quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

"Quando era jovem, eu vivia muito angustiado, era muito só, muito. Eu não estou fazendo melodrama, simplesmente era uma angústia de desejar alguém que ficasse perto de mim, e me tocasse corporalmente - era uma fome de amar. Não me importava: uma mulher, um homem, um cão vadio, um pássaro daqui. Era só, e sem ninguém. Vivia com minha avó, e também com minha tia que era uma histérica, que não permitia o toque. Essa mania do não me toques tem sua etiologia advinda dos meus pais e irmãos, do meu avô alcoólico que bebia porque faltava-lhe o toque. Na escola do segundo grau, onde eu estudava na capital mineira, era algo tão pesado, tão, que aos sábados e aos domingos eu tentava frequentar lugares públicos e ou cinemas com o objetivo de fazer amizade - eu não pensava em sexo, juro, mesmo sendo tão jovem e bonito! Mas não conhecia ninguém, nem mesmo um Seu Ninguém. Foi quando li meu nome em primeiro lugar, aprovado no vestibular, então eu tive uma nítida percepção de mim, percepção essa que nunca mais desgrudou da minha pele/ alma/ mente, sendo algo experiencial: 'minha área não é do amor-sexual, mas do amor-ao-conhecimento'. Assim, ao longo do meu desenvolvimento e aprendizagem optei por ficar só. Creio que nesse sentido da vida, quando estiver muito doente, à beira da morte, eu sofrerei de forma absurda, pois acostumei-me a ficar só, rodeado de livros, artigos científicos, revistas, internet, de técnicas, de testes padronizados, de procedimentos, de filosofias, de etapas mornas, filmes, séries, mangás, quadros, enfeites, panelas novas, fotos de atores que eu escolhi como ídolos, bichos de pelúcia, além de muita comida podre - uma trôpega respiração de merda. São coisas que dou vida, objetos e dispositivos que humanizo e que substituem o outro-concreto-comigo. Disso tudo, nesse tempo e espaço de cuidado, creio que morrerei mais rápido estando fisicamente perto do outro, não suportando sua voz e um medo ferrenho desse mesmo outro que terá em tocar um corpo decrépito, fedido. E nesse momento eu acho que pensarei: 'não suporto o inferno desse meu amor fracassado' ".
[HPinel; ficção; vou corrigindo].


Não me pergunte pelos meus motivos, o seu coração pode ser o que quiser ser, comigo ou não. É assim ó: deixe as coisas como estão e virão a ser. Mas você já deve ter percebido que eu faria qualquer coisa para ficar ao seu lado, e fazer de mim gato e sapato. Eu te amo, e isso é lugar comum de se dizer, mas eu estou dizendo em um outro significado, o que corre adentro de nós dois. Por isso eu não coloco pré-requisitos ou condição para eu te ter. Pode ser errado? Pode, mas é uma coisa mais digna, eu acho, menos hipócrita e mentirosa. Fazendo isso evito decepções que você pode me provocar. Quando a gente ama, parece que o mundo é bacana, que as flores têm mais vida, a cidade parece iluminada pela luz da lua. Tudo gira ai de mim, e eu no seu coração. Não importa muito o preço que eu vou pagar para viver essa experiência, pois agora o que eu quero é que fiquemos colados como goma arábica. Se eu te irritar, ou se você não mais me quiser, é só você falar para mim, e eu te darei mais espaço, nesse tempo em que estamos juntos. Mas se sua proposta é de fato me abandonar, pois parece-me que a vida a dois, coladinhos, cansa muito, eu acho que te apoiarei - eu vivi o que tinha de viver com você, tudo começa, tudo termina em tédio. Eu te amo, por isso não coloco condições, eu simplesmente experiencio essa relação.

[hpinel; ficção]
O filme "Morte em Veneza"! (de Luchino Visconti; filme de 1971) é considerado por alguns, como um dos melhores do mundo... é baseado livremente na vida do compositor Mahler (clássico), mas veio de um livro de Mann com o mesmo título. Vamos ao filme, o Visconti (que é da estética marxista), coloca o protagonista como um compositor famoso em crise, já bem maduro, ele perde a filha pequena - está em atrito com a esposa. Ele é famoso demais, rico - e platéia vaia, e isso o mata, o corrói por dentro, fez amor e recebeu desamor, mas ele é arrogante, pedante, recordemos disso, pelo menos no começo, com discussões teóricas frente a uma dor vital kkk... kkk Para descansar (fugir da loucura das perdas em vida) ele vai para Veneza em um período de uma forte epidemia que está matando muitos (é um fato real). Veneza era propaganda de turismo, como é até hoje... Morte em Veneza, Morte em Veneza... Lá em Veneza, e repito, desesperado pelas perdas e mutilações psicológicas e sociais (a doença e seus resultados), ele tenta recuperar o juventude que perdeu (ele não a viveu ou não a viveu como desejava), e se "apaixona" (se encanta? fica seduzido?) por um garoto chamado Tadzio, que tem uma beleza imberbe, muito feminina, é uma mocinha dos 16 anos d - foi intencionalidade de Visconti... Não fica claro se a paixão é sexual - eu acho que é, pois pra mim, toda paixão tem a energia impulsiva do desejo, não falo explicitamente de fazer sexo; falo de amar um outro, tratá-lo bem, cuidar dele com carinho e ternura, se contorcer à noite na cama kkk. Como lhe falei, ansioso por recuperar a beleza perdida (da qual se impregna os jovens), ele vai ao barbeiro do hotel (acho) que lhe maquia, era comum homens se maquiarem naquele período, colocava um pó branco no rosto. E ele vai à praia, e Tadzio finalmente aparece só, no filme os dois entreolham, só isso.... não há conversa entre os dois ou contato físico. Aí ficamos a saber que o compositor está contaminado pela epidemia que cerca Veneza e parte do mundo, e que a morte o espreita - e a morte não é tormenta para o morto, mas para os vivos, esses sim sofrem de algum modo, de ódio, de desprezo, de amor, de não terem dito o que se deveria falar. Tadzio o vê e o enxerga lindo, pois naquela época era lindo estar maquiado, indicava vaidade, vontade, desejo. O personagem meio que leva susto vendo-o tão maduro, e vaidoso. O menino aceita aquilo, gosta daquilo que vê e sente... Tadzio vai caminhando com sua "sungona colante ao corpo" pra praia (o filme ganhou Oscar de figurino - acho) e termina o filme ele fazendo um gesto (que depois descobri) que pode significar: "pode vir, eu o estou esperando". Era uma tática na época - com uma mão levantada, faz um círculo com o dedo. O compositor morre, e os empregados do hotel cuidam do corpo ali mesmo pra desfazerem dele, devido a epidemia contagiosa - fazem de modo mecânico. vão jogar cal logo. Morre um grande compositor, com uma subjetivação em fogo, mas depois de morto, nada vale, ninguém o entende, morre vazio, sozinho... Ouvi várias críticas desse filme e tenho 3 livros só descrevendo e analisando esse (maravilhoso) filme, e a ideia metafórica é: o amor, tal qual uma epidemia, nos corrói por dentro, nos dilacera e finalmente nos mata - mas morremos no espaço que desejamos (Veneza, no caso especifico do personagem), no tempo que não escolhemos (morreu antes de amar concretamente Tadzio). Outra interpretação é de que o velho morre, dando vez ao jovem, que irá viver o mundo e tudo se repetirá. Mas falemos do amor do velho compositor pelo rapaz? Amar aí pra mim é, por ora, nesse tempo interrompido, pode ser conhecê-lo para conhecer-se; fazer amizade entre um mais velho e um jovem donde ambos saem enriquecidos. Veja bem, Tadzio quando autoriza ao professor vir "transar" (conhecer concretamente) com ele, o garoto também morre, pois não alcança seu objetivo, fica colocado de lado, rejeitado, infeliz... é isso. O sujeito vivo, agora morto, o abandona, o deixa viúvo sem uma boa carpideira portuguesa, que por sinal, Portugal fica ali, bem perto.




Para Peirce, a Fenomenologia é a descrição e análise das experiências do homem, em todos os momentos da vida. Nesse sentido, o fenômeno é tudo aquilo que é percebido pelo homem, seja real ou não.


Seus estudos levaram ao que ele chamou de Categorias do Pensamento e da Natureza, ou Categorias Universais do Signo. São elas a Primeiridade, que corresponde ao acaso, ou o fenômeno no seu estado puro que se apresenta à consciência, a Secundidade, corresponde à ação e reação, é o conflito da consciência com o fenômeno, buscando entendê-lo. Por último a Terceiridade, ou o processo, a mediação. É a interpretação e generalização dos fenômenos.

FONTE: Wiki
Gong Ji-chul (Hangul: 공지철) ou GONG YOO, é o ator de "The 1st Shop of Coffee Prince", ou simplesmente "Coffee Prince". Está no Brasil com o lançamento do filme dele, da terra dele que é Coreia do Sul, cujo título é Trem Para Busan (No Brasil: Invasão de Zumbis)...

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Gong Ji-chul (Hangul: 공지철) ou GONG YOO, é o ator de "The 1st Shop of Coffee Prince", ou simplesmente "Coffee Prince". Está no Brasil com o lançamento do filme dele, da terra dele que é Coreia do Sul, cujo título é Trem Para Busan (No Brasil: Invasão de Zumbis)...

Ei-lo em cenas do Coffee Prince que eu capturei...

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O filme "Morte em Veneza"! (de Luchino Visconti) é considerado por alguns, como um dos melhores do mundo... é baseado livremente na vida do compositor Mahler (clássico), mas veio de um livro de Mann com o mesmo título. Vamos ao filme, o Visconti (que é da estética marxista), coloca o protagonista como um compositor famoso em crise, já bem maduro, ele perde a filha pequena - está em atrito com a esposa. Ele é famoso demais, rico - e platéia vaia, e isso o mata, o corrói por dentro, fez amor e recebeu desamor, mas ele é arrogante, pedante, recordemos disso, pelo menos no começo, com discussões teóricas frente a uma dor vital kkk... kkk Para descansar (fugir da loucura das perdas em vida) ele vai para Veneza em um período de uma forte epidemia que está matando muitos (é um fato real). Veneza era propaganda de turismo, como é até hoje... Morte em Veneza, Morte em Veneza... Lá em Veneza, e repito, desesperado pelas perdas e mutilações psicológicas e sociais (a doença e seus resultados), ele tenta recuperar o juventude que perdeu (ele não a viveu ou não a viveu como desejava), e se "apaixona" (se encanta? fica seduzido?) por um garoto chamado Tadzio, que tem uma beleza imberbe, muito feminina, é uma mocinha dos 16 anos d - foi intencionalidade de Visconti... Não fica claro se a paixão é sexual - eu acho que é, pois pra mim, toda paixão tem a energia impulsiva do desejo, não falo explicitamente de fazer sexo; falo de amar um outro, tratá-lo bem, cuidar dele com carinho e ternura, se contorcer à noite na cama kkk. Como lhe falei, ansioso por recuperar a beleza perdida (da qual se impregna os jovens), ele vai ao barbeiro do hotel (acho) que lhe maquia, era comum homens se maquiarem naquele período, colocava um pó branco no rosto. E ele vai à praia, e Tadzio finalmente aparece só, no filme os dois entreolham, só isso.... não há conversa entre os dois ou contato físico. Aí ficamos a saber que o compositor está contaminado pela epidemia que cerca Veneza e parte do mundo, e que a morte o espreita - e a morte não é tormenta para o morto, mas para os vivos, esses sim sofrem de algum modo, de ódio, de desprezo, de amor, de não terem dito o que se deveria falar. Tadzio o vê e o enxerga lindo, pois naquela época era lindo estar maquiado, indicava vaidade, vontade, desejo. O personagem meio que leva susto vendo-o tão maduro, e vaidoso. O menino aceita aquilo, gosta daquilo que vê e sente... Tadzio vai caminhando com sua "sungona colante ao corpo" pra praia (o filme ganhou Oscar de figurino - acho) e termina o filme ele fazendo um gesto (que depois descobri) que pode significar: "pode vir, eu o estou esperando". Era uma tática na época - com uma mão levantada, faz um círculo com o dedo. O compositor morre, e os empregados do hotel cuidam do corpo ali mesmo pra desfazerem dele, devido a epidemia contagiosa - fazem de modo mecânico. vão jogar cal logo. Morre um grande compositor, com uma subjetivação em fogo, mas depois de morto, nada vale, ninguém o entende, morre vazio, sozinho... Ouvi várias críticas desse filme e tenho 3 livros só descrevendo e analisando esse (maravilhoso) filme, e a ideia metafórica é: o amor, tal qual uma epidemia, nos corrói por dentro, nos dilacera e finalmente nos mata - mas morremos no espaço que desejamos (Veneza, no caso especifico do personagem), no tempo que não escolhemos (morreu antes de amar concretamente Tadzio). Outra interpretação é de que o velho morre, dando vez ao jovem, que irá viver o mundo e tudo se repetirá. Mas falemos do amor do velho compositor pelo rapaz? Amar aí pra mim é, por ora, nesse tempo interrompido, pode ser conhecê-lo para conhecer-se; fazer amizade entre um mais velho e um jovem donde ambos saem enriquecidos. Veja bem, Tadzio quando autoriza ao professor vir "transar" (conhecer concretamente) com ele, o garoto também morre, pois não alcança seu objetivo, fica colocado de lado, rejeitado, infeliz... é isso. O sujeito vivo, agora morto, o abandona, o deixa viúvo sem uma boa carpideira portuguesa, que por sinal, Portugal fica ali, bem perto.