domingo, 18 de janeiro de 2015

DANÇANDO COM O OUTRO, COM O FINCO DE SE CONHECER...

Consegui assistir ao Cult "Ang sayaw ng dalawang kaliwang paa" (traduzindo como "a dança dos dois pés esquerdos", 2011, Felipinas, direção de Alvin Yapan; legendas em inglês, donde recorri ao google tradutor; isso indica que meu texto está localizado 'no acho' kkk e assim deve ser lido). 

O que capturei dessa obra de arte: Um jovem (ator Paulo Avelino, maravilhoso, e além de tudo, fora desse filme, canta muito...) deseja aproximar-se da professora de literatura e poesia (Jean Garcia, belíssima atriz), disciplina que vai mal na universidade. 

A melhor forma é através da dança, já que a mestra é exímia nessa arte, uma apaixonada por essa arte que a associa com a poesia e a literatura da Filipinas. 

O jovem contrata um rapaz da companhia de dança dela (ator Rocco Nacino) pra ensinar-lhe as artes do corpo em movimento com a música. Ele se esforça muito e um clima de amizade íntima irrompe entre eles, apenas um clima - olhares e toques, por exemplo. 

Ele se aproxima da professora em fim, que depois descobre a tramoia dos dois. Então ela planeja uma dança com um tema filipino chamado Humadapnon & Sunmasakay (da cultura e literatura de lá; algo folclórico e religioso). O enredo da peça é (pelo que entendi): uma deus está preso numa caverna de mulheres, e uma deusa Nagmalitong Yawa tentará salvá-lo daí. Pelo que percebi, o deus na caverna tem alma feminina, e o deus salvador tem alma masculina. 

Então começa oficialmente a dança para o grande público, até que a mestra - no meio do balé (e sem avisar aos dois e nem aos cine-espectadores - eu achei isso) - passa a bola pros dois deuses representarem essas complexas e humanas divindades, abandonando um ao colocá-lo nos braços do outro - salva ambos dela (da mestra) e de si mesmos (do medo de amar). 

Surge então a paixão entre eles, que no filme destaca-se com tons sexuais, mas sem levar a efetivação do ato em si, ou seja, não há a prática sexual entre eles, e ao mesmo tempo isso é uma prática de sexo - se é que eu entendi. 

Recordei do livro de Carl Ransom Rogers "Novas Formas de Amor"... as várias possibilidades se ser sendo junto ao outro no mundo, modos inclusive de ser na sexualidade.

Dá uma boa pesquisa sobre a relação professora-alunos, como o tema sexual ou como a mestra pode compreender a energia sexual como provocadora ao conhecimento acadêmico.

Autor: Hiran Pinel

Com camiseta branca é o ídolo Avelino e o outro é o talentoso Rocco Nacino.

O carão do Avelino... Um rosto que a câmera fica atraída, seduzida.

 Paulo Avelino, perfeito, ídolo em Filipinas. Fazendo pose.

em cena.

 DVD pra vender... a lindíssima e talentosa La Garcia
LIVRO MUITO BOM, AINDA MAIS SE LIDO AGORA:

VEIGA-NETO, Alfredo José da, GALLO, Sílvio. Fundamentalismo e educação. Belo Horizonte: Autêntica.
Pra ninguém saber seu nome,
eu grito só meu bem.


[Roberto e Erasmo Carlos]
Foi por medo de avião
Que eu segurei
Pela primeira vez a tua mão


[Belchior canta]
Para nos entendermos, devemos ter nossas similaridades, mas para nos amarmos, devemos ter nossas diferenças.


Frase de Zuraduri, Japão. In filme: "Boys Love 2"
OS MORTOS & SUAS MEMÓRIAS NOS OBJETOS E COISAS.
Bugigangas. Livros. CD's. Vídeos. Filmes. Retratos. Quadros com figuras de artistas de cinema. Desenhos e pinturas. Joias falsas, perfumes, bibelôs. Roupas e roupas. Brinquedos que enfeitam a mesa de trabalho: Peppa e seu irmão George Pig, Capitão América, Homem Aranha, Coringa, vasos com flores que jamais morrerão kkk (de pano e plástico), três patinhos - uma patona mandona conduzindo seus dois filhinhos, um amarelo e outro vermelho. Coisas, objetos, maltrapilhos, sanguessugas, restos mortais em objetos... Então vamos morrer, isso é certo. Pra que tanta coisa? Pra que? Todos devemos nos perguntar isso. Pra que compramos tanto? Pra quem deixaremos isso tudo? Pra quem? Quem rirá de nós? Quem debochará, de modo arrogante, dessas coisas que deixamos no mundo, construídas junto ao outro? Gostaríamos que tivesse um Ennis Del Mar (personagem do filme Brokeback Mountain) que pega a camisa do defunto (Jack Twist) e a cheira, e a leva pra sua casa pra ser guardada - a roupa como memória, lembrança de alguém que amamos e que faleceu. Ou então como Peter Stallybrass, no Casaco de Marx, na primeira parte do livro, cheira a roupa do amado, cada tecido mofado - ele passa as mãos e recorda que foi amado, e como irá amar o morto - e como passará esse amor vivido para os outros e outras da vida que ele se entregará. Mas vamos combinar, dependendo de que quem vamos deixar vivos, nós, os futuros mortos, seremos objetos de escárnio e onipotência, mesmo que o dinheiro deixado seja meticulosamente dividido, senão com brigas... kkk Como eu digo quase sempre, viver é muito difícil meus caros, mas é pela alegria (e prazer) que ainda vale a pena respirar, responder inventando o sentido da vida, pelo menos da "nossa vida", e de quem nos cercam.
ฉันเป็นแฟน 
หิรัญ

Tradução:
Eu sou fã
Hiran

Explicação: fiz por eu ser fã de muitas obras de arte, e esse texto em Thai foi feito pra Lovesick the series da TV tailandesa. Mas adoro também Hormones series... Mas Love Sicks é tudo... Tudo... E consegui ambas as séries com legenda em espanhol, que facilita muito...