terça-feira, 25 de agosto de 2026

 

SER IDOSO: IDADISMO

O idadismo é o preconceito, a discriminação ou a rejeição de pessoas com base na idade avançada.
O que é o idadismo?
Definição: É a prática de julgar, limitar ou tratar os idosos de forma desigual apenas por causa dos seus anos de vida.
Origem do termo: Vem da palavra "idade" e funciona igual ao racismo ou ao sexismo, mas focado na velhice.
Formas de ocorrência: Pode acontecer de forma individual (uma pessoa com preconceito), institucional (regras de empresas ou governos) ou interna (quando o próprio idoso aceita o rótulo negativo).
Como é o idadismo no dia a dia?
O preconceito contra o idoso aparece em atitudes comuns, muitas vezes vistas como "brincadeira" ou "normal", mas que causam danos reais:
Infantilização: Tratar o idoso como criança, chamando-o de "bonzinho" ou tomando decisões por ele sem perguntar sua opinião.
Estereótipos negativos: Achar que todo idoso é frágil, rabugento, doente, teimoso ou incapaz de aprender coisas novas, como usar o celular.
Invisibilidade social: Ignorar a presença, a voz ou os desejos do idoso em conversas e ambientes públicos.
Discriminação no trabalho: Dificuldade para conseguir um emprego novo ou a crença de que o profissional mais velho não serve mais para a empresa.
Negligência na saúde: Médicos ou familiares que tratam sintomas graves de doenças como se fossem apenas "coisa da idade", deixando de investigar o problema direito.
Piadas etaristas: Fazer piadas sobre perda de memória, lentidão ou aparência física envelhecida.
Quais são os impactos?
Saúde mental: Gera tristeza, baixa autoestima, depressão e sentimento de inutilidade.
Saúde física: Reduz a expectativa de vida, pois o estresse da discriminação afeta o corpo.
Isolamento: Afasta o idoso da convivência com a família e a sociedade.
Desempenho escolar (ou intelectual) dentro e fora da escola: a pessoa idosa, sofrendo efeitos negativos do idadismo, tem a atenção prejudicada, devido o auto desprezo: um livro, um texto, um filme, uma telenovela, são artes que pra ela, se torna complicadas, mesmo folhetins banais. Há também uma desmotivação. Começa a não entender as linhas de raciocínio de si e do outro - do mundo. Não é lesão cerebral (demência), mas efeitos negativos psicossociais do idadismo. Se o idoso faz um curso, vivendo idatismo na escola, acontecem essas dificuldades, também. A gestão escolar, professores e alunos precisam entender e compreender a pessoa que sofre o idadismo, e executar projetos educacionais e ou pedagógicos contra o idatismo (Hiran Pinel, autor).
NOTA: meu foco foi no idoso, mas há idadismo contra a adolescência e juventude; especifo idadismo contra a mulher; até mesmo contra crianca. Bourdieu estudou idadismo contra a juventude, ficando em construções sociais.
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Para o sociólogo Pierre Bourdieu, a juventude é apenas uma palavra — uma construção social arbitrária usada para impor limites e gerenciar hierarquias entre gerações.
A Visão de Bourdieu sobre Juventude e Idade
Divisões arbitrárias: As fronteiras entre idades (como o início da juventude ou da velhice) não são naturais, mas resultados de disputas de poder sociais e políticas.
Construção e manipulação: As classes de idade servem para manipular e definir quem tem voz, sabedoria ou espaço legítimo na sociedade.
Não é um bloco único: Tratar "os jovens" como um grupo homogêneo ignora as profundas desigualdades de classe, gênero e capital cultural.
Relação com o Idadismo (Etarismo)
Preconceito etário: O idadismo (ou etarismo) opera justamente como essa classificação social rígida que dita o que se espera de alguém com base na idade — seja estigmatizando o jovem como "imaturo" e sem repertório, ou o mais velho como ultrapassado.
Violência simbólica: As definições etárias naturalizam desigualdades e impõem padrões que beneficiam os grupos dominantes na disputa por recursos e prestígio.
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Qual o conceito (descrito claro e dodatico) de habitus ou de capital cultural, e como os dois termos se aplicam aos conflitos geracionais atuais?
O habitus é o nosso modo internalizado de agir, pensar e reagir, e o ...
capital cultural é o conjunto de saberes, gostos e títulos que acumulamos;
juntos, eles explicam por que gerações diferentes entram em conflito sobre o que é certo, normal ou valioso.
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Ambos os conceitos foram criados pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu para explicar como a sociedade funciona.
O que é o Habitus?
Definição: É a nossa "segunda natureza". Trata-se de um conjunto de hábitos, gestos, gostos e formas de ver o mundo que absorvemos sem perceber, desde pequenos, através da nossa família e da nossa classe social.
Na prática: É o seu "piloto automático" social. Ele define como você se comporta na mesa, como fala, como lida com a autoridade ou como enxerga o trabalho.
Características: Ele guia nossas escolhas antes mesmo de pensarmos nelas. É durável, mas pode mudar se você mudar de ambiente social ao longo da vida.
O que é o Capital Cultural?
Definição: É a sua bagagem de conhecimentos, habilidades, diplomas e bens culturais (como livros, arte ou domínio de línguas).
Como funciona: Funciona como uma "moeda" invisível. Quem tem mais capital cultural consegue navegar melhor na escola, no emprego e nas conversas sociais, ganhando respeito e poder com mais facilidade.
As três formas:
Incorporado: O que está no seu corpo e mente (seu jeito de falar, seu gosto musical, seus conhecimentos).
Objetivado: Bens que você possui (livros, obras de arte, computadores).
Institucionalizado: Diplomas e certificados que comprovam o seu saber (como uma faculdade).
Como se aplicam aos conflitos geracionais atuais?
O choque entre gerações (como Baby Boomers/Geração X versus Millennials/Geração Z) é, no fundo, uma disputa sobre qual habitus e qual capital cultural têm mais valor.
No Trabalho:O habitus da geração mais velha valoriza a presença física no escritório, o sacrifício pessoal pelo emprego e a obediência rígida à hierarquia.
O habitus da geração mais nova valoriza a flexibilidade, a saúde mental, o trabalho remoto e a autonomia rápida.
O conflito: Os mais velhos chamam os mais novos de "preguiçosos" porque o capital cultural de trabalho mudou; os mais novos acham os mais velhos "ultrapassados" por aceitarem exploração.
Na Tecnologia e Linguagem:O capital cultural tradicional exigia ler livros impressos, falar de forma polida e formal, e dominar regras antigas de etiqueta.
O novo capital cultural inclui dominar a linguagem da internet, criar conteúdos rápidos, entender memes e navegar pelas redes sociais com agilidade.
O conflito: Pais ou chefes mais velhos veem o uso do celular ou a comunicação direta e rápida dos jovens como falta de educação, enquanto os jovens veem a formalidade antiga como perda de tempo inútil.
Nos Valores e Estilos de Vida:
O habitus tradicional previa seguir um caminho linear: casar, comprar uma casa própria e trabalhar na mesma empresa por 30 anos.
O habitus atual lida com a instabilidade econômica buscando novas formas de moradia, aceitando que a carreira muda várias vezes e questionando padrões tradicionais de gênero e família.
O conflito: As gerações mais velhas cobram conquistas materiais antigas usando a própria régua do passado; as gerações mais novas respondem que as regras do jogo econômico e social mudaram completamente.

AVISE AO DIABO, QUE NO PRÓXIMO, É NÓS QUE VAMOS AMASSAR O PÃO PRA ELE COMER, PORQUE ESTAMOS FARTOS DE COMER O PÃO QUE ESSA "COISA" AMASSOU

😇🥹😅😂🤣