quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

‪"Turn Left, Turn Right" (séries) como é apresentado, são três histórias de amor pueris. A história na qual o ator Singto está inserido é a do famoso e popular livro (até aqui no Brasil) de Jimmy Liao. Ele é um jovem músico, e na série é também um dublador de voz bonita. Ele só quer conhecer uma garota, amá-la e amar-se e ser feliz. Ele quer pouco, não é? Que nada, amar está na ordem do impossível - nem na Tailândia, nem no Brasil. Eu acho que a "idealização do amor", como parte da ideologia dominante, perturba esse processo de nos colocar na realidade - procuramos o ideal, o imaginado e não o concreto. Singto é solitário, mora ao lado da moça, são vizinhos de paredes e não se conhecem de fato. Há uma megalópole, há alguma coisa a mais - mas tudo (im)pede ao amor sua chegada. Mesmo um terremoto poderá (im)pedir iso? No livro, ao final, um terremoto os une, quebrando as paredes do quarto - no filme é assim. Mas, pela série thai, a coisa pode ser diferente. Ansioso por esperar. Poesia pura esse primeiro episódio, onde tudo começa pela embriaguez em um estranho bar, num esquina escondida de Bangkok, comandado por um fã de músicas de amor rasgado ao estilo blues - ele dirige o amor, ele produz reflexões em cada um dos três usuários da dor do abandono. Ele estimula o retorno de cada caso. O comandante do bar, ele mesmo, é um solitário.

(Hiran Pinel, autor)

Se Singto encontra o amor e não o procura, imagine eu, que o (pró)curo e não me encontro?


Reflexão a partir da série tailandesa: "Turn Left, Turn Right" - Hiran Pinel, autor.
TURN LEFT, TURN RIGHT - SÉRIES
Essa série é muito linda, é arte de fato. Um enredo sobre uma possibilidade irreal: ter a segunda oportunidade. Na vida só temos uma. É uma série sartreana - a vida é escolher e nos responsabilizarmos por isso, por essas escolha. Acho que os fãs de yaoí iriam gostar pelo tema tão raro: escolher...
Passamos em fluxos escolhendo, isso na vida, e ao escolhermos perdemos outras, e esse é o real, o vivido - o encarnado. Amor é assim, a gente escolhe, e perde os não escolhidos. E mais, não há segunda chance, o que há são outras possibilidades de respirar e ganhar potência... Você pode escolher outra coisa ou alguém, mas a mesma (escolha) - nunca, pois ela (a vida) caminha, descaminha, anda, flui, fruição, devir...
Nesse primeiro episódio podemo antever o desempenho de Singto: raro, verdadeiramente um grande ator - GRANDE. Um ator tranquilo no seu papel de rejeitado, desamado - e um infeliz romântico como "ser no mundo".
Uma estrela Singto, parecendo Montgomery Clift em "Os Desajustados" - paparicado por uma Marylin Monroe insatisfeita, ele mesmo assim, ambíguo, quase assexuado, pois deseja imensamente, antes de tudo, ser amado.
Singto me parece seguro com a "sua" dor, aquela que tem que viver nele, numa sociedade e cultura NÃO tão acolhedora como se imagina, pois o é apenas nos discursos, e não nas ações. Mas, acima de tudo isso, Gun, personagem de Singto, ama, é romântico e crente no amor - como Clift.
Que arrebente as paredes que nos separam do outro - um outro que é nós mesmos, mas num reflexo espelhar: um eu que precisa do tu, e de "todas as pessoas do mundo".

(Hiran Pinel, autor)
INDIES DA CIÊNCIA...

É uma abreviação do termo em inglês "independent". Significa em português: “independente”. Nos remete ao produto ou estilo cultural que foge às grandes massas, às grandes e caras produções, empresas poderosas ou distribuições complexas e caras nas propagandas, por exemplo.
O produto, cultura ou arte indie é desenvolvido a partir de um "projeto independente", algo, pois, ligado ao sonho, a uma utopia. O pesquisador ou cientista, nesse caso, pode procurar bolsas (de ciência) fora das agências tradicionais de fomento, ou mesmo trabalhar de modo independente, sem bolsa, produzindo e publicando artigos, no exterior, por exemplo, fora das revistas mais conhecidas, geralmente fechadas em um grupo de colegas e até amigos, ou que escrevem sobre determinado marco teórico que não o do cientista indie. Pode ser que a saída seja publicar em revistas com baixa qualificação oficial (para a ideologia dominante dessa esfera), mas que ainda assim produz visibilidade quando o texto científico for bom e pode gerar consumidores.
O estilo indie surgiu em meados da década de 1990, indicando pessoas que não possuem produtores sólidos ou meios de entrar para a indústria comercial oficial, pessoas que entram em "meios ideológicos não dominantes", fora do "mainstream" (do dominador). Relaciona tal termo aos hippies (década de 60/ 70) e os punks (final da década de 70).
Uma crítica que se faz que o indie, se obtém sucesso comercial, acaba entrando no "mainstream", e ele até pode fazê-lo, mas sem se adequar. É só isso? Pode fazê-lo? Çei não... kkk

(Hiran Pinel)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Política doTriplo Não” quando são assuntos "delicados" e ou considerados "complexos" pelo Governo da China Popular.

Por exemplo: um "tema político" que "precisa" (segundo o povo, mas não o Governo kkk) ser falado, como uma "corrupção", por exemplo; práticas políticas nefastas do partido único da nação; temas sexuais em obras de arte como a homossexualidade com explicitação de cena sexual explícita, prostituição  etc. Esse e outros temas comuns na nossa cultura também, não só na chinesa - e se os "nosso" governos pudessem, censurariam do mesmo modo - e podem a vir censurar, como já aconteceu no passado. Mas, vamos ver essa Política na China, é nela que estamos falando:

1) NÃO faça publicidade, não faça propaganda daquilo que censuramos: NÃO ESTIMULE CONVERSAS, SOCIALIZANDO DADOS, FAZENDO PROPAGANDAS. Vamos dizer, o Governo (e a Justiça) está cuidando (Çei...)... kkk; 

2) NÃO se faça críticas ou condenação do tema: NÃO FIQUE JULGANDO OU CONDENANDO. Nesse sentido, "coisas" (temas) como a "homossexualidade", pode até se praticar ou fazer, mas, se nunca se deve fazer propaganda (nada do tema merecer filme, série - ainda mais se forem muito populares), nem critica e nem fica perguntando ou inventando controvérsia, aparentemente, tudo ok. Mas, e se um determinado grupo deseja benefícios como união civil? É preciso sair do armário - e é direito de expressar o sentimento em público;

3) NÃO produza controvérsias em lugar algum: NÃO FIQUE PERGUNTANDO, QUESTIONANDO, GERANDO ASSUNTO E BATE-BOCA, TEORIAS DIFERENCIADAS ETC.


O que se denomina de Política do "Triplo Não" foi criada em 1982 por Hu Yaobang (1915-1989). 

Yaobang foi um líder da República Popular da China, cuja morte desencadeou a Revolta da Praça de Tian'anmen (China). Ele ocupou o cargo principal do Partido Comunista da China de 1981 a 1987, primeiro como Presidente de 1981 a 1982, depois como Secretário Geral de 1982 a 1987. Hu ingressou no Partido Comunista Chinês na década de 1930 e alcançou a proeminência como camarada de Deng Xiaoping. Durante a Revolução Cultural (1966-1976), Hu foi expurgado (condenado), recolhido e purgado (liberto) novamente.

Mas, repetimos, isso acontece nos mais diversos contextos políticos não democráticos. Sempre... Não é coisa "só" da China.


NOTA: ou "Política dos Três Nãos".


1) Não pergunte - não me interesso, não interrogo, não policio, não faço futrica, não desejo saber e nem tenho vontade etc.;

2) Não estimule - não elogio, não faço propaganda, não socializo, não apoio, não faço passeatas, não brigo por esse tema etc.; os temas podem ser abordados mas com muita delicadeza, sutileza ao extremo, com punições aos personagens não bem-vindos ao Estado (gays que podem ser engraçados/ infelizes/ suicidas/ sozinhos, fumantes morrendo de câncer no pulmão, funcionários públicos corruptos são execrados, presos, desmoralizados etc.);
 

3) Não condene - não produz legislação contra, não se faz críticas, não fica comentando se isso existe ou não etc. O Estado não condena, mas se houver afronta, haverá processo socializado, para que sirva de modelo e não se repita.


**
Eu amo a China, amo alguns países da Ásia... e acho interessante tais propostas, mas devo esclarecer, que não conheço a fundo, apenas de ler na internet. Deveria ter acesso a um bom livro que descreve o evento e os resultados dele (dessa Política).

Hiran Pinel

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Exemplo de "objetivo geral" e "objetivos específicos" em pesquisa fenomenológica - atendendo a alguns pedidos...

OBJETIVO GERAL
Descrever compreensivamente o que é e como é SER, nos "modos de ser" do "ser no mundo", de um aluno com câncer na classe hospitalar, apontado nos testes psicológico e no desempenho escolar com inteligência acima da média, e que após cirurgia cerebral, meses depois, retorna à mesma classe (hospitalar) com lesão e suas sérias complicações cognitivas (baixa inteligências nos testes psicológicos).

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Observar o que é e como é ser, nos modos de ser do ser no mundo, de um aluno com câncer na classe hospitalar, descrito com... (coloque o resto do texto)
Descrever o que é e como é ser, nos modos de ser do ser no mundo, de um aluno com câncer na classe hospitalar, descrito com... (idem)
Analisar, pelo método fenomenológico compreensivo, o que é e como é ser, nos modos de ser do ser no mundo, de um aluno com câncer na classe hospitalar, descrito com... (idem)

NOTAS
Para alguns metodologistas, eis os passos para se efetuar uma pesquisa fenomenológica que são os objetivos específicos:

OBSERVAR (pode ser um procedimento, por ser uma ferramente)

IDENTIFICAR

DESCREVER
COMPREENDER (ANALISAR)

Quase todo metodologista fenomenológico desenvolve e ou descreve passos para sua proposta de pesquisa fenomenológica, ENTÃO: são os objetivos específicos.

Recordando que o envolvimento existencial e o distanciamento reflexivo são a alma do método fenomenológico, mesmo que se use outros termos (epoché, suspensão, redução etc.). São atitudes e ou posturas, e NÃO SÃO PASSOS.

Os objetivos específicos focam-se nos passos, nos procedimentos ou nas etapas. É quando o pesquisador sai à procura da pessoa colaboradora com a pesquisa dele. Essa "pró-cura" é ir no "campo da pesquisa" com o finco de "descrever o vivido".

Desejando não precisa nem falar de coletar dados ou produzir dados, mas simplesmente "ir à campo para descrever o vivido".

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A "pulsão de morte" é a que nos faz repetir as coisas maléficas da nossa vida - parece que sempre produzimos a morte de nós, nos oferecendo o que há de pior contra nós mesmos, mesmo tendo diante de si um leque de opções de escolhas, inclusive as positivas... Isso vale pra mim, pra você, pra nós - pro mundo... Traduzindo: O "que é" e "como é", simbolicamente, atirar nos seus próprios pés - de modo repetitivo, constante, sistemático?

Hiran Pinel - autor.