segunda-feira, 4 de agosto de 2025














"O QUE SIGNIFICA O TERMO "HUMANISMO-EXISTENCIAL?"


Hiran Pinel, apostila


Greening citado por Gerald Corey (1983) no livro "Técnicas de Aconselhamento e Psicoterapia" (ed. Campus), nos descreve:

Enquanto orientação psicológica, o humanismo existencial combina aspectos do existencialismo e do humanismo, de uma forma que reconhece as contribuições de ambas as abordagens, tentando ao mesmo tempo evitar algumas de suas limitações.

Assim, é mais positivo que grande parte do existencialismo, porém mais ciente da finitude e da contingência, que acompanham a auto-realização, do que alguns humanistas ingênuos em seu otimismo.

O humanismo existencial inclui o reconhecimento existencialista do caos, da absurdidade, da contingência, do desespero e do "lançamento" do ser do homem no mundo, onde ele, sozinho, é responsável por seu vir a ser.

Abrange ainda o postulado humanista segundo o qual […] o ser humano apresenta um potencial imenso para transformar-se a si mesmo, como um impulso irreprimível para experimentar a plenitude, testando os limites desse potencial contra os obstáculos inerente à existência.

(Greening, 1971; In: Corey, 1983; p. 72)

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TRÊS TERMOS DE CARL RANSOM ROGERS


Hiran Pinel; autor da apostila; minha leitura atual

Carl Rogers, um dos pilares da psicologia humanista, que outros, o revendo, encontram nele traços da psicologia e pedagogia ligada ao existencialismo e da (psicologia e pedagogia) fenomenologia - eu também encontro.
Ele trouxe conceitos fundamentais para entender a personalidade e o desenvolvimento humano. Ele acreditava que cada indivíduo possui uma capacidade inata de crescer e se autoaperfeiçoar.
Para Rogers, a compreensão da experiência subjetiva do indivíduo é crucial. Vamos explorar e comparar os três termos que você mencionou:
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1."self" (eu, ego)

2. "tendência atualizante"

3. "campo fenomenológico"

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Descrições dos 03 Termos de Carl Rogers

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1. Self (ou Autoimagem/Autoconceito)

self é a estrutura central da personalidade na teoria de Rogers. Ele se refere à percepção organizada e consistente que o indivíduo tem de si mesmo. Essa percepção inclui:
  • Quem eu sou: Minhas características, habilidades, valores e crenças.
  • O que eu posso fazer: Minhas capacidades e limitações percebidas.
  • O que eu deveria ser: Minhas expectativas e ideais (o "self ideal").
  • Minhas relações com os outros e com o mundo: Como me vejo em interação com o ambiente.
O self não é estático; ele está em constante formação e mudança, influenciado pelas experiências e interações do indivíduo com o mundo. A forma como nos vemos afeta diretamente como agimos e interpretamos a realidade. Quando há uma grande discrepância entre o self real (como a pessoa se percebe) e o self ideal (como ela gostaria de ser), pode surgir angústia e incongruência.
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2. Tendência Atualizante

tendência atualizante é o conceito mais fundamental e otimista da teoria de Rogers. Ele a via como uma motivação inata e universal presente em todos os seres vivos (não apenas humanos) para crescer, desenvolver, manter e aprimorar a si mesmos. É uma força direcional em direção à maturidade, autonomia e autorrealização.
Essa tendência se manifesta em diversas formas, como:
  • A busca por autonomia e independência.
  • O desejo de aprender e explorar.
  • A necessidade de superar desafios e alcançar o potencial máximo.
  • A capacidade de curar e se recuperar de adversidades.
É a "bússola interna" que guia o organismo para o crescimento e a plenitude. Para Rogers, a psicoterapia tem como objetivo remover os obstáculos que impedem a livre expressão dessa tendência.
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3. Campo Fenomenológico

campo fenomenológico é o mundo da experiência subjetiva de um indivíduo, isto é, a totalidade das experiências conscientes e inconscientes em um dado momento. É a realidade percebida e interpretada pela pessoa, e não a realidade objetiva "lá fora".
Para Rogers, a percepção é a chave:
  • Subjetividade: Cada pessoa tem seu próprio campo fenomenológico único. Duas pessoas podem estar na mesma situação objetiva, mas suas experiências subjetivas (seus campos fenomenológicos) serão diferentes, pois são filtradas por suas histórias, crenças, necessidades e expectativas.
  • Guia do Comportamento: O comportamento de um indivíduo é sempre uma resposta à sua realidade percebida (seu campo fenomenológico), e não à realidade externa e objetiva. Se alguém acredita que está sendo ameaçado, agirá de acordo com essa percepção, mesmo que objetivamente não haja ameaça.
  • Experiência Contínua: Este campo está em constante fluxo, mudando à medida que novas experiências são percebidas e interpretadas.
Compreender o campo fenomenológico de uma pessoa é crucial para a empatia, pois significa tentar ver o mundo através dos olhos dela.

 








Sobre a cabeça do Pequeno Grande Homem
A lua resplandece, e logo-logo se acalma, brilhando docemente
É uma cena de cinema, um milagre tranquilo do meu amor por ele

Em citando, dar autoria

 

O Homem, o Mundo, os Problemas e as Soluções na Filosofia de Martin Buber

Martin Buber, filósofo judeu do século XX, é conhecido por sua filosofia do diálogo, que enfatiza a importância das relações autênticas entre os seres humanos e entre o homem e o mundo. Para Buber, a existência humana se define a partir de duas modalidades de relação: o Eu-Tu e o Eu-Isso.
O ser humano
O |ser humano para Buber, é um ser que se realiza no encontro com o outro e com o mundo. Ele não é um indivíduo isolado, mas sim um ser de relações, que se define a partir de suas interações com os outros e com o mundo ao seu redor.
Buber destaca a importância da relação Eu-Tu, na qual a pessoa se encontra com a outra de forma autêntica e profunda, sem reduzi-la a um objeto ou a um meio para atingir seus próprios fins. Nessa relação, o homem se abre para o outro, reconhecendo sua singularidade e alteridade.
O Mundo
O mundo, para Buber, não é um conjunto de objetos neutros, mas sim um espaço de relações e de possibilidades. Ele é um mundo que se revela ao homem através do encontro, do diálogo e da experiência.
Buber destaca a importância da relação Eu-Tu com o mundo, na qual o ser humano se abre para a natureza, para a arte, para a cultura, reconhecendo sua beleza e singularidade. Nessa relação, o humano se sente parte do mundo, conectado a ele de forma profunda e significativa.
Os Problemas
Os problemas, para Buber, surgem quando o homem se distancia da relação Eu-Tu e passa a se relacionar com o outro e com o mundo de forma utilitarista, objetificando-os e reduzindo-os a meros meios para atingir seus próprios fins.
Buber destaca que a relação Eu-Isso, na qual o homem se relaciona com o outro e com o mundo de forma instrumental e objetificada, é a principal causa dos problemas da sociedade moderna. Essa relação gera alienação, solidão, individualismo e a perda do sentido da vida.
As possíveis (in)Soluções
As soluções para os problemas, segundo Buber, estão na retomada da relação Eu-Tu, na qual o humano se abre para o outro e para o mundo de forma autêntica e profunda, reconhecendo sua singularidade e alteridade.
Buber destaca a importância do diálogo, do encontro e da experiência como caminhos para a retomada da relação Eu-Tu. Ele argumenta que é preciso criar espaços de diálogo e de encontro, nos quais os homens possam se relacionar de forma autêntica e profunda, construindo pontes entre si e com o mundo.
Em resumo:
Para Martin Buber, o homem é um ser de relações que se realiza no encontro com o outro e com o mundo. Os problemas surgem quando o homem se distancia da relação Eu-Tu e passa a se relacionar com o outro e com o mundo de forma utilitarista e objetificada. As soluções estão na retomada da relação Eu-Tu, na qual o homem se abre para o outro e para o mundo de forma autêntica e profunda, reconhecendo sua singularidade e alteridade.
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Hiran Pinel, apostila ainda em construção; vou ver se insiro citações do autor