Esse blog é totalmente experimental, um rascunho, inclusive com erros de português etc. É para informar - especialmente para meus alunos, orientandos, dentre outros interessados. Coloco imagens para provocar o dia-a-dia; fotos de artistas; textos pré literários; esboços de: resumos de artigos científicos, ensaios, paper's, críticas de cinema e outras artes, produção artística em geral - dentre outros. No mais penso que a a vida é obra de arte, bela e frágil, inconclusa, incompleta - devir.
domingo, 5 de julho de 2015
Enquanto isso, no restaurante de uma universidade pública chinesa de Taiwan, dois jovens, amigos recentes conversam:
Gõgõ: - Vou te contar algo sobre mim [chegando quase ao pé do ouvido do outro, e diz baixinho]: Sou virgem!
Andziei: - [engasga com a comida, e tosse assustado]: Não acredito!
Gõgõ: - Então prepare-se para a história que vou te contar, será sobre a minha vida, [com um sorriso sedutor] ... e só você pode acabar com esse drama que eu vivo ...
Andziei dá conta do recado, mas não saberia o que iria acontecer depois...
* * *
[Filme: "你是男的我也爱" ou "Você é o homem que eu amo" ou "Like Love" ou "Like Love In Taiwan"; 2014/5; China, Taiwan; direção de 陈鹏 ou Chen Peng].
NOTA: Minha tradução do roteiro chinês do filme, com auxílio do google tradutor.
"Enfermidade Tropical", filme tailandês, de Joe.
Pequena apreciação.
Filme:
"Tropical Malady" (TAILÂNDIA; 2004; direção de Apichatpong Weerasethakul ou Joe; título original: สัตว์ประหลาด).
Pequena apreciação.
Filme:
"Tropical Malady" (TAILÂNDIA; 2004; direção de Apichatpong Weerasethakul ou Joe; título original: สัตว์ประหลาด).
Resumo objetivo:
A vida é feliz e o amor é simples para os jovens Keng (Banlop Lomnoi) e Tong (Sakda Kaewbuadee). Keng é um soldado e Tong trabalha no campo. O tempo passa, ritmado pelas noites na cidade, pelos jogos de futebol e pelas agradáveis reuniões na casa da família de Tong. Um dia, quando as vacas da região começam a ser decapitadas por um animal selvagem, Tong desaparece. A lenda diz que um homem pode se transformar em animal selvagem. Keng parte então sozinho para o coração da floresta tropical, onde o mito muitas vezes se torna realidade.
A vida é feliz e o amor é simples para os jovens Keng (Banlop Lomnoi) e Tong (Sakda Kaewbuadee). Keng é um soldado e Tong trabalha no campo. O tempo passa, ritmado pelas noites na cidade, pelos jogos de futebol e pelas agradáveis reuniões na casa da família de Tong. Um dia, quando as vacas da região começam a ser decapitadas por um animal selvagem, Tong desaparece. A lenda diz que um homem pode se transformar em animal selvagem. Keng parte então sozinho para o coração da floresta tropical, onde o mito muitas vezes se torna realidade.
** ** **
Apreciação:
O AMOR FEBRIL COMO UM MAL DOS TRÓPICOS...
Sensações instintivas de amizade retroiluminadas pela floresta - a luz que dela se reinventa, "uma luz estranha". O amor como uma enfermidade dos trópicos, quando do abandono e rejeição afetivos.
O filme geralmente é reconhecido como tendo duas partes. Eu pessoalmente o vejo uma única unidade - apesar de considerá-la complexa. Entretanto, sem dúvida, a primeira parte mostra os dois protagonistas - Keng e Tong - estando juntos, muita amizade, e um forte desejo sexual entre eles. Keng não se controla diante de Tong, e isso dá um tom bem sensual ao filme. Nesses momentos é que vemos Tong tendo dificuldades de saber (não sabe ler e nem escrever, por exemplo), por isso ele ignora. Depois entra na parte (de um corpo único) donde vemos Tong sabendo tomar decisões, ou seja, nunca somos totalmente ignorantes. Ele parte para uma decisão de dor no desenvolvimento (e aprendizagem) amoroso - irá abandonar, ameaçar, provocar ferozmente Keng.
O filme geralmente é reconhecido como tendo duas partes. Eu pessoalmente o vejo uma única unidade - apesar de considerá-la complexa. Entretanto, sem dúvida, a primeira parte mostra os dois protagonistas - Keng e Tong - estando juntos, muita amizade, e um forte desejo sexual entre eles. Keng não se controla diante de Tong, e isso dá um tom bem sensual ao filme. Nesses momentos é que vemos Tong tendo dificuldades de saber (não sabe ler e nem escrever, por exemplo), por isso ele ignora. Depois entra na parte (de um corpo único) donde vemos Tong sabendo tomar decisões, ou seja, nunca somos totalmente ignorantes. Ele parte para uma decisão de dor no desenvolvimento (e aprendizagem) amoroso - irá abandonar, ameaçar, provocar ferozmente Keng.
Antes da tomada de decisão, há uma cultuada cena que os fãs brasileiros chamam de cena do "cheira-lambe-mãos-e-dedos" e então o personagem Tong abandona o amigo Keng. Sorrindo, Keng ele vai floresta adentro, donde se desvelará primitivo, faísca, foragido - suor das febres, uma febre antes não saciada de ambas as partes. Um animal ferido e que fere.
Será nesse primitivismo, que Tong se fará o espelho a Keng - seu guia - pois vai atrás de Keng. Nesse dispositivo é que Tong lhe dirá: "ainda te amo", mas é preciso partir pra outra, sob a forma de animal - outra enfermidade chamada amor nos trópicos, uma febre incessante, suores noturnos. O filme pode tocar os brasileiros por esse sentido de que o amor febril (paixão), ele é algo dos trópicos, no sentido das terras calorentas.
Tong não deseja sair quando o amor acabar, mas abandoná-lo quando ele ainda existe - e tem a febre do"cheira-lambe-mãos-e-dedos". Ele quer dizer que o melhor do amor é a memória - é nela que guardamos sua tensão, sua densidade e sua intensidade. No mais, ele irá declarar os percalços que criará no abandono - ele mesmo sofrerá também, mas em um outro tipo, estranho tipo, pelo menos pra nós - a febre que o amor deixará para sempre no corpo, na alma, na mente. Trata-se do primitivismo como modo de se transformar, e fazer a travessia pra novos amores - sem esquecer os outros, novas clínicas entre rejeições e abandonos. Tong primitivo observa a tudo Keng, que procura cuidadosamente uma reaproximação.
Acostumamos com o mesmo amor, o repetido, o de todo dia, o cotidiano - por isso não suportamos esse filme, nos sentidos constrangidos, desesperados - nós mesmos os abandonados - negando a enfermidade do amor. Em Cannes ele foi vaiado com força e muitos espectadores abandonaram durante a projeção, mas ganhou o prestigiado prêmio do juri, que o tornou famoso e Cult em todo mundo. O filme, por motivos antagônicos, nos ensina que o amor cotidiano tem um clima de tranquilidade, de paz, e parece que desejamos o inferno, o ódio, o clamor aos céus... kkk Preferimos a paixão do que o amor, mas é o amor que irá nos fazer dormir sem pesadelos.
Ó Tong! Ó Keng! Não nos faça isso! Eu vos peço, não nos rejeite! Queremos a paz - o amor -, mas também a guerra - a paixão. Somos civilizados, mas desejamos a violência. Chupe nossos dedos, nossos corpos, mas não nos abandone! Sugue-nos! Ó santificado Tong, ó Keng! Precisamos da saúde, e não da febre da loucura. Ó deus das florestas, não deixe nosso amor adentrar na seara árida do deserto em fogo, mas se o fizermos, que o mate - o outro abandonador -, e que esse outro, do outro na seja - que seja apenas de nós! Ó santo egoísmo! Então, que o ciúme se fará febre - enfermidade tropical -, e será ela que irá nos reanimar, nos tornar moços! Mas sempre sonharemos com uma inventada homeostase, para que morramos em paz, e crentes que o amor é melhor do que a paixão. Amém!
Filme premiado em Cannes, ganhando o importante e respeitado "Prêmio do Júri" - um juri, por sinal, liderado pelo renomado cineasta Quentin Tarantino.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
SOBRE
FÃS: A LOIRA, O REVÓLVER & A ARMADURA
Ontem
cortando o cabelo. E só Deus sabe porque, um ser medonho (kkk), conversando,
solta pela língua a pérola: " - Wanderléa nunca cantou. Péssima!",
desprezando a loira do peróxido de hidrogênio.... Todos estavam em silêncio - e
a TV ligada no Datena. Ninguém falava de loira, cantora ou mesmo mulher. Mas
quando ele falou aquilo, senti-me tal qual meu amigo, o escritor Luiz Sérgio
Quarto que briga por Emilinha Borba 'por dá cá aquela palha' kkk Exigi: " - Apague da TV a voz desse
apresentador cafona!". E ele: " - Você concorda?" Eu respondi,
como um sábio que guarda a jovem deusa da Jovem Guarda: " - Não!" O
silêncio se instaurou... Apenas isso... Eu não defendi a deusa, ela não
precisa, já o medonho, sim... kkk O clima ficou pesado, e marcamos uma briga
“pra” lá fora... Um duelo pela honra dos cabelões de pó descolorante Yamá da
deusa terrenal. Paralelamente arranjei outra briga, pois tinha ali um fã desse
tal de Datena. É muito fã minha gente, todo ele ficando com raiva por qualquer
coisinha. Nesse ínterim pensei: "É, precisarei de dois revólveres na
língua, e uma armadura na braguilha".
[ficção]
** ** **
talentosa... Antes uma cantora pop, hoje uma Lady da Canção Popular, parafraseando Pedro Almodóvar in De Salto Alto (1992) quando se refere à personagem cantora popular Becky del Páramo (atriz Marisa Paredes).
AMOR É UM FOGO QUE ARDE SEM SE VER
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
[Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"; lindo demais, num é?]
POSSÍVEIS MOTIVAÇÕES DA
PAIXÃO FEMININA PELOS 'YAOI' NA TV E
NO CINEMA...
OBJETIVO: Descrever possíveis motivos para as mulheres, as meninas, as garotas, gostarem tanto de yaoi ou BL (BOYS LOVE)? Séries de TV, Histórias em Quadrinhos do tipo mangá, filmes, animes etc.
Hiran Pinel
PREÂMBULO
Estou muito envolvido com filmes asiáticos, sempre atento ao entretenimento e à pesquisa em educação, em pedagogia, em psicologia educacional, em pedagogia social etc. São filmes (ou séries de TV) da Tailândia - mais obras desse país tenho visto, China/Taiwan - segundo lugar, Japão - terceiro & Coréia do Sul... Irã, China socialista, Malásia, Índia, Nepal, Butão, Laos e Vietnã, Turquia, Rússia - dentre outros.
Mas dentro dessa arte (inúmeras obras), há um tipo de filme que gradualmente estou descobrindo tratar-se da arte advinda dos mangás, que me provoca muito. Dentro dos mangás, descobri recentemente que existe o 'yaoi' e dos mangás 'shounen-aí' - estas terminologias estou descobrindo na internet.
Estou muito envolvido com filmes asiáticos, sempre atento ao entretenimento e à pesquisa em educação, em pedagogia, em psicologia educacional, em pedagogia social etc. São filmes (ou séries de TV) da Tailândia - mais obras desse país tenho visto, China/Taiwan - segundo lugar, Japão - terceiro & Coréia do Sul... Irã, China socialista, Malásia, Índia, Nepal, Butão, Laos e Vietnã, Turquia, Rússia - dentre outros.
Mas dentro dessa arte (inúmeras obras), há um tipo de filme que gradualmente estou descobrindo tratar-se da arte advinda dos mangás, que me provoca muito. Dentro dos mangás, descobri recentemente que existe o 'yaoi' e dos mangás 'shounen-aí' - estas terminologias estou descobrindo na internet.
Os mangás (História em Quadrinhos - HQ) e ou animes (filmes desenhados) "yaoi", narram os rapazes e ou homens se relacionam muito intimamente entre si, com ou sem sexo - às vezes um
beijo na boca, andar de mãos dadas (em algumas regiões isso é comum), um olhar ... kkk Não conheço tanto esses mangás, procurei-os aqui em Vitória (ES), mas não os encontrei. Vi na internet: são desenhos típicos (personagens com olhos grandes e com destaque aos cabelos) e que se olham, insinuam... Não vi nenhum "indecente", imoral, mas sei que mesmo no Japão, eles tem resistência da sociedade maioral, assim como lá encontra-se resistência, mesmo contra os mangás heterossexuais (com sexo). No Brasil existiam (e devem existir) histórias em quadrinhos desenhadas de modo simples (e sensual), com conteúdo erótico, muito mais do que sexual... Recordo aqui de Carlos Zéfiro (1921-1992).
Vamos ao foco. Repetindo: Meus interesses são pelos filmes e séries de TV (com linguagem de cinema) que trazem histórias que bem poderiam ser de mangás, advêm deles. Esses filmes tem linguagem de mangás, advém deles - repito. Os atores são jovens e ou homens jovens, olhos grandes, charme nos cabelos kkk isso é muito. Geralmente os personagens são estudantes do ensino médio e ou universitário. Quando do ensino médio, eles estão de shorts azuis (uniforme escolar), desvelados aqui (acho) como um fetiche. O enredo é de amor ingênuo, geralmente o primeiro amor, e no máximo com algum erotismo. Eles têm namoradas. Apresentam os conflitos, geralmente com brigas. Um dos dois acaba traindo o companheiro com uma linda garota. Estamos numa cultura diferente da nossa.
Vamos ao foco. Repetindo: Meus interesses são pelos filmes e séries de TV (com linguagem de cinema) que trazem histórias que bem poderiam ser de mangás, advêm deles. Esses filmes tem linguagem de mangás, advém deles - repito. Os atores são jovens e ou homens jovens, olhos grandes, charme nos cabelos kkk isso é muito. Geralmente os personagens são estudantes do ensino médio e ou universitário. Quando do ensino médio, eles estão de shorts azuis (uniforme escolar), desvelados aqui (acho) como um fetiche. O enredo é de amor ingênuo, geralmente o primeiro amor, e no máximo com algum erotismo. Eles têm namoradas. Apresentam os conflitos, geralmente com brigas. Um dos dois acaba traindo o companheiro com uma linda garota. Estamos numa cultura diferente da nossa.
Reafirmando: Essas obras de arte são muito populares entre as mulheres (garotas adolescentes, mas não só), a clientela mais consumidora, nos provoca curiosidade: Qual a motivação? Social e historicamente era pra elas gostarem de mangás heteros, e os gays dos "yaoi".
As mulheres - diz os textos que encontrei na internet - gostam de ver homens bolinando entre si, ou acariciando-se, seria mais sensível dizer isso. Essas fãs (fanáticas?) são chamadas pelo termo 'fujoshi' que significa podre/corrompida, sendo uma denominação pejorativa, mas que no cotidiano se transforma em positivo.
As mulheres - diz os textos que encontrei na internet - gostam de ver homens bolinando entre si, ou acariciando-se, seria mais sensível dizer isso. Essas fãs (fanáticas?) são chamadas pelo termo 'fujoshi' que significa podre/corrompida, sendo uma denominação pejorativa, mas que no cotidiano se transforma em positivo.
Estando esses profissionais
da representação em público, com platéia feminina predominante, eles não são
eles mesmos, eles precisam estar sempre representando, trazendo a lume cenas da
TV ou do cinema "pra'ali". Eles atuam como se agora representassem em
um teatro - eles pouco falam de si, dos seus projetos profissionais, da sua
vida privada etc. O que elas desejam ver é eles super-representando cenas que
elas amam. Elas partem dos princípios de que os atores não são gays (ou até
podem ser, mas esse dado é desconsiderado), e eles podem ser como seus
namorados (e outros), mas que se permitem amar uns aos outros, e que troquem
carinhos com os amigos chegados.
Elas gritam, esperneiam,
desmaiam, avançam, se atiram aos pés dos atores (sempre adolescentes ou
parecendo como tais), e quase sempre imberbes. Fotografá-los compulsivamente é
o mais notado. Parece óbvio, que nessa teatralização, os atores se tornam
masculinos - eles as desejam ou representam isso. Mas pra elas o bacana é verem
eles entre si, fazendo carinhos, falando palavras de afeto e amor.
Um exemplo? Os atores
tailandeses March Chutavuth & Tou Sedthawut - estrelas de lá - estão fora
de cena, em um shopping, ou na porta de entrada da empresa de TV onde
trabalham. Elas gritam, gritam e pedem coisas pra eles representarem
("coisas" que foram mostradas na TV, por ex). Os atores começam a
cena. A "cena do marido mandão" é famosa, e elas gritam
histericamente, que desejam ver eles fazerem ali na frente delas. Eis a cena
desvelada "mil" vezes pra elas: "Após uma festa regada a álcool,
o personagem Phu (ator March) se aproxima de Thee (ator Tou) e bate as mãos na
parede, zanga com ele, aborrecido pois ele anda bebendo demais, e o alerta de
que 'cara, você tem muita alergia ao álcool' - fala com cara de bravo (bom ator
é March). Depois de zangar, Thee responde a ele: - Pare de ser um marido
mandão! E entra pro banheiro". Será naquela noite que acontecerá a
primeira relação sexual dos dois, um evento esperado há alguns episódios, o
bastante pra gerar tensão entre os fãs. Então, durante e após a representação
dos dois atores, as garotas de desvelam em estado de frenesi, frenesi - não há
outra palavra tão própria como essa. Frenesi.
Fiquei curioso do motivo
dessa adoração feminina (juvenil) em se excitar com personagens masculinos se
tocando, se acariciando, se beijando - geralmente beijar é o máximo que
acontece.
Li muitas explicações, até de
analistas dos próprios países - professores universitários, por exemplo e de
fãs. Sei que é algo de uma cultura diferenciada, mas estou inferindo como um
escrevente brasileiro, dentro da nossa cultura. Esses países são marcados pelas
religiões Budismo, principalmente etc., mas tem o Hinduísmo (percentagem alta),
Islamismo (que tende a aumentar), Catolicismo, Protestantismo etc. Mas
predomina o Budismo. Então é uma análise de um brasileiro, dentro da cultura
dele, de um espectador da América do Sul - fica claro.
Minha questão pode ser: Quais
as possíveis motivações de garotas/ adolescentes serem fãs fanáticas (minha
inferência) de 'yaoi' & 'shounen-aí' no cinema e TV?
MOTIVAÇÕES
POSSÍVEIS
Minha opinião acerca desse clamor das meninas pelos meninos transando entre si - em séries de TV e em filmes de cinema -, com inspiração sexual, por ora, pode ser:
Minha opinião acerca desse clamor das meninas pelos meninos transando entre si - em séries de TV e em filmes de cinema -, com inspiração sexual, por ora, pode ser:
1) - Eu acho que as meninas
desejam que seus namorados e maridos sejam heterossexuais (sim), mas que por
outro lado, sejam eles tão delicados, iguais aos “homens” que se vê nos yaoi
(que tem cenas de sexo), ou em outro mais delicado (mais ainda), chamado
'shounen-aí' (sem a prática sexual). É um sonho de que o hetero seja cuidadoso
com ela, e com os outros – seus companheiros. Nas cenas os personagens vividos
pelos atores são delicados demais com o outro, permanecendo com comportamentos
e subjetividades masculinas dentro da cultura (eles se amam, mas jogam futebol,
bebem cerveja, têm namoradas etc.);
2) - Outra explicação
refere-se ao poder que elas podem ter frente a dois garotos acariciando-se.
Elas podem imaginar que se os dois estão juntos, indica que eles ressentem
(necessitam) de uma mulher (que é ela) para terminar com “aquilo” de
perturbação (não há um sentido de doença, parece-me, mas pode ter, e o remédio de
cura são elas). A auto-estima alta delas, indica que elas podem acabar com
aquela íntima relação (cultural e socialmente proibida, reprimida),
colocando-se presente entre os dois ou mais, salvando os bofes daquele “desvio”
– kkk;
3) - Acho também que elas
gostam desses filmes, e assim se comportam junto com os atores, porque sabem
que estão sendo insubmissas ao estabelecido pela ideologia masculina dominante;
elas sabem (e sentem) que estão provocando aos homens, estão criando novas
subjetivações;
4) - Elas estão provocando os
homens machistas, dizendo a eles, que se pode ser heterossexual e ser hipersensível
com o seu próprio sexo e com isso, com a sexualidade delas, a afetividade
dentro da sexualidade; elas estimulam homens femininos, que tratam os corpos
femininos como altar;
5) - É algo estimulado pela
própria cultura na qual estão inseridas; esses países têm preconceitos aos gays
- não tenham dúvida -, mas as mulheres são mais tolerantes; essa fantasia pode
ser permitida pela cultura (no sentido antropológico);
7) - Podem desejar
desmascarar ao homem (machista?) indicando outros caminhos pra eles - ou seja,
o feminino guiando o masculino (elas dominando); em eles sendo preconceituosos
à conduta homossexual, elas passam a amar isso, e com isso, "cutucando
onça com vara curta";
8) - Finalmente, e não menos
importante, é que elas simplesmente amam esse tipo de arte, pra elas refinada,
bem feita, bem interpretadas, de boa qualidade artística, e que abordam o amor
no sentido universal do termo, mas acontecendo entre dois homens. E como os
atores são oficialmente bonitos, e lhes inspiram excitação, elas comparecem
gritando e se atirando neles, como boa parte dos fãs fazem.
Eu posso aventar mais
motivos, mas fico, por ora, por aqui.
NOTA 1: As motivações
descritas são complexas, híbridas e se indissociam. Muitas delas se misturam
com as outras. A divisão foi apenas uma tentativa didática, pois estamos
acostumados com isso. No próprio preâmbulo já descrevo motivações...
NOTA
2: encontrei que em São Paulo há inúmeras 'fujoshi', tão frenéticas com as
tailandesas, chinesas, coreanas do sul etc. Encontrei inclusive mulheres que
odeiam o "yaoi", e outras que veneram. Talvez porque a comunidade
japonesa e chinesa (e coreana) é bem grande, e se passa essa cultura. Há brasileiras
também, sem essas origens, que amam...
NOTA 3: Como sempre, textos experimentais, escritos de modo imediato, sem correção. O blogspot mesmo é experimental, um rascunho...
NOTA 3: Como sempre, textos experimentais, escritos de modo imediato, sem correção. O blogspot mesmo é experimental, um rascunho...
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