O Desabafo do professor sobre o "brio" (na caraP que seus alunos nos precisam ter diante de textos mais complexos
O famoso trecho de aula do professor Clóvis de Barros Filho rebate a reclamação de que um texto é difícil dizendo que, se outro ser humano teve o trabalho de criar e escrever aquilo do zero, você tem a capacidade mental de ler e entender.
É uma cobrança por brio, esforço e vergonha na cara para estudar.
O Contexto da Frase - longo texto
O professor argumenta que se o autor tirou a ideia do zero, o estudante tem apenas o trabalho de compreender algo mastigado.
Ele compara o esforço intelectual a teorias já prontas, como o Teorema de Pitágoras, onde basta aplicar o raciocínio.
A mensagem central é um chamado de cobrança pessoal para não desistir diante do primeiro obstáculo nos estudos.
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A AULA DO PROFESSOR CLÓVIS...
“Porque você pega o primeiro parágrafo e lê, e ele vai te produzir um certo desconforto, isso com a aula, com a aula! Aí você pega o primeiro parágrafo e lê de novo. “Você está me chamando de burro?” Não… ou se eu estou chamando-o de burro, chame-me também, porque também é assim que eu leio. Lê a terceira vez o primeiro parágrafo daí vai para o segundo. Uma vez, duas vez, três vezes. Gasta uma hora em três páginas… “Professor, deste jeito eu nunca vou saber o final da história”. Então, não tem final da história. O resto do livro é tão desinteressante [risos] quanto essas três primeiras páginas. Você não está perdendo nada, fique só nas três primeiras páginas. E por quê? Porque se você não fizer a experiência da leitura de um texto difícil agora, acredite, você terá perdido a chance, a chance. Mas você dirá: “Eu não me interesso por questões filosóficas”. É só uma questão de brio… você tem brio? Sabe o que é brio eu dizer: “Malandro, você é tosquinho, você não entende…”. Nooooooosa, nossa! Eu volto pra casa e é a primeira coisa que eu faço nem xixi, velho. Vou lá e coloco “Kant” e leio o texto porque… COMO PODE UM CARA ESCREVER UMA COISA QUE EU NÃO ENTENDA? NÃO TEM COMO! EU VOU LER AQUELA MERDA ATÉ ENTENDER! Isso é brio, se não o ‘nego’ caga na sua cabeça e você não reage! Vai pegar lá o Kotler [teórico]: tem o solzinho [risos], vai lá, pra você, é o máximo que dá, tem um teto, não tem jeito. Vento venta, a maré mareia, o sapo sapeia e você é marketeiro, dali pra cima você não passa, está dando razão aos gregos, nasceu pra Coió, não pode! Isso te fere a alma! Como assim, não vou entender? Eu comi na infância, comi, me deram leite materno, me deram leite ninho, o cérebro tem um tamanho de um cérebro normal, neurônio tem à vontade, então… SE O CARA ESCREVEU, VELHO! VOCÊ SÓ VAI ENTENDER O QUE ELE ESCREVEU, IMAGINA QUE ELE TEVE QUE TIRAR DO ZERO AQUELA MERDA TODA! É QUE NEM O TEOREMA DE PITÁGORAS: ELE DESCOBRIU O TEOREMA, VOCÊ SÓ TEM QUE APLICAR NO TRIANGULO RETÂNGULO: A HIPOTENUSA É TANTO, O CATETO É TANTO, QUANTO É O OUTRO CATETO? Você só tem que pegar a hipotenusa e elevar ao quadrado, os catetos ao quadrado, somar, diminuir e chegar e … VOCÊ ERRA! VAI SER BURRO NA CADEIA, VELHO! CARALHO! PORQUE O CARA NA GRÊCIA, HÁ CINCO SÉCULOS ANTES DE CRISTO DESCOBRIU O QUE VOCÊ, CINCO MIL ANOS DEPOIS, NÃO CONSEGUE APLICAR! VOCÊ TEM QUE COMER ALFAFA, VAI SER BURRO NO INFERNO… Então, esse é o tipo de cutucada que você vai dizer: “Professor, mas a pedagogia…”. A pedagogia que se FODA! Você precisa sentar a bunda na cadeira e melhorar a sua capacidade de pensamento porque depois você aplica isso aonde for. Porque se você só ficar no show do Ary Toledo, em coisas fáceis, solzinho, público, aqui tá a empresa, nhenhé, pelo amor de Deus, isso na quinta série primária já daria pra entender essa merda. Pega alguma coisa de gente, tenha culhão! Mesmo que não tenha nada a ver com você. Tenha sangue, reaja! “Professor, eu não faço questão nenhuma de….”. Hmmmm, tudo bem, fiz o que eu pude!"
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O famoso desabafo do professor Clóvis de Barros Filho sobre o "brio" e o célebre "vá ser burro na cadeia" ocorreu durante uma aula real em que ele cobrava esforço mental dos alunos diante de textos difíceis, argumentando que a leitura insistente é uma questão de honra e dignidade intelectual.
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O Sentido do "Brio"
O professor defende que enfrentar um texto complexo é uma obrigação de quem tem capacidade cognitiva.
Ter brio significa não aceitar a própria ignorância com acomodação, voltando para ler o material quantas vezes forem necessárias até entender.
Ele usa um tom forte e indignado para provocar o brio nos estudantes, questionando a facilidade com que desistem de raciocinar.
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Contexto da Fala
O vídeo viralizou como um corte de motivação para estudos.
Clóvis argumenta que se pensadores antigos criaram teorias complexas do zero, o estudante atual tem o dever mínimo de se esforçar para compreendê-las.
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A famosa aula viral sobre o "brio", o Clóvis de Barros Filho desafia estudantes a abandonarem a passividade e a preguiça mental.
Ele argumenta que não entende um texto complexo, como os de Kant, deve ferir o orgulho do aluno, exigindo releituras persistentes até a total compreensão, em vez de desistência precoce.
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O Conceito de Brio
Orgulho intelectual: O brio é a vergonha saudável de não saber e a recusa em aceitar a própria ignorância diante de um desafio.
Rejeição à facilidade: É a valentia de não fugir do esforço intelectual e de não buscar atalhos vazios.
Energia vital: Representa o vigor que move a pessoa a buscar os recursos necessários para vencer o obstáculo do aprendizado.
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A Relação com a Leitura Filosófica
Desconforto necessário: Ler um texto denso causa estranhamento inicial; o erro está em desistir no primeiro parágrafo.
A prática da releitura: O verdadeiro estudante lê o mesmo trecho três, quatro ou quantas vezes forem necessárias até que o sentido desabroche.
Foco na profundidade: Gastar uma hora em poucas páginas vale mais do que vencer capítulos inteiros sem absorver nada.
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O Valor da Universidade
Experiência superior: O ambiente acadêmico não é mero trampolim para o mercado, mas um espaço nobre de elevação espiritual e mental.
Exercício de superação: Pensar com competência exige treino árduo, análogo ao desenvolvimento físico de um atleta.
FONTES
IA, o vídeo do professor, minha interferências; um aluno mandou-me parte da fala do professor...