Uma formação existencialista para uma professora-pesquisadora na interseção da Educação Especial e da Saúde propõe um olhar centrado na subjetividade, na liberdade, na responsabilidade e na experiência vivida. Afastando-se de visões puramente instrumentalistas ou estritamente biomédicas, essa perspectiva humaniza tanto a docente quanto os estudantes e pacientes.
Abaixo, a estrutura e as premissas fundamentais dessa trajetória de formação e atuação:
1. Eixos Filosóficos da Formação
- A centralidade da existência: A existência precede a essência. O estudante com deficiência ou em sofrimento psíquico não é definido por um diagnóstico, mas por suas escolhas e vivências.
- Angústia e escolha: Reconhecer que o adoecimento e a diferença geram angústia, e que a professora-pesquisadora deve aprender a acolher essa angústia em vez de tentar apenas silenciá-la com técnicas.
- Alteridade radical: O encontro com o "Outro" (o aluno da educação especial, o paciente) como um sujeito inteiro, livre e singular, e não como um objeto de estudo ou intervenção.
2. A Dimensão da Docência (Professora)
- Relação Eu-Tu: Baseada no diálogo autêntico (inspirado em Martin Buber), onde a professora se coloca presente por inteiro no processo pedagógico.
- Mediação sem imposição: Criar espaços para que o estudante da educação especial exerça sua autonomia e faça suas próprias escolhas pedagógicas e de vida.
- Recusa ao reducionismo: Combater a tendência de enxergar o aluno apenas pelo viés da patologia ou do CID (Classificação Internacional de Doenças).
3. A Dimensão da Investigação (Pesquisadora)
- Abordagem fenomenológica: A pesquisa foca no sentido que as pessoas dão às suas experiências. O método busca descrever os fenômenos educacionais e de saúde como eles se manifestam na realidade.
- Pesquisa implicada: A pesquisadora não se posiciona como um observador neutro ou distante. Ela reconhece sua subjetividade e seu impacto ético e político no campo de estudo.
- Voz aos sujeitos: Privilegiar metodologias que deem protagonismo aos participantes, como histórias de vida, narrativas e cartografias.
4. A Interseção entre Educação Especial e Saúde
[ Formação Existencialista ]
|
+-----------------------+-----------------------+
| |
[ Educação Especial ] [ Campo da Saúde ]
- Subjetividade além do diagnóstico. - Cuidado humanizado e integral.
- Autonomia e escolha do sujeito. - Sofrimento visto como existencial.
| |
+-----------------------+-----------------------+
|
[ Prática da Professora-Pesquisadora ]
- Despatologização do cotidiano escolar.
- Ética do acolhimento e da presença.
- Despatologização: Questionar o excesso de medicalização na infância e na aprendizagem, compreendendo as crises e dificuldades também sob uma ótica existencial e social.
- Integralidade do cuidado: Entender que a saúde e a educação caminham juntas na promoção de uma vida com sentido para sujeitos historicamente marginalizados.
- Ética do acolhimento: Substituir a mera busca por "eficiência e reabilitação" por uma prática de cuidado que respeite o tempo, os limites e as potencialidades de cada indivíduo
- FONTE: GEMINI GOOGLE - CONFIRMEI DADOS E INTERFERI