Carl Rogers fundamentou a Psicologia Humanista e a Abordagem Centrada na Pessoa - ACP em três grandes pilares filosóficos:
1- a fenomenologia (valorização da experiência subjetiva),
2- o existencialismo (liberdade e responsabilidade pelas próprias escolhas) e...
3- a crença otimista, ou melhor, esperançosa (H. Pinel), na tendência à atualização de cada indivíduo, hoje definido pelos seguidores da ACP, de ser-no-mundo, logo um humano mais encarnado (Virgínia Moreira)
Seus princípios centrais desdobram-se nas seguintes marcas filosóficas:
Abordagem Fenomenológica: A realidade é definida pela percepção individual. Para Rogers, a compreensão do mundo interno e subjetivo do sujeito é mais importante do que diagnósticos ou explicações externas, mas não deixa de criticar o mundo, sem jamais negar seu impacto no ser humano, seja positivo, seja negativo e ou.
Método fenomenológico: como terapeuta, Rogers emvolvia-se relacionamento com o outro, na clínica e dele se distanciava produzindo um texto científico sobre a experiência vivida no set clínico. Como educador, o mesmo.movimento considerando características dos dois espaços, naquele tempo.
Tendência à Atualização: A convicção ética de que todo ser humano possui uma motivação, nascida com ele, para crescer, desenvolver suas potencialidades e buscar a autorrealização, caso esteja em um ambiente favorável.
Atitudes Facilitadoras: Na prática educacional e terapêutica, o desenvolvimento depende de três condições essenciais:
Empatia: Compreender o mundo do outro com precisão e sem julgamentos.
Aceitação Positiva Incondicional: Respeitar o estudante ou cliente como um ser humano único, com valor próprio.
Congruência (Autenticidade): Ser genuíno e transparente na relação, sem máscaras ou defesas profissionais.
Robert R. Carkhuff acrescenta, as capacidades do terapeuta e do professor em produzir: confrontação, concretude, imediaticidade.
Educação Centrada no Aluno: Crítico aos modelos tradicionais e autoritários. Rogers defendia o "aprender a aprender", transformando o professor em um facilitador que confia na autonomia do estudante para gerir o próprio processo de descoberta. Trata-se de uma pedagogia não-autoritária. No seu livro Sobre o Poder Pessoal, quando ele descreve Paulo Freire, em um capítulo totalmente dedicado ao pedagogo brasileiro, fica claro o papel potente do currículo transformador e a tarefa vital do diálogo na construção cotidiana contra aquilo que seja ditatorial.
O legado do autor está consolidado em obras fundamentais, como Tornar-se Pessoa, Liberdade para Aprender, Grupos de Encontro, Sobre o Poder Pessoal (nesse livro Rogers escreveu um capitulo inteiro sobre o pedagogo Paulo Freire).
Rogers defendia que a aprendizagem verdadeiramente significativa ocorre quando há um envolvimento pessoal, unindo aspectos cognitivos, afetivos e comportamentais. Em Sobre o Poder Pessoal, quando se fala de Paulo Freire, evidencia-se o poder da presença do outro em mim.
Fonte: IA revista por mim; Hiran Pinel; Virgínia Moreira