jovem bêbado e lhe pergunta "onde é sua casa, pois eu vou te levar". Mojata está bêbado e lhe apalpa o corpo kkk O sorriso de Mojata tendo o rosto segurado por Ko já é Cult, coverizado... Ko se afasta como em um impulso, algo tocou-o no coração e não apenas no corpo... Ele então, vai até ao notebook de Mojata, e investiga onde pode morar o rapaz. Então aparece uma imagem da casa de Mojata (e pela série é a casa dele mesma) e em baixo uma frase: "Eu sou um homem sem lar". Ambos são homens sem lar, porém um é frágil e hiper carente (Mojata) e o outro forte e determinado a cuidar (Ko) - os mangás adoram essa dicotomia passivo/ ativo, submisso/ mandão, masculino/ feminino, homem/ mulher, dia/ noite etc.
Gente, essa cena dessas jovens sem lares, descreve todo um processo subjetivo de ser (sendo) Mojata, e a atenção/ ternura de Ko a isso. Serão o duelo dessas duas subjetivações que dominarão também essa série - que tem uma núcleo central, mas sempre com o foco em hackers e tecnologia. Um clama: "cuide de mim" (Mojata), e outro adora cuidar (Ko)...
Bem, não há o endereço de Mojata. O carente (e metido) Mojata dorme na cama de Ko que fica no próprio restaurante - um dormitório... kkk Ok? Paro por aqui, pois o resto é história... E vocês odeiam spolier ... kkk

IMAGENS: Majota e depois Ko - na cena...


Na Tailândia e adjacências: Há um sistema chamado "Sotus", pelo qual estudantes veteranos são selecionados para orientar os novos calouros ingressantes na universidade.
"SENPAI"
1. Palavra japonesa que designa a pessoa que você gosta; um nível acima do crush;
2. Pessoa que tem mais experiência que você em algo;
3. Uma pessoa mais velha que você, e que de alguma forma, acaba informalmente te orientando, ensinando, aconselhando etc. Mas há que se diferenciar do "sensei" que explicitamente educa;
4. Senpai é uma palavra usada para se referir a uma pessoa mais velha ou mais experiente. É uma forma de tratamento muito comum no âmbito profissional mas também em escolas, associações ou clubes esportivos;
5. Senpai () e kōhai (後輩) são formas de tratamento baseadas no status, decididos com base na idade, importância/cargo ou tempo ao qual o indivíduo pertence a uma organização. Senpai é aproximadamente equivalente ao conceito ocidental de “veterano” enquanto kōhai não possui uma tradução certa, mas de um modo geral tem um significado equivalente a “calouro”, embora não implique uma relação tão forte quanto significa no Ocidente.
Exemplos:
Eu amo ele, definitivamente ele é o meu senpai
Aquilo menino sentado é meu senpai!
Aquele kōhai está sendo abusado por seu senpai

É CLARO QUE TODA ESSA HIERARQUIA TRAZ CONSEQUÊNCIAS POSITIVAS, MAS TAMBÉM NEGATIVAS, COMO O ABUSO QUE QUEM SE ACHA SUPERIOR..