quarta-feira, 1 de outubro de 2025

 

PSICOFARMACOLOGIA DO IDOSO COMO SUJEITO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL:

CHAMADA: USO (EM JOVENS, ADULTOS E IDOSOS) DO PSICOFÁRMACO PARA DORMIR, CHAMADO "ZOLPIDEM" (E DÁ PRA ENTENDER O IMPACTO NEGATIVO NA ESCOLARIDADE E COGNIÇÃO)

UNITERMOS: Psicofarmacologia: Zolpidem; Educação para prevenção possível: Alzheimer; Sistema Glinfático; Educação Especial e Saúde; Cognição: Raciocínio: Atenção: Memória 

Procurei entender, de forma didática, o que é o sistema glinfático, onde se localiza e qual a sua relação com o medicamento Zolpidem, remédio bastante usado para quem perde o sono, por motivo fisiológicos ou biológicos.

1. O que é e Como Funciona o Sistema Glinfático?

Para um leigo, o sistema glinfático pode ser entendido como o serviço de limpeza e descarte de lixo do cérebro.

Aspectos com as explicações didáticas

O que é

Um sistema de canais e vias que lava (limpa) o cérebro. O nome é uma junção de: "glia" (células de suporte do sistema nervoso) + "linfático" (o sistema de drenagem de impurezas do corpo).

Como Funciona

Ele usa o Líquido Cefalorraquidiano (LCR), que circula ao redor do cérebro, como um "detergente". Esse líquido é bombeado para dentro do tecido cerebral, circula, coleta os resíduos tóxicos e os leva para fora para serem eliminados.

A Função Principal

Eliminar resíduos metabólicos (o "lixo" que as células do cérebro produzem ao funcionar). O resíduo mais famoso que ele ajuda a limpar é a proteína beta-amiloide, cujo acúmulo excessivo está associado ao desenvolvimento da Doença de Alzheimer.

O Fator Chave

A "faxina" é feita principalmente durante o sono profundo. Quando estamos acordados, o sistema glinfático é quase inativo. Dormir bem é essencial para que essa limpeza ocorra de forma eficiente.

2. Onde o Sistema Glinfático se Localiza?

O sistema glinfático está localizado exclusivamente no Sistema Nervoso Central, ou seja: no cérebro e na medula espinhal.
Ele não é uma rede de vasos linfáticos (como a que temos no resto do corpo). Em vez disso, ele é composto por canais que acompanham os grandes vasos sanguíneos dentro do cérebro.
  • Pense em canos de água: Imagine que o vaso sanguíneo é o cano principal. O sistema glinfático são canais microscópicos que correm paralelos a esse cano, usando as células de suporte (as células gliais) para facilitar o fluxo e a troca de fluidos, garantindo que o líquido de limpeza entre e saia do tecido cerebral.

3. Relação com o Uso do Psicofármaco Zolpidem

Zolpidem é um medicamento muito utilizado para o tratamento da insônia, pois tem um efeito sedativo que ajuda a iniciar o sono rapidamente.
A relação entre o Zolpidem e o sistema glinfático é um tópico recente e de grande interesse na neurociência:
  1. A Atuação do Sono é Crucial: Como o sistema glinfático depende do sono profundo para ser ativo, qualquer coisa que altere a arquitetura natural do sono pode afetar sua eficiência.
  2. O Efeito do Zolpidem (em Estudos Animais): Pesquisas, principalmente feitas em camundongos, sugerem que o Zolpidem (e medicamentos semelhantes) pode suprimir a atividade do sistema glinfático.
  3. O Risco a Longo Prazo: Ao suprimir ou diminuir a eficácia dessa "faxina cerebral", o uso prolongado e em doses elevadas do medicamento poderia, teoricamente, levar a um acúmulo maior de resíduos tóxicos, como a proteína beta-amiloide. Esse acúmulo, a longo prazo, poderia aumentar o risco de desenvolver doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

Conclusão Importante:

É crucial ressaltar que essa relação ainda está sendo estudada e confirmada em humanos.
No entanto, ela reforça a recomendação médica de que o Zolpidem deve ser usado apenas por um curto período e sob estrita supervisão médica, priorizando a melhoria da qualidade natural do sono sempre que possível.
O objetivo é garantir que o cérebro não só durma, mas que também execute sua limpeza vital de forma ideal.
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PÓS-ESCRITO

Médicos que acompanham pesquisas no uso de remédios psicofármacos procuram desvalorizar o seu uso, a não ser que seja de extrema e comprovada necessidade.
A Psicologia Clínica vem contribuindo, para o fato de que, muitas vezes, perda do sono pode estar relacionada a quadros clínicos psíquicos como a ansiedade patológica ou depressão. Uma clínica psicológica pode cuidar e ajudar ao paciente, mas a resistência a terapia é enorme, pois o remédio o efeito é imediato, e a terapia cuida do pensamento, sentimento, desejo...
Nesse sentido, se a medicação for realmente necessária, o ideal é que o tratamento tenha prazo definido, evitando o uso sempre, contínuo, sem dar um tempo.
O potente é investir nas mudanças no estilo de vida, que podem trazer resultados mais sólidos, tranquilos, sem arriscar-se em hábito e ou vício em remédios.
Reforçar uma rotina cotidiana saudável, que há muitas dicas que médicos, nutricionistas, psicólogos podem oferecer, é preciso que tenha, por parte da pessoa educanda, profundo desejo em optar por não tomar remédios desnecessários.
Sim, esses profissionais e outros, atuam fazendo "propostas educacionais" (dão uma prática pedagógica) que evitam futuro "declínio cognitivo" que perturbam a educação (escolar e não escolar).
Tomar Zoipidem sem seguir as recomendações de estudos científicos podem levar a problemas de raciocínio, memória, atenção etc. Alzheimer, se houver, é algo inexorável, mas pode não ser adequado apressar sua chegada tomando remédios que tem consequências graves.

hpinel

sábado, 27 de setembro de 2025

 

DA FILOSOFIA PARA AS CIÊNCIAS (PEDAGOGIA E PSICOLOGIA): TRAVESSIAS

 

Hiran Pinel, autor.

 

Trabalho com "uma" (e mais...) Filosofia, que tem o seu berço esclarecido ao mundo, pois “ela nasceu no país chamado Ato de Filosofar”. Mas, essa Filosofia não fica em sua nação, ela gosta de viajar e conhecer novos e outros lugares, nos tempos mais diversos – ela é uma generosa nas suas entregas aos outros. Nesse movimento de sair de sua moradia, ela, por onde passa, toca tudo e a todos, e as ciências não conseguem ficar imunes a ela.

Vamos a um exemplo: ela vai se permitindo ser apreendida, com sentido, pela Educação, pela Pedagogia e pela Psicologia, por exemplo. Propriamente “falando”, os trabalhadores desses ofícios vão se apoderando dela, naquilo que lhes interessam. E o que interessa aos educadores, pedagogos e psicólogos? Cada uma dessas ciências tem objeto de estudo e de intervenção. A Pedagogia tem como fenômeno de estudo e ação as práticas educacionais. Já a Psicologia, tem a subjetividade (afeto, cognição e corpo/comportamento). De acordo com o tema fulcral de cada uma dessas ciências é que irão se nutrir da Filosofia, as coisas dependerão do objeto de estudos e de intervenção.

Quando a Filosofia, vai navegando por outros mares, muito além de sua nação, ela pode acoplar-se à Pedagogia e à Psicologia, como estamos a descrever. Nesses dialéticos moveres da Filosofia, ela, vamos dizer assim, deixa de ser, pelo menos naquele espaço-tempo, tal qual o é no seu estatuto de origem de nascimento, no entanto sua base singular prossegue, ela se percebe como parte do seu torrão natal, é membro daquele lugar, e reconhece humildemente sua importância para o mundo. 

Ela é desprovida da onipotência, e até se satisfaz em agradar aos outros, ou seja, ela acompanha a alegria de ensinar (e do outro aprender) e com isso aprender, mas ela não é uma displicente, ela sabe de seu valor e potência, senão não precisariam dela – pensa corretamente. 

A Filosofia, esse saber de sentido, que pontua a origem e o crescer de tudo, passa a dar e ou se dispõe a ajudar ou a dar respostas à duas demandas científicas, da Pedagogia e da Psicologia - que são também diferenciadas entre si. A Filosofia atua colaborando com o incremento das “práticas educacionais” (objeto de pesquisa e ação da Pedagogia) e à subjetividade (interiorização) e aos comportamentos (objetos de pesquisa e de ação da Psicologia). 

Complexamente, há uma Psicologia e uma Pedagogia nutrindo-se da Filosofia, mas que aqui-agora não é mais Filosofia. Ela é apropriada por formadores e supervisores, educadores diversos, pedagogos escolares, professores, psicólogos, terapeutas ou clínicos em geral, aconselhadores, psicopedagogos, orientadores vitais, orientadores educacionais, educadores religiosos, educadores sociais, pedagogos comunitários, educadores infantis e de idosos, de jovens e adultos etc. O que “só era” campo da Filosofia, ainda que persista nesse seu espaço-tempo, já aqui-agora, de outro modo (e do mesmo), é dos psicólogos e dos pedagogos.

Por outro lado, para manter a qualidade das tarefas desempenhadas pelos profissionais da Pedagogia e da Psicologia, e o crescimento das ciências, esses oficiadores devem reportar sempre e de modo sistemático, ao saber-pensar-sentir-agir da sua base identitária de ciência, o que lhe é privativo, ou seja, precisa de uma outra (Filosofia) para manter-se na sua originalidade prevista pela sua sociedade, cultura e história.

A Filosofia pode ser assim o sustentáculo original, aquela que “nasceu” para, de modo generoso, inspirar suas amigas Pedagogia e Psicologia a ser profissional do bem comum, que produza satisfação dos seus usuários. Na prática do ensino-aprendizagem escolar e não-escolar (Pedagogia) e de cuidados clínicos também, pois não só (a Psicologia) - descrevemos a manjedoura de um lugar prestigiado chamada Filosofia, mãe e pai de todos nós, de um modo simbólico, é claro, pois cada uma luta por sua independência, ainda que isso seja um ato árduo, sutil, complexo...

Nesse processo, não raro, as ciências se imbricam com a Filosofia, e uma pode contribuir com a outra. Ainda que marcando diferenças, percebe-se uma tênue linha entre uma e a outra, mas sempre uma demarcação provocadora, estimulante, cheia de altos e baixos, quedas e levantamentos, falações desenfreadas e silêncios aterradores, e são os conflitos que as fazem crescer e ser mais útil ao nosso povo (Pinel, 1999; p. 05/06).

Síntese:

O meu texto descreve a relação intrincada, dinâmica, complexa e dialética entre a Filosofia e outras ciências, como a Psicologia e a Pedagogia. A metáfora central é a de que a Filosofia, apesar de ter seu próprio "país" ou "torrão natal" (ser original em si), é inerentemente generosa e viaja para outros campos do saber (também originais em si), influenciando-os e sendo influenciada por eles.

Em essência, (pró)curo descrever um processo de apropriação e transformação. A Filosofia não permanece estática; ela se "mistura" com outras áreas, como a Psicologia (que estuda a subjetividade) e a Pedagogia (que estuda as práticas educacionais). Nesse processo, ela é absorvida e adquire novas formas, tornando-se, por exemplo, "Filosofia da Educação" ou "Filosofia da Psicologia".

O texto também destaca uma relação de dependência mútua. Embora as ciências se nutram da Filosofia para se desenvolverem e darem sentido aos seus objetos de estudo, elas precisam manter sua própria identidade. A Filosofia serve como um sustentáculo original e uma base teórica que impede que essas ciências percam sua essência e se tornem meramente técnicas.

Em suma, a síntese final do texto pode ser a de que a Filosofia não é um saber isolado e ou autônomo, mas um "saber de sentido" que fundamenta e inspira outras ciências, então ela tem a verdadeira autonomia – que é (autônoma), mas sempre diante do outro. A relação é complexa, dialética e, por vezes, conflituosa, mas é essa interação que garante o crescimento e a utilidade de todas elas cujo objetivo costuma ser atingir o bem comum do povo, seus com, seja consumidores, tornando cada vida de cada um e da comunidade, mais atenta à si e ao outro, na procura de melhor viver a vida enquanto ela há.R

Trabalho também com "uma" Filosofia, justo ela que tem o seu berço esclarecido ao mundo, pois “ela nasceu no país chamado “Ato de Filosofar”. Mas, essa Filosofia não fica em sua “Nação”, ela gosta de viajar e conhecer novos e outros lugares, nos tempos mais diversos – ela é uma generosa nas suas entregas aos outros. Nesse movimento de sair de sua moradia, ela, a Filosofia, por onde passa, toca tudo e a todos, e as ciências não conseguem ficar imunes a ela.

Vamos a um exemplo? Ela vai se permitindo ser apreendida, com sentido, pela Educação, pela Pedagogia e pela Psicologia, por exemplo. Propriamente “falando”, os trabalhadores desses ofícios vão se apoderando dela, naquilo que lhes interessam. E o que interessa aos educadores, pedagogos e psicólogos? Cada uma dessas ciências tem objeto de estudo e de intervenção. A Pedagogia tem como fenômeno (objeto, tema, assunto) de estudo e ação as “práticas educacionais” escolares e não-escolares. Já a Psicologia, tem a subjetividade (afeto, cognição e corpo/comportamento) como tema ou fenômeno de estudo e de intervenção, vamos dizer de uma subjetividade que não nega o mundo (sociedade, cultura, história).

De acordo com o tema fulcral de cada uma dessas ciências é que irão se nutrir também da Filosofia, as coisas dependerão do objeto de estudos e de intervenção de cada uma, da Pedagogia (práticas educacionais) e da Psicologia (subjetividade).

Quando a Filosofia, vai navegando por outros mares, muito além de sua nação, ela pode acoplar-se à Pedagogia e à Psicologia, como estamos a descrever. Nesses dialéticos moveres da Filosofia, ela, vamos dizer assim, deixa de ser, pelo menos naquele espaço-tempo, tal qual ela o é no seu estatuto de origem de nascimento – ela ao se acoplar não é aquela (Filosofia) que era no seu berço esplêndido, ela se entrega à mestiçagem, ao híbrido, ao complexo, a outros modos de ser, por ex., agora pode ser uma Filosofia da Educação, ou nem isso, ela está na Pedagogia, e com ela, a Pedagogia continua sendo o que é, Pedagogia que nasceu no país da Abertura aos Outros Saberes-Fazeres-Sentires. Ao se apropriada por um pedagogo, a Filosofia prossegue com base singular prossegue, ela se percebe como parte do seu torrão natal “Ato de Filosofar”.

A Filosofia se entrega aos outros, mas continua sendo membro daquele lugar originário, e ao mesmo tempo, no espaço, ele reconhece humildemente sua importância para o mundo. Complexamente, a Pedagogia ao se apropriar de um outro (Filosofia) ela o faz mantendo seu objeto (ou fenômeno) de estudo (práticas educacionais, prática, práxis, teorização) e de intervenção (praticar a educação via práticas – discursivas, pois a produção de teorias, é uma prática; práticas concretas denominadas educacionais, ação pedagógica etc.).

 

A Filosofia, nesse sentido aqui-agora pensado, é desprovida da onipotência, e até se satisfaz em agradar aos outros, ou seja, ela acompanha a alegria de ensinar (e do outro aprender) e com isso aprender. Destacamos, entretanto, de que ela não é uma displicente, ela sabe de seu valor e potência, senão não precisariam dela – raciocina corretamente, nossa “Amiga do Saber”. 

 

A Filosofia, esse saber de sentido, que pontua a origem e o crescer de tudo, passa a dar e ou se dispõe a ajudar ou a dar respostas à duas demandas científicas, da Pedagogia e da Psicologia - que são também diferenciadas entre si. A Filosofia atua colaborando com o incremento das “práticas educacionais” (objeto de pesquisa e ação da Pedagogia) e à subjetividade (interiorização) e aos comportamentos (objetos de pesquisa e de ação da Psicologia). 

Ora, complexamente, tanto uma (Pedagogia) quanto a outra (Psicologia), ao se embeber das outras ciências, artes e letras, continuam ser ciências com uma autonomia diante do outro. Elas prosseguem com seu objeto (de pesquisa e de ação), não restando menos dúvida, mas com corpos multifacetados inter e transdisciplinares. Há uma Pedagogia Psicológica, assim como uma Psicologia Educacional. Há uma Educação Especial e uma Psicofisiologia e Psicofarmacologia. Então, há essas trocas significatica entre as ciências, então nem sempre puras e castas, ao contrário, são maravilhosamente mundanas.

Complexamente, há uma Psicologia e uma Pedagogia nutrindo-se da Filosofia, mas que aqui-agora não é mais Filosofia. Ela é apropriada por formadores e supervisores, educadores diversos, pedagogos escolares, professores, psicólogos, terapeutas ou clínicos em geral, aconselhadores, psicopedagogos, orientadores vitais, orientadores educacionais, educadores religiosos, educadores sociais, pedagogos comunitários, educadores infantis e de idosos, de jovens e adultos etc. O que “só era” campo da Filosofia, ainda que persista nesse seu espaço-tempo, já aqui-agora, de outro modo (e do mesmo), é dos psicólogos e dos pedagogos. 

 

Por outro lado, para manter a qualidade das tarefas desempenhadas pelos profissionais da Pedagogia e da Psicologia, e o crescimento das ciências, esses oficiadores devem reportar sempre e de modo sistemático, ao saber-pensar-sentir-agir da sua base identitária de ciência, o que lhe é privativo, ou seja, precisa de uma outra (Filosofia) para manter-se na sua originalidade prevista pela sua sociedade, cultura e história.

A Filosofia pode ser assim o sustentáculo original, aquela que “nasceu” para, de modo generoso, inspirar suas amigas Pedagogia e Psicologia a ser profissional do bem comum, que produza satisfação dos seus usuários. Na prática do ensino-aprendizagem escolar e não-escolar (Pedagogia) e de cuidados clínicos também, pois não só (a Psicologia) - descrevemos a manjedoura de um lugar prestigiado chamada Filosofia, mãe e pai de todos nós, de um modo simbólico, é claro, pois cada uma luta por sua independência, ainda que isso seja um ato árduo, sutil, complexo... 

Nesse processo, não raro, as ciências se imbricam com a Filosofia, e uma pode contribuir com a outra. Ainda que marcando diferenças, percebe-se uma tênue linha entre uma e a outra, mas sempre uma demarcação provocadora, estimulante, cheia de altos e baixos, quedas e levantamentos, falações desenfreadas e silêncios aterradores, e são os conflitos que as fazem crescer e ser mais útil ao nosso povo (Pinel, 1999; p. 05/06).

Síntese:

O meu texto descreve a relação intrincada, dinâmica, complexa e dialética entre a Filosofia e outras ciências, como a Psicologia e a Pedagogia. A metáfora central é a de que a Filosofia, apesar de ter seu próprio "país" ou "torrão natal" (ser original em si), é inerentemente generosa e viaja para outros campos do saber (também originais em si), influenciando-os e sendo influenciada por eles.

Em essência, (pró)curo descrever um processo de apropriação e transformação. A Filosofia não permanece estática; ela se "mistura" com outras áreas, como a Psicologia (que estuda a subjetividade) e a Pedagogia (que estuda as práticas educacionais). Nesse processo, ela é absorvida e adquire novas formas, tornando-se, por exemplo, "Filosofia da Educação" ou "Filosofia da Psicologia".

O texto também destaca uma relação de dependência mútua. Embora as ciências se nutram da Filosofia para se desenvolverem e darem sentido aos seus objetos de estudo, elas precisam manter sua própria identidade. A Filosofia serve como um sustentáculo original e uma base teórica que impede que essas ciências percam sua essência e se tornem meramente técnicas.

Em suma, a síntese final do texto pode ser a de que a Filosofia não é um saber isolado e ou autônomo, mas um "saber de sentido" que fundamenta e inspira outras ciências, então ela tem a verdadeira autonomia – que é (autônoma), mas sempre diante do outro. A relação é complexa, dialética e, por vezes, conflituosa, mas é essa interação que garante o crescimento e a utilidade de todas elas cujo objetivo costuma ser atingir o bem comum do povo, seus com, seja consumidores, tornando cada vida de cada um e da comunidade, mais atenta à si e ao outro, na procura de melhor viver a vida enquanto ela há.

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Texto já publicado e ligeiramente modificado... 28/09/2025

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

TRAVESSIA DA FILOSOFIA PARA A PEDAGOGIA E PARA A PSICOLOGIA

Hiran Pinel, autor.

INTRODUÇÃO

Meu objetivo com esse texto científico é o de descrever sobre a simbólica travessia da Filosofia para a Pedagogia e para a Psicologia, onde uma e outras se beneficiam, trazendo efeitos positivos ao nosso povo, seja na escola (Pedagogia), seja na clínica (Psicologia) - dentre tantos espaços-tempos de atuação.


RESULTADOS E DISCUSSÃO

Trabalho com "uma" (e mais...) Filosofia, que tem o seu berço esclarecido ao mundo, pois “ela nasceu no país chamado Ato de Filosofar”. Mas, essa Filosofia não fica em sua nação, ela gosta de viajar e conhecer novos lugares, nos tempos mais diversos – ela é uma generosa nas suas entregas aos outros de si, não "regula" suas entregas cognitivas e afetivas (e corporais) - espera o que farão dela (de si). Nesse movimento de sair de sua moradia, ela, por onde passa, toca tudo e a todos, e as ciências não conseguem ficar imunes a ela.

Vamos a um exemplo: ela vai se permitindo ser apreendida, com sentido, pela Educação, pela Pedagogia e pela Psicologia, por exemplo. Propriamente “falando”, os trabalhadores desses ofícios vão se apoderando dela, naquilo que lhes interessam. E o que interessa aos educadores, pedagogos e psicólogos? Cada uma dessas ciências tem objeto de estudo e de intervenção. A Pedagogia tem como fenômeno de estudo e ação as práticas educacionais. Já a Psicologia, tem a subjetividade (afeto, cognição e corpo/comportamento). De acordo com o tema fulcral de cada uma dessas ciências é que irão se nutrir da Filosofia, as coisas dependerão do objeto de estudos e de intervenção.

Quando a Filosofia, vai navegando por mares diferenciados e nunca vistos (ou sentidos), muito além de sua nação, ela pode acoplar-se à Pedagogia e à Psicologia, como estamos a descrever. Nesses dialéticos (co)moveres da Filosofia, ela, vamos dizer assim, deixa de ser, pelo menos naquele espaço-tempo, tal qual o é no seu estatuto de origem de nascimento, no entanto, sua base singular prossegue, ela se percebe como parte do seu torrão natal, é membro daquele lugar, e reconhece humildemente sua importância para o mundo.

Ela é desprovida da onipotência, e até se satisfaz em agradar aos sus novos parceiros, ou seja, ela acompanha a alegria de ensinar (e do outro aprender) e com isso aprender. Não descrevemos uma displicente, a Filosofia sabe de seu valor e potência, senão não precisariam dela – pensa corretamente. 

A Filosofia, esse saber de sentido, que pontua a origem e o crescer de tudo, passa a dar e ou se dispõe a ajudar ou a dar respostas à duas demandas científicas, da Pedagogia e da Psicologia - que são também diferenciadas entre si. A Filosofia atua colaborando com o incremento das “práticas educacionais” (objeto de pesquisa e ação da Pedagogia) e à subjetividade (interiorização) e aos comportamentos (objetos de pesquisa e de ação da Psicologia). 

Complexamente, há uma Psicologia e uma Pedagogia nutrindo-se da Filosofia, mas que aqui-agora não é mais Filosofia. Ela é apropriada por: formadores e supervisores, educadores diversos - como os especiais, pedagogos hospitalares e domiciliares, pedagogos e professores escolares (e não-escolares), psicólogos clínicos (ou educacionais, hospitalares, do trabalho - dentre mais oficiadores), terapeutas ou clínicos em geral, aconselhadores, psicopedagogos, orientadores educacionais, educadores religiosos, educadores sociais, pedagogos comunitários, educadores infantis e de idosos, de jovens e adultos, trabalhadores sociais, educadores da inclusão, gestores educacionais, psiquiatras etc. - tantas nomeações quando se descrevem ofícios que implica ou não em regulamentação legal. O que “apenas era” campo dela (o da Filosofia), ainda que persista nesse seu espaço-tempo "só dela", já "aqui-agora", de modo alternativo (e do mesmo), é também dos psicólogos e dos pedagogos. 

Por outro lado, para manter a qualidade das tarefas desempenhadas pelos profissionais da Pedagogia e da Psicologia, e o crescimento das ciências, esses oficiadores devem reportar sempre e de modo sistemático, ao saber-pensar-sentir-agir da sua base identitária de ciência, o que lhe é privativo, ou seja, precisa de uma outra (Filosofia) para manter-se na sua originalidade prevista pela sua sociedade, cultura e história. Para ser si mesma, as duas ciências precisam de originalidade, de criar algumas, e ao mesmo tempo, beberem na fonte filosófica, que por sua vez, procura manter sua originalidade.

A Filosofia pode ser assim o sustentáculo original, aquela que “nasceu” para, de modo generoso, inspirar suas amigas Pedagogia e Psicologia a ser profissional do bem comum, que produza satisfação dos seus usuários. Na prática do ensino-aprendizagem escolar e não-escolar (Pedagogia) e de cuidados clínicos também, pois não só (a Psicologia) - descrevemos a manjedoura de um lugar prestigiado chamada Filosofia, mãe e pai de todos nós, de um modo simbólico, é claro, pois cada uma luta por sua independência, ainda que isso seja um ato árduo, sutil, complexo... 

Nesse processo, não raro, as ciências se imbricam com a Filosofia, e uma pode contribuir com a outra. Ainda que marcando diferenças, percebe-se uma tênue linha entre uma e a outra, mas sempre uma demarcação provocadora, estimulante, cheia de altos e baixos, quedas e levantamentos, falações desenfreadas e silêncios aterradores, e são os conflitos que as fazem crescer e ser mais útil ao nosso povo (Pinel, 1999; p. 05/06).


PÓS-ESCRITO

O meu texto descreve a relação intrincada, dinâmica, complexa e dialética entre a Filosofia e outras ciências, como a Psicologia e a Pedagogia. A metáfora central é a de que a Filosofia, apesar de ter seu próprio "país" ou "torrão natal" (ser original em si), é inerentemente generosa e viaja para tantos campos do saber (também originais em si), influenciando-os e sendo influenciada por eles.

Em essência, (pró)curo descrever um processo de apropriação e transformação. A Filosofia não permanece estática; ela se "mistura" com outras áreas, como a Psicologia (que estuda a subjetividade) e a Pedagogia (que estuda as práticas educacionais). Nesse processo, ela é absorvida e adquire novas formas, tornando-se, por exemplo, "Filosofia da Educação" ou "Filosofia da Psicologia".

O texto também destaca uma relação de dependência mútua. Embora as ciências se nutram da Filosofia para se desenvolverem e darem sentido aos seus objetos de estudo, elas precisam manter sua própria identidade. A Filosofia serve como um sustentáculo original e uma base teórica que impede que essas ciências percam sua essência e se tornem meramente técnicas.

Em suma, a síntese final do texto pode ser a de que a Filosofia não é um saber isolado e ou autônomo, mas um "saber de sentido" que fundamenta e inspira outras ciências, então ela tem a verdadeira autonomia – que é (autônoma), mas sempre diante do outro, não havendo autonomia sem esse verdadeiro alguém diante de si (Outridade). A relação é complexa, dialética e, por vezes, conflituosa, mas é essa interação que garante o crescimento e a utilidade de todas elas cujo objetivo costuma ser atingir o bem comum do povo, seus com, seja consumidores, tornando cada vida de cada um e da comunidade, mais atenta à si na alteridade de ser, na procura de melhor viver a vida enquanto ela há. 

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NOTAS

NOTA 1: texto original do autor datado de 1999, produzido quando fazia doutorado. Revisto, corrigido e ampliado em 13 set 2025. 

NOTA 2: em citando, favor referenciar, dando autoria.

PINEL, Hiran. Travessia da Filosofia para a Pedagogia e para a Psicologia. 2a ed. Vitória, ES (Brasil): USP/IP, trabalho acadêmico, 2025 [1a ed. 1999]