AMOR IDEALIZADO E O AMOR REAL
A garota, ou o garoto, assiste filmes românticos,
e idealiza, fantasia.... É isso que fazem conosco: nos tornam românticos
demais, até chatos. Aí você vai pra realidade, e o que aparece? Pessoas
normais, comuns, que não são magrinhos e nem cute-cute como os galãs dos
seriados asiáticos, nem gostosonas como as belas dos seriados estadunidenses e
do cinema... São pessoas em conflito (não há nada na vida sem conflito),
cheirando mal, que no momento em
que estão te paquerando, saíram do trabalho cansados, suados, cabelos sujos, “caracas”
(kkk), “nhaca”, mau hálito que nem bala "halls" dá conta... Aí você
diz "não te quero", porque está presa ou preso a uma fantasia que te
impuseram, pois o amor é produzido numa sociedade e cultura (e na história).
Mas minha experiência (kkk) me diz: entregue-se ao outro comum e com “nhaca”,
espere ele tomar banho e ficar cheiroso, paquere e paquere, e recrie sua
existência idiotizada, dá um outro sentido-significado a ela... Permita que
esse outro comum adentre sua vida, que ele arrote e se perfume com gardênias,
que é gordinha e vive fazendo regimes por ela e por você (tome vergonha cara),
cueca suja na nossa humanidade de ser podre e "catingudo"... Aí,
então permita-se fantasiar, amar a si e ao outro, enciumar-se, chorar, sorrir...
Mas eu dou minha palavra: se ficar à cata do ideal das séries e dos filmes de
cinema, você estará perdida/o. A atriz Rita Hayworth ficou famosa com o filme
Gilda (1946), e ela passou ser o símbolo sexual no seu país, os Estados Unidos,
devido a esse filme, e que por ser um país poderoso e dominador, ficou mito no
mundo todo, pelo menos o Ocidental. Ela dizia que os homens a procuravam à cata
da Gilda do filme (sensual, ousada, facilzinha, cheia de frases ambíguas
kkk...), saíam e faziam sexo ela e o cara, e ao acordar, eles acordavam com
Rita, a mulher real, e isso os deprimia... Então, uma atriz está nos ensinar
algo: entreguemo-nos ao real, e depois a fantasia sempre vem... kkk Não esqueça
daquele cara comum e daquela menina do cotidiano que estão a fim de você,
afinal você também é da mesmice, melhor ainda, La Hayworth era "a mais
comum das mortais catingudas", uma mulher que casou muito, mas sempre se
declarou abandonada. Assista as séries e aos filmes, fantasie com essas obras
de artes, mas ao final ponha os pés no chão e só depois idealize a partir do
real kkk