terça-feira, 21 de março de 2017


"Jardim das Palavras" (Vide "alguns dados do filme") é um anime lindíssimo - tem na netflix. Um jovem "mata" aulas todas manhãs, especialmente em estações chuvosas e vai direto para um famoso jardim japonês onde acontece encontros do povo (espaço amado pelos turistas) "Jardim Nacional Shinjuku Gyoen". A escola não corresponde ao seu desejo de desenhar e fazer sapatos masculinos e femininos - seu projeto de ser. Um dia, ele encontra uma mulher madura, ela lá com os seus 27 anos. Gradualmente ele descobre tratar-se de uma professora, que por algum motivo sofre forte repressão (e assédio) na escola que ele estuda, ela também fugindo daquela instituição... Bem, o sapato será no anime (filme de desenho) um leitmotiv para se falar da vida, da potência dela, da pertinência de sua (pré)sença em ambos os sujeitos: aluno e professora, e pessoas impactados pela organização escolar. O lindo no filme é o mistério sempre pautado por poesias japonesas cheias de significado para a vida de cada um dos personagens, esse tipo de poética chama-se Man’yoshu ("man-io-schu"). A professora é desajeitada e parece não ter amadurecido, já o rapaz afoito, certo de seus sentimentos e "ajeitadinho" (kkk), consciente dos seus desejos de ser sendo junto ao outro no mundo. Ela, entretanto, é ética e a todo momento pontua "sou professora", como se ela alertasse a si mesma, impedindo maiores envolvimentos numa dimensão sexual concreta, pois no mais do amor tudo acontece. É uma encruzilhada dramática. O desenho do filme é a representação da realidade, que de tão perfeito nessa imitação (do real) nos confunde, por isso há momentos que nos parece que os desenhos foram colocados no real/ concreto - mas isso não aconteceu. Outro ponto altamente positivo é a música, uau... Mais: as poesias ditas em tom intimistas nos fazem lacrimejar. Um filme melancólico - algo raríssimo. Que obra de arte, nesse filme premiadíssimo...

ALGUNS DADOS DO FILME:
Filme: "Kotonoha no Niwa" (言の葉の庭, lit. "O Jardim das Palavras", em inglês: The Garden of Words) // País: Japão // Ano/ Cor/ Tempo: 2013 • colorido • 46 min. // Direção: Makoto Shinkai // Produção: Noritaka Kawaguchi // Roteiro: Makoto Shinkai // Música: Daisuke Kashiwa // Distribuição: AUS Madman Entertainment/ BI Anime Limited NA Sentai Filmworks // Lançamento: 28 de abril de 2013 (Gold Coast; festival de cinema) e em 31 de maio de 2013 (no Japão); Idioma: japonês; Legendas: Diversas, e em português - tenho o DVD.

João me levou (2012) a Alto Jequitibá (MG) onde fiquei internado (1963/4) para fazer o antigo curso de admissão ao ginásio - na época uma escola cara. Fiquei meio temeroso ao chegar na cidade - vamos dizer, era um presente dele pra mim, na época meu doutorando. Sempre fiz amizades com meus orientandos - seja para o bem, seja para o mau kkk Era o Colégio Evangélico, era presbiteriano e recebia pessoas de todas a religiões - eu era católico. Cheguei e fui entrando ao internato, agora extinto. Era o mesmo prédio, nada tinha mudado - achei incrível isso. Como não mudar? Era a mesma fria, autoritária, árdua e sutil arquitetura, cheia de puxadinhos que marcou minha subjetividade, na objetividade do mundo. Era um mapa intransitável, tal qual eu era. Eu detectei até o lugar onde dormia - era um dormitório longo, agora me pareceu curto, grosso. Cada parede, a pintura, o local donde se tocava um som pra chamar os alunos, dependendo do evento - batia-se numa barra de ferro. As escadas eram as mesmas. Enquanto eu andava pelo prédio eu escuta antigos sons dos meus colegas: orgasmos, estudos, gritos, papos etc. Vi o imenso campo, e então escutei seus jogos de futebol onde eu era sempre o goleiro, e eles me odiavam, jogando bola pesada pra mim, e que as vezes me machucava. Escutava arrogâncias e poucas simplicidades de alguns professores que iam lá dentro - a escola era fora do prédio, muita onipotência. Pra mim não havia saída - era ficar ou ficar... (kkk) Mas logo no começo eu conquistei a admiração (ad+mirar) de um colega meu chamado Eduardo M., de Manhumirim, MG - uma mata (kkk), e como se dizia, "graças a Deus". Eu ia sempre nos finais de semana com ele, de ônibus, para aquela cidade, perto desta. Ele tinha muitos conflitos com o pai, e uma vez... Não vou contar... Bem, retornando ao prédio, eu senti cada memória vinda como um nascimento forçado de alguém que sempre se sentiu sem um lar - eu e ele éramos sem lar, mas não sabíamos. Paredes, espaços vazios, o refeitório, o salão onde algumas vezes eu toquei piano convidado pra algum evento. Pedi pra entrar num banheiro, o mesmo que um dia eu entrei com o Edu - ele era meu cuida(dor). Conversávamos muito, e éramos colegas de cama - uma cama depois da outra (kkk). Éramos adolescentes. Mas cada parede, cada ambiente levou-me a ele, a amizade, aos cuidados dele comigo - a minha patológica carecia afetiva. Uma amizade burilada pela hombridade e respeito. Eu era muito respeitado e sempre fiz por onde. Um dia soube que Edu se suicidou, e não expressei sentimentos explícitos, apenas fiquei calado. Mas nesse dia de visita, na cena do banheiro, demorei um pouco e me autorizei a sofrer e a chorar um tantinho assim. Ao sair, o João reclamou da demora (kkk)... Bem, no futuro, se ainda estiver vivo, e lá eu for de novo, recordarei do Eduardo e... do João e de todos incrustados na minha pele, alma, mente... A vida é amizade, e será ela que nos moverá sempre para alguém, algo - mundo...

[Hp; autoficção - kkk]

Um (belo) problema de estar idoso, e doente, é que ao final, você não teme mais suas vivências passadas, elas passam a compor seu diário de carne, entrando em sintonia com elas, (pró)curando uma calma indispensável antes de ser enterrado. Você (des)cobre que ao contá-las, não apenas se alivia, mas indica ao outro (le-dor) que toda experiência ensanguentada deve ser afrontada, sem medo e sem remorsos, para o bem de sua saúde mental. Ao mesmo tempo, esse ser sendo idoso, torna-se uma figura perigosa para a sociedade maioral que acha que a vida é eterna: ele pode contar coisas, que sob um determinado ponto de vista, podem ser nefastas, pois aqueles dados dispersos, agora organizados, estão jogados no mundo, provocando, e o vento, sabiamente o vento, pode espalhar e a todos (conta)minar! Adoro! kkk

[Hp; ficção]

Fiquei suspenso antes de me suicidar
Parei no ar - denso, tenso e intenso
Meu amigo veio e me pegou com pulso forte
Respirei fundo e tentei dizer-lhe algo
Ele aproximou seu ouvido da minha boca e escutou:
- Cuide-me, pois amizade é um tema que exige salvação!


[Hpinel; ficção]

O físico do físico... que físico...

MELHORES SÉRIES TAILANDESAS DE CLIMA YAOI - LISTA

... thai-drama ... 

LISTA DE SERIES (THAI-DRAMA) QUE ASSISTI &ASSISTO, POIS NÃO TERMINOU & OU ASSISTO MAIS DE UMA VEZ... 

E QUANDO REASSISTO É COMO SE FOSSE PELA PRIMEIRA VEZ, DE TANTO QUE EU AMO, ADORO... 

"DESCANSO DA/ NA LOUCURA", É O QUE REPRESENTAM ESSAS SÉRIES PRA MIM... KKK

NÃO É CLASSIFICAÇÃO, É UMA LISTA QUE FUI LEMBRANDO E DEVE FALTAR MAIS THAI-DRAMA.

TUDO COMEÇOU COM HORMONES PARALELAMENTE A LOVE SICK...

ESCOLHI APENAS AS SÉRIES QUE TRAZEM ALGUMA MARCA YAOI...MAS ASSISTO A VÁRIOS ESTILOS DE SÉRIES... O QUE EU COSTUMO EXIGIR É QUE ABORDEM A ESCOLA OU TEMAS ESCOLARES (ESCOLHA PROFISSIONAL, POR EXEMPLO) OU TEMAS EDUCACIONAIS (RELAÇÕES FILHO-PAI-MÃE-IRMÃO), ASSIM PROVEITO PRA PRODUZIR PESQUISA, QUE GERAM ARTIGOS CIENTÍFICOS, MAS BOA PARTE É APENAS ENTRETENIMENTO/ DIVERSÃO MESMO, NADA MAIS DO QUE ISSO... FAÇO ISSO COM CINEMA, TEMM...


Hormones The Series (1ªe 2ª temporada)


Love Sick The Series (1ª e 2ª completa)


Sotus The Series (1ª temporada) 


Grey Rainbow (completo, de 4 grandes episódios)



Bad Romance The Series (completo)



The Extra The Series (completo)



Make it right The Series (completo)



Part Time (completo)




Bang Rak Soi 9/1 (assistindo ainda)



Secret Love: Puppy Honey (15ª parte) – completo de 6 episódios




Room Alone (completo 1ª e 2ª temporada).

NOTA: Tem mais thai-dramas, k-drama, j-drama, tw-drama e da China... Mas meu foco tem sido mais os thai-dramas.

[Hiran Pinel, autor da lista - logo algo muito subjetivo]




FRASES QUE PODEM SER COVERIZADAS, MAS PRECISAMOS RECORDAR DA AUTORIA...

UM
Gente, eu preciso de um basta kkk Só sei pensar "Sotus The Series". Socorro! Socorre-me! Socorro-me! kkk

[Hiran Pinel, autor]


DOIS
Há algo de podre no nosso reino/ país, que claramente não é o da Dinamarca kkk

[Hiran Pinel, autor]


TRÊS
Na próxima vez que for chorar, me chame, pois eu quero enxugar suas lágrimas...

[Hiran Pinel, autor]


QUATRO
Se você me interroga sobre "você", eu não sei dizer, mas se você não faz isso, eu sei inventar.

[Hiran Pinel, autor]

CINCO
Santo protetor dos homens solteiros, valei-me suas graças.
[Nila Maria Bianchi Lopes, autora]



SEIS
Quem fala somente a verdade, nada mais que a verdade, mente só um tiquinho de nada.
[Hiran Pinel, autor]

SETE
Quando você ama alguém e ele não está nem aí pra você, mas é seu grande amigo, um dos caminhos possíveis, eu acho, é irritá-lo até o limite dele ser gente no mundo, até que prestando atenção em mim, ele finalmente presta atenção em si, e então, como num passe de mágica suavemente desejado, ele se permite amar e ser amado.

[Hiran Pinel, autor] 


segunda-feira, 20 de março de 2017



Cena de "Sotus The Series" (Tailândia; G-MM, TV)
Atores: Singto (personagem: Kongpob) & Krist (personagem: Arthit).

Cena do 15o episódio, último, por sinal.