sábado, 14 de outubro de 2017

Sobre nossos modos de ser (sendo) naquilo que escrevemos, Foucault em "A escrita de si" (1992) nos fala, que apesar das cartas que escrevemos ser endereçadas ao outro, de fato, nelas falamos de nós mesmos. Assim, vez por outra eu escrevo algo e tasco ao final, "ficção", conscientemente é algo inventado/ criado por mim, mas isso não impede que eu reconheça que há uma escrita de mim ali, e que ao mesmo tempo, o leitor pode sentir a presença dele também naquele escrito. Isso me parece valer inclusive para produção científica e artística em geral, assim como estamos sentados e sem percebermos desenhamos algo, traçamos linhas aparentemente desconexas ou é assim mesmo, "somos desconexos". Não há como escapulir disso: naquilo que produzimos tem algo de nós, muito ou pouco, mas tem, de modo claro ou não, mas tem.

[Hiran Pinel, citar fonte caso pesquise; 14/10/2017; Vitória, ES].

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

- Você quer ser o sol da minha vida?

- Sim, eu quero...

- Então fique 150 milhões de Km de distância de mim.

[kkk Hiran Pinel; copiei e fiz adaptação]

domingo, 8 de outubro de 2017

Você é um homem casado, [por isso] não tem o direito de fazer carnaval (kkk) 
REFERÊNCIA: Trecho de "Telecoteco" canção de Marino Pinto e Murilo Caldas, gravada por Isaurinha Garcia... Letra que hoje pode nos soar engraçada e melodramática kkk 

FAZER CARNAVAL: participar da festa; paquerar e transar com outras e outras na ou numa festa; fazer e participar de quaisquer festas sem avisar a esposa e família, e no máximo produzir uma festa familiar etc. É um prisioneiro de Zenda kkk

sábado, 7 de outubro de 2017

"Club Friday 8: True Love or Just Confusion" (the séries; Tailândia). São só 4 episódios numa história densa, tensa e intensa, sobre amizade de dois caras e uma mulher fazendo negociação amorosa, e ela casa com um deles... kkk O melodrama é bem conduzido e fica até moderno, mesmo com ela batendo com força na barriga desejando que o filho morra - meio clichê melodramático, negação. Mas ela abandonando o marido é tudo, uma heroína. E ele telefonando pro cara/ amigo para reatar algo que ficou e o cara não estava e desapareceu... Ele fica só, só e desesperado, mas pressentindo seu final, afinal a Ponte Rama VIII está logo ali em Banguecoque, mas não é funda kkk Melhor entrar na bebedeira com muito brilho nesse nariz, seu moço!... kkk

ELENCO: Toni Rakkaen & Setthapong Phiangphor; não consegui obter o nome da excelente atriz em meio a essas duas estrelas da Tailãndia, grandes atores...

domingo, 1 de outubro de 2017



REGRAS DO JOGO...

Em estando a passar uma noite em Banguecoque, qual seria a regra do seu jogo comigo?

[Hpinel; ficção].

Meu olhar se encerra na capital - Banguecoque,
luzes, sombras, névoas e kathoeis caminhando - loucos arados.
Buda de ouro, um outro lá que caminha longe.
Na pontinha da nação, os islâmicos não me dão chibatadas.
Não há prédio com 8 andares por perto e nem pedras de mão.
O shopping é de Siam e eu peço massagens.
Eles fazem tudo completo em cima de mim, me desespero.
Orgasmos de belas garotas na pole e um cheiro nobre no ar.
Um rapaz se esforça em me agradar e me define "jovem" - morri.
Um crime é anunciado no carnaval das águas, ali no rio mais perto.
O hino nacional é cantado na Universidade de Mahidol,
antes de projetar meu filme "Lar, amor, memórias, felicidade".
Por que você fotografa minha escola? É para você me retratar vazio?
Krist e Singto perguntam-me: Você esqueceu de nós dois?
Os convido jantar e dar uma passadinha na Ponte Rama VIII.
Saio tonto do muay thai, pois fui nocauteado e fiquei de quatro
e o vencedor me teve como troféu, uma "doença tropical".
A minha febre está alta, peço clemência e recebo um ósculo.
Descubro que sou protagonista de uma série yaoí de pouco sucesso,
mas cujo final faço spoiler: abandonado como "amor em Sião".
Podem chorar manas, podem - pois a vida é real, feia ou bonita.


[ficção; Hpinel]

Gente, é muito triste. O personagem Thee (ator Tou Anusit) vê seu ex-amor Phu (ator Pattarakampol) levando uma flor vermelha para sua atual namorada.

O olhar dele de piedade, compaixão e prestes a cometer um auto-flegelo. Ele está com esse braço quebrado, e isso dá ideia do quanto ele é uma Santinha "Ôca" Desiludida, no calvário, numa via sem fim... Na Tailândia a imprensa o descrevia como esposa e Phu como marido - coisas do universo das larkon yaoí, séries tailandesas que advém do espírito mangá. 

Isso numa cena de "Hormones The Series" (2013), revendo pela enésima vez. Eu assisti essa série em 2013...

Metodologia fenomenológica existencial. Há? Sim.
Fico aficionado por episódios, e dentro deles, certas cenas e paro em uma - fico tresloucado por uma, por cada detalhe e pelo todo, figura-fundo. Tem cena que que eu gosto tanto, mas tanto, que eu me sinto como se eu fosse um anatomista, me proponho dissecar minuciosamente, e ao mesmo tempo, atuo como se eu fosse um fisiologista, compreendendo como tudo funciona, mostrando o mecanismo social psicodinâmico do árduo, sutil e complexo jogo do viver, no caso de Hormones, um viver amoroso e desiludido... Não me interessa os amores bem solucionados nessa série, tão irreais, meu foco são os mau intencionados, os traidores, os sacanas, os abandonados, os rejeitados, os carnais com ausência do amor, os cindidos, os "fudidos", os idiotas, os babacas, os infantis, os que se entregam a ambos os papeis "marido-esposa" etc. Pela série, é na dor que está meu foco, pois é nela que encontramos o real, é nela que costumamos sentir algum significado no viver - nela é que se presentificamos nossa sociedade moralista e hipócrita, e como... aff Maria... kkk

NOTA: Essa é uma apreciação pessoal e muito frágil, pois a "coisa" é mais funda no aqui-agora e no passado, com perspectivas futuras... kkk Tá pensando que é fácil descrever e analisar fenomenológicamente uma obra de arte? Enganou-se meu bem, "pode vir quente, que eu estou fervendo..." (Erasmo e Roberto).
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