terça-feira, 13 de novembro de 2018

OS 10 MELHORES FILMES DE TODO O MUNDO E UNIVERSO INTERPLANETÁRIO (KKK) - MINHA LISTA DE AGORA, 12/11/2018 (KKK)

1. Tropical Malady (Tailândia, 2004, de Weerasethakul)
2. Daybreak (Filipinas, 2008, de Alix Jr.)
3. Deus e o Diabo na Terra do Sol (Brasil, 1964, Rocha)
4. A Malvada (Estados Unidos, 1950, de Mankiewicz)
5. Brokeback Mountain (Estados Unidos, 2005, de Lee)
6. Canções de Amor (França, 2007, de Honoré)
7. A cor do paraíso (Irã, 1999, de Madjii)
8. Home: Love, Happiness, Remembrance (Tailândia, 2012, de Sakveerakul)
9. Batman Returns (Estados Unidos, 1992, de Burton)
10. Carnaval Atlântida (Brasil, 1952, de Burle)

NOTA:
Etc... etc... etc... kkk são filmes que foram aparecendo na minha parca memórias... mas estou lembrando de outros, muitos outros... amo um cinema e é uma vida assistindo filmes, séries, telenovelas, sitcoms etc. Essa é uma "lista brincadeira"...

domingo, 28 de outubro de 2018



SUPERVISÃO PEDAGÓGICA E CLÍNICA DO PEDAGOGO/ PROFESSOR/ EDUCADOR ESPECIAL HOSPITALAR (ESCOLAR E NÃO ESCOLAR).

Hiran Pinel, autor.

Propomos uma formação profissional do pedagogo hospitalar (professor, educador especial) que trabalha na classe hospitalar, brinquedotecas e em outras instâncias de saúde, inclusive domicílios. Esse tipo de formação exigirá a presença de um outro profissional da área com maior e refinada experiência chamada aqui de supervisor de área.

A formação do "pedagogo hospitalar", "professor hospitalar" ou do "educador especial hospitalar" escolar e não escolar pode acontecer em sete instâncias entrelaçadas recebendo um tipo de super+visão (uma outra visão/ percepção) no/ do/com o ofício. 

Isso pode significar que essa relação de formação (form+ação) pode (e deve) abarcar os seguintes conteúdos emergido "do daí relacional" (supervisor e pedagogo/ professor hospitalar):

1- política social e pedagógica;

2- dos conteúdos escolares que devem ser ensinados (e aprendidos) na classe hospitalar ou fora dela;

3- das relações ágeis e dinâmica com a escola da comunidade e professora da sala de aula regular (externa) de onde o paciente-aluno é parte integrante;

4- da saúde orgânica e psicológica e sua relação com a educação, como o que e como é câncer, infecção, prevenção; cuidados paliativos, desenvolvimento humano e aprendizagem etc.;

5- familiar e comunitária;

6- das relações humanas fenomenológicas-existeciais e humanistas-existenciais que considera o ser no mundo. Trata-se aqui-agora de algo que (co)move a "relação professor-aluno" (envolvendo família e equipe de saúde) e com isso os conhecimentos e os conteúdos a serem ensinados-aprendidos, currículos, avaliações, o processo ensino-aprendizagem, as didáticas específicas de cada conteúdo etc. Defendemos de que será demandado viver e ou experienciar o ensino formal (escolar e não escolar) pela via da Psicologia/ Educação/ Pedagogia Fenomenológico-existencial que considera o ser no mundo;

7- do pedagogo hospitalar cuidar de si como ser no mundo; cuidados de si numa dimensão afetiva, cognitiva e psicomotora e aqui novamente retomamos o papel vital da Psicologia/ Educação/ Pedagogia Hospitalar Fenomenológico-Existencial e ou Humanista-Existencial que considera o ser no mundo.

Destacamos que nesse tipo de "form+ação" em Educação Especial Hospitalar (escolar e não escolar) poderá ser demandado também a presença de um "pedagogo hospitalar externo" (chamado supervisor) com boa "formação clínica e pedagógica" para cuidar do outro (pedagogo hospitalar) nos seus modos de cuidar de si (e do outro - aluno) enquanto ser no mundo.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018


A TRAVESSIA DOS "OBJETOS INANIMADOS" PARA A ANIMAÇÃO DA VIDA: MEMÓRIA AFETIVA.

Hiran Pinel, autor.

Vou descrever aqui-agora, de modo (quase kkk) fenomenológico, um tema que me é caro: o objeto ou "coisa" é descrito inanimada, mas na sua presença com os humanos que os manipula, pode ganhar outros sentidos, significados sentidos.

Recorro ao sentido de "memória do vivido" com uma coisa ou objeto. Nossa vivência com aquele determinado objeto,  aqui-agora preso à nossa memória, vem à lume, ganha potência e força. Sai com força, sem pedir licença ao sujeito da lembrança. Tudo vem no sentido de transformar aquele objeto aparentemente frio, coisificado, em algo cheio de afeto, amor, reconhecimento, identidade, raciocínio, desejo, sentimentos, emoções. ódio, rancor, pensamentos, ações corporais frente a ele e ou à sua simples lembrança.

Assim, muitas vezes um objeto, por sua simples presença, provoca o sujeito individual desvelando o coletivo nele, pois um único objeto pode despertar multidões.

Dando um exemplo: a memória que temos da nossa antiga "escola primária", por exemplo, e nós já maduros e ou idosos, justo essa memória produz identidade, ligação com o outro, e nos diz muito acerca dos nossos modos de ser (sendo) estudante, aluno etc. Falamos do presente, pois o passado vem com força no presente e o reinterpretamos não necessariamente como foi, mas como aqui-agora imaginamos como foi e como será (futuro). Então, tudo é aqui-agora. Aqui é o lugar, agora é o tempo.

Um objeto como "as paredes mal pintadas e descascadas" e "ursinhos de pelúcias coloridos", por ex, são objetos inanimados. O ursinho pode até nos recordar o animal vivo, mas o de pelúcia é um objeto. A parede é algo dura e inerte, mas passa a ser mover de acordo com nossas memórias acerca dela - por ex: beijamos alguém recostados naquela parede ou vemos e tocamos e sentimos uma outra parede, e lembramos daquela original, a primeira. Um retrato é apenas um objeto, mas se é a imagem de nosso amigo ou amante, ganha sentido de humanidade, corpo vivo. Isso vale também para os cheiros, os gostos, os sentidos todos...

Mas aqui-agora focaremos as coisas e os objetos, com os cheiros, inclusive e suas espessuras, suas texturas ao toque. Focaremos nos dispositivos, nas ferramentas - coisas, objetos. É o passado e o futuro, mas sempre no aqui-agora, no presente, revisto e descrito nesse espaço (aqui), nesse tempo (agora).


Qual a percepção fenomenológica existencial de um ex-paciente-aluno hospitalar acerca de alguns objetos com os quais conviveu na clínica? Essa pode ser uma questão para quem estuda, como nós, a Educação Especial Hospitalar Escolar e Não Escolar. Mas nosso objetivo com esse ensaio é outro.

Esse pequeno ensaio científico, totalmente experimental, formando um "paper" (rascunho), objetiva estudar dois filmes, procurando compreender a importância dos objetos nas narrativas e de como "coisas" ficam impregnadas de afeto e de conhecimento, tudo isso na nossa percepção fenomenológica quando aqui-agora nos recordamos deles, quando o vemos, sentimos, tocamos, cheiramos etc.


O que é e como é um "objeto ou coisa" que marca nosso mais profundo ser sendo junto/ com o outro no mundo, e que quando vem à memória (à tona), percebemos fenomenologicamente que fez uma simbólica travessia de "coisa" para ser (que nomeamos), e então o desvelamos pelas nossas emoções, desejos, sentimentos, raciocínios, expressões corporais?

* * *

Um objeto ganha vida, respiração, apresenta sentimentos, desejos, emoções, raciocínios, pensamentos, ações corporais etc. Um objeto pode ficar na memória humana, e quando visto ou lembrado é sentido, chorado, alegrado, emocionado, refletido. A memória de um objeto pode provocar nossos movimentos, nossos modos de solucionar um problema etc. Um objeto (ou coisa, ferramenta, dispositivo etc.) pode fazer uma travessia do inanimado para o animado, do neutro para o amor e o ódio, para a alienação ou libertação.

Pessoas comuns relatam memórias afetivas e desejantes de "prédios escolares", por exemplo. Você pode visitar sua escola, e as paredes te recordar momentos que teve de amor com a garota, um amigo ciumento que te desejava sexualmente, mas que você regulava o amor, por impedimentos psicossociais ou mesmo porque você não acompanhava o desejo do outro. Você pode sorrir ou chorar visitando o internato em que estudou, relembrar as repressões sofridas, a arrogância dos professores - trazer para o presente, para o aqui-agora, o passado, e o que o futuro significa. Uma pintura do internato que ainda permanece a mesma cor, o modo como se arquitetavam no espaço as camas... A arquitetura escolar facilitou sua aprendizagem? Há relação arquitetura e o aprender com sucesso acadêmico? A arquitetura ajudou a produção dos desejo sexuais de quem ali dormia?

No cinema é possível ver cenas donde o personagem "olha" para uma arquitetura, sente-a, remexe dentro de si devido ao sentido subjetivamente, e assim você pode encontrar satisfação ou insatisfação, alegria, tristeza, melancolia, comédia de erros do viver etc. Mas é como se a "coisa" não fosse neutra, pois lhe é fornecida identidade, humanidade - a presença do homem naquela arquitetura fornece-lhe muitos significados, sentidos.

O objeto ou coisa material é aquela ferramenta ou dispositivo que pode ser portadora de mensagens de amor ingênuo e sexo, por exemplo - e de quaisquer outras mensagens. No filme "Water Boyy, The Movie" (Tailândia, 2015, de Rachi Kusonkusiri), o roteirista e diretor escolhe (intencionalmente) um objeto cuja representação pode nos trazer o sentido de pureza e infantilidade, no caso, um urso Panda de pelúcia, o fofinho, a coisa mais lindinha, uma cópia dos ursinhos pandas naturais da China. É comum então que os objetos em um filme "dizerem" muito dos personagens, e os espectadores se comovem, pois é algo comum no existir cotidiano banal, o nosso dia a dia real... Também somos impregnados pelos diversos sentidos de um objeto. A simples presença da "coisa mesma objetal", seu mostramento, quase que sagrado, na cena, pode evitar diálogos e conversas dos personagens, pois podemos, nós mesmos, dialogarmos com a cena - dar nossa impressão e com isso o diretor consegue maior envolvimento com a plateia, e é óbvio maior sucesso popular, imagino aqui. Em "Water Boyy", na cena final, os dois jovens tocam o ursinho, objeto de amor, do significado desse (amor), o companheirismo que agora se instaura, indicando que morarão juntos em um prédio de apartamento próximo à universidade - algo bem repetido em filmes e séries tailandeses. O urso aparece como promessa de amor, acerto de contas, reinício de uma longa história, mantém nossa fantasia de amor eterno... Descrevo o começo de tudo, da própria vida, vida esta motiva pelo amor, por sua ideologia.

Em outro filme, vemos um "palhacinho de madeira", desmontável como um quebra-cabeça. Nesse filme, esse objeto é vital ao enredo, ele quase que move o filme todo. Estou falando de "Love Of Siam" (Tailândia, 2007, de Chookiat Sakveerakul).

Vemos então a famosa "cena do presente que um amigo dá ao outro" - um palhaço de madeira. O objeto é que move a emoção de todo o filme "Love Of Siam". Repetimos que falamos de um "palhaço de madeira" que pode ser desmontado, parte por parte, que se compra separadamente, algo como uma peça de quebra-cabeças, repetimos. Ou seja, o palhacinho não é apenas um brinquedo, ele começa exigindo que o monte/ componha, é preciso, pois, envolvimento para vê-lo completo. No palhacinho sempre falta, falta-lhe uma parte - de fato, falta-lhe um nariz vermelho, que o amigo não conseguiu encontrar ou se perdeu.

Podemos falar de um tipo simbólico de "falta": "falta um amor que falha", um amor sempre a se completar e que nunca consegue, um amor impedido. Se apercebermos bem, o final da película é compatível com a "coisa mesma objetal" em falta, em falha. Uma coisa que ao completar, depois de muita luta e negociação da "namorada do outro que ama o outro", termina concretamente o amor/ namoro, rompe o amor, diz adeus - e os dois aceitarão algo como destino, que os une pela memória da "coisa mesma". Formou-se um vínculo e depois o rompe, mas o objeto pode nos indicar que esse amor nunca acabará, pois é um existente na memória eterna - um nariz foi comprado na loja. Diga-se de passagem, um amor eterno enquanto Alzheimer não chega... (kkk)

O objeto na memória se trata do inesquecível "amor", um amor que o objeto, que visto e sentido, trará no presente o passado supostamente feliz e melancólico ao mesmo tempo.

Em "Love Of Siam" se trata do amor como sofrimento, dor da paixão, a melancolia instalada quando a alegria poderia sobreviver. O palhacinho pode indicar o quanto nutrimos o amor da perdição, amor do sofrimento. O amor inventado como melodrama é sustentado e mantido por nós. Uma ideologia dominante que recusamos desmascarar. Em "Water Boyy" se trata do começo do amor, do futuro do amor, das promessas de alegria e de prazer de amar. Em "Love Of Siam" se trata do amor dolorido, do drama e do melodrama, do acreditar que o amor é sangue e lágrimas, o quão belo é sofrer por amor.

Os objetos inanimados se transformam em vida na nossa percepção, nossa vivência e ou experiência que tivemos/ temos com eles... Mente, corpo e alma mexem-se todos, se misturam e "hibridizam", tudo isso dentro de nós como "ser no mundo" que somos, em um mundo objetivo, concreto.

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Hiran Pinel, autor.
Ao citar, fazer referência correta, obedecendo a ABNT.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

MINHA SINOPSE APRECIATIVA DO FILME THAI "HOME: LOVE, HAPPINESS, MEMORIES" (2012): 

Três histórias compondo um todo - três figuras (narradas) emergem do fundo e a ele retorna, dando possibilidades de mais figuras e novos fundos. 

[1] Um rapaz, chamado Nae, fotografa a escola na noite, quando os espaços estão vazios. Ele fotografa o que? Vazios a serem preenchido pelo vedor das futuras imagens. Nessa noite, aparece um colega, Beam, que ao amanhecer, irá de ônibus pra capital, realizando seu sonho de ser desportista e cursar universidade (ganhou bolsa). Já o fotógrafo também irá fazer pra mesma escola, cursando comunicação. Os porjetos, os sonhos, ass promessas futuras subjacentes a isso tudo, entre os dois, são ditas e outras estão no ar. Mas essa noite, se por um lado irá dar luz ao amor, por outro também dará luz à morte; 

[2] Uma mulher madura fica viúva, e o marido deixa muitos bilhetes pra ela, que os encontra nos momentos em que procura algo - o conteúdo passa sempre a mesma ideia: "não me esqueça". É um morto que não quer ser esquecido. Só que ela se sente cerceada por isso - sente-se presa; 

[3] Um casal jovem irá casar, e a "morte da separação" os rodeia no mesmo dia, e será nesse momento que os dois primeiros personagens irão se encontrar resolvendo suas perdas, diante da "perda ali na cara de todos" - a do jovem casal. A vida é respiração, mas é também sua terminação (a morte). 

PÓS-ESCRITO: No filme, a Tailândia aparece como o "lar de todos e de todas", um lugar, em um tempo, onde o amor aflora na pele, a memória é construída em constante presença e a felicidade é um projeto de ser, algo que pode existir e existe - só lutar "junto ao outro no mundo", né?

terça-feira, 21 de agosto de 2018

O MELHOR DO AMOR, AO FINAL, ESTÁ NA MEMÓRIA.
"My Tee The Series" (Tailândia), episódio 8, 1a parte.

Chorei de modo lento e gradual, mas coletei baldes de águas salgadas. Todas as lágrimas apareceram como sentimentos impregnados na minha pele. Houve toda uma história de uma vidinha de merda, mas ainda assim uma dona Vida...

Misericórdia e com+paixão - kkk

Vamos à descrição fenomenológica da cena.

Mork vai procurar Tee adoentado. Tee saiu sem rumo pelas ruas frias e calorentas de Bangkok - chove lá fora, e dentro deles há ainda o amor. Pelo celular Mork consegue localizar o amigo. Tee está em febre ainda, e muito frágil. Mork coloca Tee atrás de sua lambreta, e insere o capacete em si e no amigo. Tudo é feito de modo calmo, lento, minucioso - cada pequeno detalhe do cuidado é revelado na cena - nenhum descuidado. Mork conduz, dirige a vida que clama por sentido. Tee, vem logo atrás, sendo conduzido. Tee abraça a cintura do amigo Mork - meio que trocando os papeis de "uke" e "seme", pois afinal, nada nessa vida é sólido ou pede para sê-lo. Minimalismos verbais, a música ao fundo indica o que deveria ser dito, uma velha estratégia do cinema. Escutamos a melodia. A letra dela aparece na legenda em português. Mas tomo a liberdade de alterá-la totalmente, pelo menos em termos poéticos, mas mantendo alguma linha com o significado, mas me inventando numa "outra espécie de poeta", "um outro autor", desse drama que é o viver, um drama sem final:

"Não importa se vamos ficar juntos ou vamos terminar tudo de uma vez só. Não importa. Não esquente a cabeça, não tente saber sobre isso, não tente dar uma resposta. Você estará para sempre nas minhas memórias, enquanto vida eu tiver. Vou reter em mim os dias e as noites felizes que juntos experienciamos. Eu apenas estou aqui-agora para agradecê-lo por esse amor vivido - sem condições, sob pressões, meus pequenos prazeres da carne, meu sincero amor em seu colo, uma amizade inesquecível... Um amor indefinido, imperfeito - mas real e definitivo. O melhor do amor, ao final, está na memória. E quando eu morrer, só restará a "sua" lembrança, não mais a minha recordação. Depois que você morrer, tudo isso que foi vivido, apagará e ninguém recordará pelo vivido mesmo, mas novos amores aparecerão no mundo, com outras gentes e tudo se repetirá".

Recomendo às fãs (e aos fãs) preparem lençóis de puro algodão para amenizar as lágrimas advindas da nossa dor... Teremos um final dramático, dolorido - mesmo cheio de amor.

Como eu me identifico com essas séries! Elas falam de mim. Pqp... kkk

domingo, 19 de agosto de 2018


O QUE É  E COMO É "YAOÍ"?: A FENOMENOLOGIA

Hiran Pinel, autor.

Em japonês: "- やおい -" ou "iá-ô-í".

Também se diz "wasei-eigo", pronunciando em japonês. 
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São obras de artes publicadas em mangás, animes, séries de Tv, filmes etc., também chamadas de "Boys' Love" ou "BL". O roteiro de um yaoí, de modo geral, mas que não é regra, aborda o amor ingênuo e puro (e casto) entre dois estudantes (escolares), ambos rapazes, ou seja, a primeira vez homoafetiva de um ou de ambos, podendo haver casais paralelos ou secundários, sejam eles yaoí ou não-yaoí. O yaoí numa obra de arte pode se referir a um clima psicológico e psicossocial: "É quando as pernas tremem e os corações insistem em sair pelas bocas dos apaixonados, e com música romântica ao fundo que (co)move a cena, cujas letras costumam substituir os diálogos, que quando ditos, são poemas desfolhados, cheios de promessas (in)sólidas, de términos desesperadores, de beijos em fogo e de complexa realização. Nos yaoí, são difíceis acontecer tanto os beijos ardentes quanto o sexo fervente, e esses são os momentos mais esperados pelas fãs e pelos fãs - sua delícias" (PINEL, 2004; p. 63). Algumas vezes, o país onde residem está em frenesi político e econômico (kkk), e isso é mostrado de modo muito sutil, quase imperceptível - mas pontuam, mesmo que levemente. Então, há uma nação em frenesi, e eles também nas suas vidinhas íntimas, bem como a escola, na família, com os amigos etc.

Outra características do yaoí é que os rapazes envolvidos entre si, têm namoradas (sim, mulheres como namoradas) e no enredo, muitas vezes, elas se transformam (in-justamente) em vilãs... kkk

Diz a Wiki que se refere ao acrônimo da frase "- ヤマなし、オチなし、意味なし -" (yama nashi, ochi nashi, imi nashi), que pode ser em português algo próximo a "sem clímax, sem resolução, sem significado", ou como a frase de efeito, quase clichê: "sem pico, sem ponto, sem problema". 
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O termo talvez esse termo (sons) tenha sido usado em 1970, no Japão, referindo-se a história/ narrativas que continham "causos" estranhos/ provocadores  e muito lúdicos/ brincantes. Com o tempo (e o espaço) esse termo, yaoí, passou a ser dito mais para se referir a obras de arte de relações afetivas e ou sexuais entre dois rapazes.
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REFERÊNCIAS
PINEL, Hiran. Apenas dois rapazes e uma educação social; existencialismo, cinema e inclusão. Vitória: UFES/ CE/ PPGE/ Do Autor, 2004.

domingo, 12 de agosto de 2018

Textão...

Fragmento de um possível roteiro de "série yaoí thai" que eu inventei...

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SÉRIE YAOI AO ESTILO TAILANDESA
Seis episódios.

TÍTULO SUGERIDO
"Festa ao Amor"

APRESENTAÇÃO GERAL DOS PERSONAGENS
1) Os protagonistas são dois: Yaon e Hugailin, e ambos estão com mais ou menos 30 anos de idade;

2) São dois jovens que viveram cinco anos juntos, pois eram muito amigos, sempre presentes um com o outro;

3) Hugailin foi apaixonado por Yaon... Tinham encontros íntimos, mas nunca chegaram aos finalmentes - algo sempre incompleto. Yaon sempre alegava amizade, mas mantinha-se ao lado, sentia prazer com isso;

4) Há 10 anos atrás eles romperam, quando Yaon ficou noivo e marcou o casamento. Hugailin foi testemunha do casório, mas na festa mesma, ele sumiu e não apareceu mais;

5) Yaon se tornou um médico famoso na Tailândia e no mundo científico, pois ter criado uma nova abordagem técnica em hemoterapia, casou-se e tem três filhos. Já Hugailin, solteiro e vive com seus pais, tem uma noiva recente, e se formou em Português/ Literatura brasileira (sim), e publicou sua dissertação e tese com esse tema, fez bolsa sanduíche na UFES/ Brasil em Educação, e recentemente ganhou o prêmio de melhor tese, prêmio mais valorado do seu país. Yaon está riquíssimo, Hugailin vive de um bom salário de professor na Universidade de Mahidol, campus de Bangkok.

6) Um não sabe um do outro, e de repente eles se reencontram numa agitada festa oferecida por antigo amigo de ambos - também riquíssimo... Timidez, temor... A sedução volta forte, a atração torna-se o foco fundamental entre os dois amigos - velhas memórias e resistência aparecerão, sempre embalados por músicas populares românticas. A vida é também uma festa ao amor, mas seus caminhos são doloridos também.


A NARRATIVA COMEÇA
Estão numa festa iluminada e o som alto, jovens desnudos e desnudas se jogando na piscina, bebidas, algumas drogas rolam soltas... Um cheiro de festa e de orgia - tudo no ar. Há uma ansiedade de todos, uma procura de sexo e de amor - e nada... A solidão ali parece predominar.

Os dois se olham em soslaios. Eles parecem ter articulado encontrar, tratando-se de algo não consciente. Eles bebem muito, e trazem nas suas mãos copos de bebidas.
Então, eles se "topam"...

Silencio. As pupilas de ambos se ampliam.

Yaon: - "Você se recorda de mim?" - pergunta.
(silêncio)

Hugailin tímido, de cabeça baixa e de olhar certeiro em Yaon - "Como te esquecer? Nós dois de frente pro mar, pés atolados na areia da praia, e você me prometeu que quando ficasse muito rico me daria um iate (risos) e com meu nome escrito em letras cursivas, 'letras tímidas', vc me disse..." (leve riso)

(prosseguindo a sorrir, ele toma decisão de suavemente sair daquele encontro)

(respirando fundo, sorrindo como se tivesse orgasmo)

Yaon: - "Não!" diz com autoridade e como pedinte. "Não vá embora mais uma vez, fique aqui comigo, agora! Por favor, fique?" - diz ao outro.

Hugailin: - (risos tímidos, fica corado, as pernas tremem)

E prossegue:

Yaon: - "Amanhã vou comprar um iate, mandar colocar seu nome e mandar-lhe entregar... E com letras cursivas, bem tímidas, pois é isso que me atrai". Yaoin dá então essa pista: a de que está milionário. Que a promessa feita pode ser obedecida agora-aqui.

Hugailin: - "Eu só queria seu amor, nada mais do que isso. Eu não precisava de iate, ainda mais com meu nome. (silencio) Precisava de amor" - diz com um sorriso tímido de alegria.

Yaon: "- Fique comigo esta noite, e não vais se arrepender... Aqui fora o calor, e ao mesmo tempo o frio, são açoites em nossos corpos, no meu apartamento, nós dois teremos somente amor"

Huagailin sorri, respira fundo como se tivesse tendo um orgasmo e sai... E brinca: "affff... que homão da porra"...

Yaon está aceso, elétrico... Seu coração bate rápido demais...

Paralelamente a esse acontecimento, a orquestra da festa, nesse exato momento, toca uma música que fala de um namorado que pede à moça pra ficar com ele, saindo do frio da noite e indo para o aconchego do lar.

NOTA: Texto meu - Hiran Pinel; ficção; inventando diálogos pra uma série yaoí que estou escrevendo e que penso publicar.