domingo, 4 de abril de 2021

  - SERÁ QUE MINHA DOR É SEU PRAZER SECRETO?


[Hiran Pinel, autor]

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

MIL ESTRELAS E A MAIOR DELAS É EARTH PIRAPAT W.

Quem gosta de criticar negativamente o ator tailandês Earth Pirapat W., pode mudar de opinião, pelo menos sendo mais generoso com a vida e consigo próprio... No episódio 5, de "1000stars" (série tailandesa) o ator, com seu personagem Phupha, dá show de interpretação... Tem uma cena que Tian descreve Phupha como rígido e pede-lhe um sorriso. O ator se mexe e remexe, como se não tivesse espaço e nem tempo... Então, o ator (com seu personagem enfiado no seu corpo) entra numa pequena conversão... Ele fotografa Tian, sem ele perceber e olhando a imagem sorri... É um aula de interpretação, de rara sensibilidade. O diretor está certo: é o momento de Pirapat mostrar seu talento, e a oportunidade, e ele não a desprezou... Desde o começo da carreira ele foi uma imensa estrela e ator, mas, nessa série, ele é um grande ator sem jamais perder o estrelato... Fato: desde o primeiro episódio de "1000stars" Pirapat está perfeito como o guarda florestal chefe ou supervisor rígido, duro, sólido e que só o amor é capaz de lentamente amolecê-lo, derretê-lo como gelo sob o sol de Chian Rai ou ou Mai (confundo-me kkk)... Esse ponto é um clichê, mas Pirapat o transforma em arte.

[Hiran Pinel, autor; em 26/02/2021 - Vitória, ES. - Brasil - América do Sul - Mundo - Universo] 


 

HERÓIS COMUNS OU DO NOSSO COTIDIANO: POSSÍVEIS ETAPAS VIVIDAS NO SEU EXISTIR COMO "SER NO MUNDO"

Hiran Pinel

Algumas imbricadas e híbridas etapas, num total de oito, pelas quais pode passar alguns heróis do cotidiano, gente comum como nós mesmos:

1) a pessoa está solta no mundo, no eu cotidiano - mergulhada aí, ora alegre, ora triste e tocando a vida, o trabalhando, amando etc.;
2) surge um problema que o convoca a solucioná-lo ou a submetê-lo;
3) ela parte para a solução - uma aventura ao desconhecido, pois ele imagina os caminhos, mas terá de tracejá-lo;
4) encontra novas barreiras (ou inimigos), "portas trancadas", fofocas, preconceitos, estigmas, discriminações, reprovações escolares, remédios caros, tratamentos invasivos demais etc.;
5) faz projetos dos sonhos - ou seja, procura tornar o que é etéreo (sonho) em algo concreto - coloca um projeto na prática;
6) o sujeito luta feito "cão danado" para executar seu projeto, sua concretude em "ser no mundo";
7) alcança sucesso - ou reavalia e recomeça do ponto 5 ou entrega os pontos, começando do ponto 1 - também pode desistir; em tendo sucesso, ela parte para a etapa 8;
8) retorna ao seu mundo cotidiano inicial, mas, agora, uma pessoa renovada, portando uma espécie de troféu, do tipo "eu venci", a vitória, o sucesso, o estrelato comum e cotidiano - mas com destaque... Quando mais seu projeto direta ou indiretamente envolver a comunidade, mais o sucesso será celebrado conjuntamente;
Essa proposta pode ser também encontrada nos roteiros de um filme, de uma série etc.; assim podemos encontrar também na vida real - o modo como as pessoas podem se perceber heroínas etc.
Menderson Rezende, Rute Leia Silva e outras 5 pessoas
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 Filme: "Love of Siam" (2007, Tailândia).

Lá pelas tantas, Ying, uma garota linda, ama o garoto Mew, aspirante a compositor e cantor. Mew diz que está sem inspiração pra compor, pois falta-lhe amores, ele acha. Ying que o ama, mas ele não sabe, lhe oferece para ser sua namorada e com isso inspirá-lo a fazer belas canções... Mew sorri e diz que ela está louca, e que o amor não é assim. A mãe Ying a chama pra retornar pra dentro de casa. Ying faz cara feia ao chamado gritado da sua mãe. Ela vai indo embora, e na porta de saída do quarto de Mew, ela diz a ele:
- PENSE NA MINHA OFERTA [DE SER SUA NAMORADA], MEW (...) TODO MUNDO PRECISA DE ALGUÉM!

 O YAOI & A MULHER TAILANDESA: TENTATIVA DE APRECIAÇÃO DE UM ARTIGO CIENTÍFICO DE ญาณาธร เจียรรัตนกุล DA UNIVERSIDADE DE CHULALONGKORN

Hiran Pinel, Vitória, ES., Brasil - em: 21/02/2021
INTRODUÇÃO
Li um artigo científico em tailandês sobre a obra de arte (mangá e anime) cujo título de: "YAOI: วัฒนธรรมและการเมืองเรื่องเพศ" Ou: "YAOI: Cultura e Política do Sexo". O autor ou autora é: ญาณาธร เจียรรัตนกุล, que é estudante de Estudos Interdisciplinares de Ciências Sexuais da Universidade Chulalongkorn.
Meu objetivo é de apresentar o que eu entendi e compreendi da tradução das seis primeiras páginas, das catorze.
Como me interesso pelo tema, fiz um esforço muito grande de ir traduzindo do thai para o português via google tradutor, associando aos meus conhecimentos de diversos artigos, relatos finais de pesquisas e até livros que li nessa seara... Corro o risco de estar "traduzindo" com erros, risco alto, por sinal, Outra coisa, interferi no texto. Para ler o artigo original é só você digitar o título e a autora.
***
O QUE É YAOI?
YAOI é uma sigla de pouco sentido para nós, os brasileiros, algo como "sem ápice, sem ofender etc...". YAOI é um termo criado para um tipo de arte e literatura (e pode ter poesias, teatro, fotografia, dança etc.). A característica fundamental da arte YAOI é: a) conta uma história de dois rapazes se apaixonando amorosa e sexualmente, uma surpresa pra eles, já que nunca sentiram "isso antes", e ambos, costumam ter namoradas, e a escola é um bom palco pra acontecer a narrativa, mas não só; b) é uma história escrita, na sua origem, por mulheres, e elas produzem tais materiais, visando alcançar suas companheiras, as próprias mulheres, e assim teríamos o YAOI focando na criação de fã mulheres - o que não impede, é claro, que outras pessoas sejam fãs; trata-se da percepção feminina acerca do amor entre dois rapazes, (obra de arte) direcionada às mulheres. Algumas pessoas preferem dizer BL (história de "love" amor, entre dois "boys", rapazes) em vez de YAOI, mas ainda assim, há diferenças entre um e outro, e só ficarmos atentos.
***
O ARTIGO: O QUE ENTENDI E COMPREENDI
A autora (vamos dizer que é uma mulher) faz uma introdução falando das Histórias em Quadrinhos (HQ) Ocidentais e seu sucesso na Tailândia, mas que os mangás (HQ) são os preferidos pelas crianças e jovens, com muita vendagem ou mesmo (muito) curtidos na internet.
A partir daí ela descreve a importância do Japão nessa subcultura a YAOI (um termo escrito ao modo ocidentalizado).
A autora correlaciona o movimento feminista, o machismo e o YAOI. Ela explicita que uma arte YAOI é produzida pelas mulheres para as mulheres. Ela aponta que os estudos em que abordam essas produtoras é a prova da força de resistência das mulheres em afrontar e confrontar o machismo reinante na nação. A autora afirma que essas autoras acabam por denunciar do fato sentido de que os homens precisam repensar seus papeis na sociedade - considerar os papeis "femininos contidos neles", por ex. - o feminino no masculino.
As mulheres são as maiores consumidoras do YAOI, e ao sê-lo, elas podem estar dizendo acerca das dificuldades do homem assimilar e produzir arte sobre a mulher, que é só pela percepção deles, recusando colocar-se no lugar da outra, e isso em si mesmo, é um machismo.
Personagens e atores YAOI são descrito com algumas "feminilidades", sem exagerar isso - o ator representa-se masculino, mas traz recôndito escondido, a mulher adentro de si. Suas peles são aveludadas, são lisas - sem pelos no corpo. Esses heróis são sensíveis e aos mesmo tempo são homens de fato, e é nesse momento é que a autora fala sobre os sentidos de ser UKE e de ser SEME. Numa série yaoi de TV o homem traz a mulher em si, que é o ideal na realidade concreta, ou seja, as mulheres fantasiam homens que trazem em seu corpo a mulher, recordando de Jung: yan-yang, os dois aspectos se complementam e complexificam.
Muitas mulheres foram e são violentadas na História, então, nas narrativas YAOI, um homem violenta o outro sexualmente - que nó brasileiros denunciamos quase sempre. Talvez haja tanto esses causos de agressão sexual nos roteiros, pra fazer os homens sentirem, e assim perceberem o que o de fato sentem as mulheres quando nessa situação. Essa cena entre dois homens servem pra recordar que uma arte YAOI é escrita por mulheres, essa é uma de suas mensagens não tão conscientes assim, e é como as produtoras dessa arte dissessem: "- Vocês homens nos violentam assim, como esses homens se violentam sexualmente entre si, percebem a dor e a humilhação?". Funciona tipo: percebem como somos violentadas? Pois, então...
Os enredos, quase sempre, seguem a relação senhor e escravo, e esse tipo relacional é tipicamente machista, o homem por cima, e a mulher por baixo - em todos os sentidos. Quando homens produzem mangás héteros as mulheres são escravas e os homens senhores. No mangá YAOI isso se reproduz.
A paixão das mulheres pelas histórias de amor entre dois homens indica também o quanto elas endeusam e embelezam isso: como é lindo ver e sentir dois homens juntos, se amando, havendo aí um gostinho de subversão inventiva. A autora, estou sentindo, deseja destacar os aspectos positivos das mulheres (fãs) gostarem de YAOI e das mulheres (autoras) produzirem esse tipo de arte, literatura e poesia.
A autora diz: "A relação entre homens e homens em YAOI é uma relação cheia de beleza e razão", raciocinam as mulheres que amam YAOI. O YAOI, estou percebendo, ensina-as a respeitar e permitir as relações entre homens, sejam elas gays, de caserna, de amizade entre eles etc.
A influência do YAOI também pode vir da crença na beleza do "amor entre o homem-homem" conforme aparece em várias artes e culturas, como a Noh (Noh), a Kabuki, a Literatura.
Também há os ensinamentos xintoístas, onde esta forma de relacionamento gay é necessário existir para ensinar às pessoas a potência de superar obstáculos juntos, um com o outro e os amigos. Especialmente o problema de aceitação de colegas e da sociedade, que é a maior barreira. A mulher tailandesa, a real e a concreta, ela enfrenta desafios, preconceitos, estigmas assim como os gays, havendo assim um identificação, um gosta do outro, a mulher (artista e fã) e o homem gay.
Mas como é esse drama do existir homem YAOI? Até que os personagens YAOI se encontrem e fiquem juntos - essa trajetória será de enfrentar muitos obstáculos, muito mais, muito mesmo, do que os relacionamentos entre homens e mulheres.
Assim, a relação entre homens e homens não é exclusivamente baseada no instinto do desejo (sexo), mas amor, amizade, ternura, carinho, entendimento, jogo dos corpos etc.
Ao mesmo tempo, YAOI pode atender às necessidades das mulheres para observar, de "ser voyeurista", voyeur, o desejo de ver, olhar, sentir como se fosse com aquele que enxerga simbolicamente pelo buraco da fechadura.
Bem, o comportamento sexual entre homens, é altamente estimulador às mulheres, mas elas não têm o conhecimento e a capacidade de retratar verdadeiramente os homens, principalmente o papel dos homens homossexuais. Vamos dizer que os homens impedem a elas conhecê-los na suas fragilidades.
Ate onde eu li, a autora diz mais, e estarei curioso em traduzir e postar aqui: "(...) a relação entre mulheres e mulheres nos mangás japoneses, a grande maioria dos consumidores são homens".
***
PÓS-ESCRITO
Acho que falta um dado: a arte YAOI provocando interesse nos fãs, homens gays, que são seus consumidores, também. Há também o caso de homens produzindo YAOI como mangá, novels, romances, fotografias, danças, teatro etc.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Psiu... Psiu... Psiu...
Todos de bico calado,
Não quero ninguém a falar.
Olha o jeito daquele,
já começa a cochilar.
Vá dormir na cama,
que aqui não é lugar

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

REPRESENTAÇÃO EXISTENCIAL: "O QUE É" E "O COMO É"... - De: Hiran Pinel

REPRESENTAÇÃO EXISTENCIAL - RE, DE PINEL

Na REPRESENTAÇÃO EXISTENCIAL (RE), o termo "interpretação" não é a mesma coisa de um ator representar um personagem, ele falseou, nos enganou. Ele foi um outro diferente de si, ele dicotomizou esse vivido. Depois de ter filmado a série de TV, por ex., o ator pode pensar que retomará "si mesmo" (real), seu "verdadeiro" eu. O ator fingiu ser o personagem, afinal ele não era o personagem representado, "ele era um outro diferente de si". Bem... Não é assim o termo "representação" da existência. A RE pode até se referir à pessoa do ator que representa, ele que acha que finge ser um outro, mas, que no processo, "ele é ele mesmo também", o personagem é humano e tem existência própria no corpo-mente-alma da pessoa que se nomeia profissional ator. Ele se imbrica, ele é esse híbrido, essa mistura - tudo encarnado. Ele pode, num filme, ser um objeto ou um animal etc., mas, esses serão personagens humanizados por ele, se é um automóvel, ele o é também imbricado, encarnado, misturado - um automóvel segundo "sua humanidade" (singular) e a humanidade geral (pluralidade), "ser no mundo".

Para pesquisar a RE uma das possibilidades é observar e conversar com as pessoas do modo como ela percebe (ou percebe o seu representar) o outro que é parte de si próprio e "si mesma". Quando perguntamos a um grupo de professores que lecionam em sala de aula que tem, pelo menos um aluno com síndrome de Down, podemos nos guiar por essa questão:

"Professora, o que e como é, ser aluno da Educação Especial na sua sala inclusiva, tendo ele síndrome de Down, considerando dele suas expressões sexuais neste espaço (e tempo) escolar?"

Temos três situações indissociadas "o si mesmo", o "outro" (e os "outros") e o "mundo". 

Estou desejando saber, de uma pessoa, no caso, uma professora, "o que é" (nascimento do fenômeno, sua nomeação) e a dinâmica desse fenômeno no existir do outro nele, e ao mesmo tempo, escuto dela o outro com os outros, no mundo. Eu posso coletar esse dado via oralização e ou observação informal e livre, e ou outras ferramentas como vídeos/ filmagens, fotografias, desenhos, diário íntimo, e-mails amorosos, página do Facebook etc. 

Minha meta é compreender não apenas "o que é", mas "o como é" ou seja, "como é ser esse outro, no mundo", de que modo dialético, em movimentos diversos que se interligam, se soltam, se contradizem etc. Meu foco é no fazimento, processual - no enquanto "a coisa" (o fenômeno) anda, se processa. Observando uma bordadeira, não quero apenas ver o produto final, o bordado num tecido, mas, especialmente, observar e descrever compreensivamente como "a coisa" foi planejada, sempre avaliada e sempre executada. 

Desejo saber "da professora", dela mesma, a percepção (dela) acerca de um outro (aluno especial). 

Mas, quando eu a escuto empaticamente acerca "desse outro", eu a estou escutando ao modo compreensivo, logo, ao mesmo tempo, estamos escutando a "professora mesma", "ela mesma", sua singularidade, mas de uma singularidade na pluralidade do/no mundo. Mina vontade é descrever compreensivamente o que se denomina de "ser si mesma", pois, ela fala de si, do outro - ambos estão no mundo (mundo pessoal, mundo natural, mundo do outro, mundo ideológico dominante ou não, mundo da economia, mundo da saúde, mundo da justiça, mundo da segurança etc.)... Isso: é ela a pessoa que fala, "ela mesma", mas como ela é "ser no mundo", ela fala de algo encarnado ou que está em vias de encarnamento.

Outro modo de coletar esse dado é simplesmente observando o sujeito no seu cotidiano, onde o pesquisador se coloca silencioso (não mudo) e empático, e dessa experiência de sentido, brota a Representação Existencial (RE). Pode emergir uma RE de um filme, por exemplo, pois arte e realidade se imbricam, uma interliga-se na outra, ou no real, na fantasia, no imaginário etc. A arte também ensina ao real, e real ensina a arte - mas nosso foco é no real da arte, e na fantasia mesma da arte, que ao ser levada a efeito, ela representa a existencialidade encarnada de alguém, no assim denominado mundo real, concreto. Uma arte pode estar desejando atiçar o espectador, que é gente, pessoa existente como sua realidade, fantasias, projetos de ser etc.

O pesquisador da RE está interessado nos modos como o professor representa, e então projeta, pela via perceptiva, no/o/com o aluno com síndrome de Down - e se atenta aos modos como ele expressa sua sexualidade na sala. Poderíamos perguntar ao próprio aluno, sua família etc. O que o professor "diz " sobre o outro (aluno) é ele mesmo (o professor) e é um outro, o aluno. Os personagens estão incrustrados na pele, alma e mente do sujeito pesquisado - logo representar para a Psicologia/ Pedagogia/ Educação Existencial não é algo falso, mas algo que ao ser representado o faz aquilo do real do ser, suas ações concretas, seus sonhos, seus projeto de ser. Tanto aquele que percebe, como aquele que é percebido, estão no mesmo teatro encarnado do cotidiano concreto, todos nós representamos nossa existência, pois, viver encarnado é representar e representar é nossa realidade, teatro e vida real se imbricam, se enriquecem, se provocam. São nossos "modos de existir", mas, nesse sentido, estamos estudando as pessoas consideradas como "ser no mundo", havendo, então, uma troca representacional do encarnado sujeito, o outro, os outros e o mundo (coisas, ideologias, economia, justiça, educação escolar e não escolar etc.) - tudo potente, tudo em "misturança". Conhecer com sentido (consentido) a RE é algo potente e forte, revelando sua importância em desmiuçar essa dinâmica quase sempre em uma rede de tramas nesse teatro da vida, palco da vida. Esmiuçar, desvelar, revelar, esmiuçar, detalhar - mostrar ao mundo os modos "como representamos a existência do outro", o "outro esse que é o nosso si mesmo", e o "si mesmo dele". Descobrir que não somos limpinhos, azulzinhos, rosinhas, nem tristes, alegres, saudáveis e doentes... Somos tudo, e quando achamos que representamos como algo falso, estamos, de fato, existindo com a gente mesma, o outro, os outros e o mundo - tudo é carne, e o teatro é o teatro enfiado adentro a nós e a representação é a carne, logo não é algo falso - real que é. O teatro e a realidade se imbricam, se misturam complexificam o existir. Ficção e realidade interligadas, e ambas produzem alegrias, tristezas no nosso cotidiano vivido.

[Hiran Pinelautor, 2020].