segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Li duas peças de teatro (dramaturgia) do livro da mineira (de coração capixaba) VERA VIANA, intitulado "Cena Aberta", Volume IV - Vitória, 2013 (Publicado pelos Recursos da Lei Rubem Braga); 217 páginas. No prefácio de Luiz Tadeu Teixeira  desvela-se uma autora resiliente - teria sofrido um AVC e está viva, vivíssima. Li duas peças muito boas e até me vi em algum papel (kkk): "Adeus mamãe, adeus" & "Fim de Noite". A d o r e i ... Simplesmente isso. Interessante que pode parecer chato ler peças da nossa dramaturgia, mas não é, é delicioso sim, e quem é apaixonado por cinema - como eu sou - a coisa esquenta mais, um desejo desesperado em ler - maior motivação... Diálogos lindos, descrições das cenas perfeitas (acho)... Vera assim se desvela rigorosa, sensível, apaixonante - numa seara quase sempre agreste e dolorida. O dramaturgo, ao escrever peças para outrem, quase sempre escreve pra si mesmo, mas afirma que o fez pensando no outro - e pensou mesmo, pois afinal somos também esse outro. Parabéns...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

RABUJAH "QUARTO-E-SALA"
É exatamente isso que Juliano Rabujah quer dizer! Ou não...

Hiran Pinel [1]

Rabujah: ele quer ser mais um... Por que não? Talento não falta!
Os braços e as tatuagens são do artista - além de tudo...




Gostei tanto do CD "Quarto e sala" [2] de JULIANO RABUJAH - cantor, compositor... 


São quatro canções - todas lindas, dançantes - umas mais lentas outras nem tanto.

1. Exatamente Isso - amo. Perfeita - me pego cantando sem mais, nem porque... Dançante demais.

2. A Moça do Café - inicio politizado discursivo, e depois a história. No começo ele diz qual seu posicionamento diante dos oprimidos - ao texto Paulo Freire (o discurso) - e muito ritmo.


3. Brinquedo de Papel Michê - demais... Me jogue na parede... Dançante - mesmo com vontade de morrer, diz a letra.


4. Quarto, Sala e um Cachorrinho - mais lenta, sobrevoares, sobre vozes (sob)... linda.Trazendo mais uma missão... Internet e solução...




Juliano Rabujah: o acesso é remoto faz anos, e ele atravessa o salão em total expressão - além da pele!
O carão expressivo de um artista talentoso.


Estou profundamente tocado pelo trabalho desse trabalhador operário da canção popular brasileira, o Rabujah. Talvez por isso esteja tão restrito no discurso... 

Sobre o CD "Quarto e Sala" de Juliano Rabujah tenho a dizer com sentido: É uma obra de arte, e no caso, é melhor escutar, sentir, entregar-se ao ritmo, letras e músicas - e descansar da loucura, ou dentro nela.

Nas letras ele que traz amores e questões políticas numa estética indissociada a ética - pede pra ser mais um - os outros são, e por que ele não? Quer embora dessa merda e ao mesmo tempo é carente e pede colo e cabelo nas suas mãos. Quer atravessar o salão como poros e além da pele.  Quer morar no coração - no coração talvez seu mesmo e de seus ad+miradores. Ele quer embarcar no avião, e mudar de endereço. Mas quer ficar aqui-agora conosco.

É como se ele desse um salto qualitativo artístico inesperado - como um desses querubins que nos aparece nos nosso sonhos de ser. Sim eu acompanho as artes desse moço artístico - eu quando posso sempre acompanho a vida daqueles que começam na difícil tarefa de fazer obras de arte na música, no cinema, no teatro... 

Mas em analisando com atenção esse anjo moreno, é uma obra de arte, essa dele, que me parece (aparece) um caminho esperado, planejado e tresloucado como um cão "andaluz" [3]. Um animal que recusa fixar-se - e é pura surpresa do ver e senti-lo. Ele recusando Buñel que o faria andarilho sem sentido - sentido que tem tanto (ou produz isso em nós, seus ad+miradores). 

Agora são os deuses do marketing que poderão decidir pelo sucesso mais popular (nem sei se esse é o seu finco), pois no micro contexto já é "un dioso" com o pés concretos enfiados no chão. 

Eu acho que ele já tem fãs que podem segui-lo - também com pés no chão - pois Juliano é gente boa, não é arrogante e só se submeteria a um staff se fosse realmente demandado isso.

E o bom gosto agradece!



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[1] Hiran Pinel é pós-doutorado em "Cinema e Educação" pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais - com interlocução com a prof dra Inês Assunção de Castro Teixeira; Curso de Música-Piano.

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[2] - Sítio para escutá-lo nesse Quarto & Sala e coração: http://www.youtube.com/watch?v=Av2yjf3rlm4&hd=1

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[3] "O Cão Andaluz" é um curta metragem muito Cultuado de Luiz Buñel & Salvador Dalí (FRANÇA; 1929). Sinopse possível: Um filme experimental surrealista - onírico, pois... Baseado na Psicanálise de Sigmund Freud e no seu objeto (tema/ fenômeno) de estudo, investigação e intervenção, o inconsciente. O olho e a existência do olhar parece ser a imagem mais movedora dessa obra de arte.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

RESIDÊNCIA PÓS-DOUTORAL PELA UFMG...

Hiran Pinel

Estou fazendo pós-doutorado (Residência Pós-Doutoral) na Universidade Federal de Minas Gerais, na Faculdade de Educação, com interlocução/ orientação da professora doutora Inês Assunção de Castro Teixeira. Meu tema geral é "cinema e educação", Meu trabalho específico é analisar psicossocialmente um filme brasileiro (contemporâneo) recorrendo a um pensamento mediado pela Psicologia Sócio-Histórica de foco existencialista e a Sociologia entre Canclin e Bauman/ May.

A professora doutora Inês é coordenadora do projeto  “Enredos da vidatelas da docência: os professores e o cinema”. SÍTIO: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=P684474 & UM ARTIGO SOBRE ESTÉTICA E SUAS VIVÊNCIAS: http://www.anpae.org.br/congressos_antigos/simposio2009/131.pdf & SOBRE CONDIÇÕES DE SER DOCENTE: http://www.scielo.br/pdf/es/v28n99/a07v2899.pdf

Participei em atividades em Ouro Preto (vide abaixo foto e nomeação correta da e Kino Mostra). Veja a Carta Aberta de Ouro Preto, 2013: http://www.cineop.com.br/noticia-detalhe.php?menu=not&codNot=388

Estamos planejando pedido de financiamento [Chico Prego, Serra, ES] para formação de jovens cineastas [alunos do ensino médio de uma escola pública da Serra] em temas da Serra, ES.

Publicação de um livro sobre Pedagogia Social e Cinema - advindo do doutorado.

Fiz um curso de roteirista de cinema com o prof David França Mendes [roteirista dentre outros de O Caminho das Nuvens e de diversos programas de TV].

Pretendo ser professor visitante da UESB - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia com interlocução com a professora doutora Milene de Cássia Silveira Gusmão coordenadora do JANELA INDISCRETA, um projeto de cinema e educação. Tem também a coordenadora executiva Raquel Costa Santos... Além disso convivemos também com dois professores da UESB: Marcelle Khouri e Rogério Luiz que fazem um documentário sobre professores e professoras que trabalham com cinema e educação. Na época dei meu depoimento para esse documentário, assim como meu doutorando João Porto, que junto comigo foi a Ouro Preto. SÍTIO: http://www.janelaindiscretauesb.com.br/

Pretendo fazer mais eventos relacionados ao tema e sob a agradável e provocativa interlocução da professora doutora Inês Teixeira.

O termino desse evento (curso/ estágio) dar-se-á em setembro de 2013.
Prof dra Inês - foto dela durante o 8a CineOP [Mostra de Cinema de Ouro Preto] 
e Rede Kino. 


 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

3o Seminário de Psicopedagogia da Região Sudeste; 06 e 07 de setembro de 2013; Vitória, ES.



3o [TERCEIRO] SEMINÁRIO DE PSICOPEDAGOGIA DA REGIÃO SUDESTE

VITÓRIA, 06 & 07 DE SETEMBRO DE 2013.

NO CENTRO DE TREINAMENTO DOM JOÃO BATISTA, PRAIA DE CAMBURI.

PROMOÇÃO: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA - ABPp/ Vitória & Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação - UFES/ CE/ PPGE - dentre outras.



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NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS [ARTIGOS CIENTÍFICOS] QUE SERÃO PUBLICADOS NOS ANAIS [PARCERIA COM UFES]:

O artigo a ser mandado precisa obedecer algumas regras: 1) cumprir as normas da ABNT; 2) ter no máximo 20 páginas - incluindo imagens, referências (ultrapassando serão automaticamente não indicados); 3) espaço 1,5; 4) letra times new roman; 5) pode inserir gráficos e imagens mas sempre citando as fontes (especialmente imagens); 6) Título centrado letra maiúscula e em negrito, sempre tamanho 12; 7) autores centrados, sobrenomes maiúsculos e nota ao final do texto qual curso tem (graduação e o último mais significado para o autor) anunciando instituição que trabalhou ou trabalha; se o artigo adveio de pesquisa, qual, onde, se teve financiamento etc.  O vital é o autor, em nota de rodapé descreva o mínimo possível sobre si - inserindo o essencial: graduado em...; se tem pós graduado em psicopedagogia etc; e finalmente o nome da instituição que está ligado e ou trabalhando (UFES, nome da escola pública e ou privada etc.).


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SÍTIO: http://www.3simposiodaregiaosudeste.com.br/Programacao/Programacao



quinta-feira, 30 de maio de 2013



MARIA DO ROSÁRIO CAMACHO foi minha aluna no mestrado (UFES/PPGE). Era psicóloga e fez um estudo hipersensível sobre a dor da criança no hospital frente a morte. Seu artigo, dessa dissertação, foi publicado na revista do conselho de Psicologia (Brasília). O orientador dela foi meu orientador Jayme Doxey - ele é um professor e pesquisador respeitadíssimo, e muito amado por todos seus orientandos (até hoje), e orientandas. Bem, hoje [3 de março de 2013] soube que Rosa (como era chamada) morreu, e ela vinha de um antigo sofrimento físico e consequentemente psicológico. Magra, sempre foi elegantérrima - sem ser patricinha ou artista de TV... Era uma Lady, fina – tinha um estilo contracultura, eu acho. Ela desvelava uma delicadeza rara e seu estudo (muito lido) é isso de delicado pelo Cuidado para e com a criança hospitalizada. Era muito ligada à corrente fenomenológica existencial de pensamento, sentimento, ação – vida, a gestalterpia e a gestalpedagogia. Estou muito entristecido com a vida, justo ela que clama por sentido deixou de respirar cedendo à morte, nossa companheira de finitude, efemeridade. Mas a vida é além de mim, eu também vou e ela ficará. Mas qual é mesmo o sentido dela, da vida? Qual? Uma das possíveis respostas é essa: É o que agora estou fazendo para manter Camacho perto de mim, restaurando tudo (ou quase) pelo amor, pelo trabalho e pelo sofrimento inevitável à memória de Rosário – Maria do Rosário. Como eu dizia (como professor) cantando para ela quando aparecia pedindo-me ajudas à sua dissertação, e eu só o fazia porque na letra tinha vários sentidos da sua nomeação: Foi deus que deu luz aos olhos, perfumou as rosas, deu ouro ao sol e a prata ao luar; pôs no meu peito um ROSÁRIO de penas, que vou desfiando e choro ao cantar” [1].


["Foi Deus" é uma canção portuguesa; com Ângela Maria e depois conheci com original Amália Rodrigues] 


sexta-feira, 10 de maio de 2013

NOVO LIVRO

PINEL, Hiran. A Pedagogia Social frente à experiência autística: Uma viagem existencial no outro, como possibilidade de se inventar uma travessia educacional. In: VICTOR, Sonia Lopes; DRAGO, Rogério; PANTALEÃO, Edson. Educação especial; indícios, registros e práticas e inclusão. São Carlos: Pedro&João, 2013.

Mais publicações no meu Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=N83953