"SER PRECONCEITUOSO PSICOPATOLÓGICO": O SER-NO-MUNDO DOS PRECONCEITOS.
Hiran Pinel, autor.
Esse blog é totalmente experimental, um rascunho, inclusive com erros de português etc. É para informar - especialmente para meus alunos, orientandos, dentre outros interessados. Coloco imagens para provocar o dia-a-dia; fotos de artistas; textos pré literários; esboços de: resumos de artigos científicos, ensaios, paper's, críticas de cinema e outras artes, produção artística em geral - dentre outros. No mais penso que a a vida é obra de arte, bela e frágil, inconclusa, incompleta - devir.
"SER PRECONCEITUOSO PSICOPATOLÓGICO": O SER-NO-MUNDO DOS PRECONCEITOS.
Hiran Pinel, autor.
"PAPER"
REVISTO E AMPLIADO, EM 14 JAN 2023
Hiran
Pinel, professor-titular UFES/PPGE
*
UMA PEDAGOGIA EXISTENCIAL INDISSOCIADA À PRODUÇÃO
DE PRÁTICAS EDUCACIONAIS: ALGUMAS CARACTERÍSTICAS
Hiran Pinel, autor.
.
INTRODUÇÃO
Minha
ação aqui-e-agora, é esboçar um texto científico fenomenológico (FORGHIERI,
2001), um texto tipo "paper", mas um ("paper") no sentido
estrito do termo: apenas um "rascunho". Um texto que precisa
"caminhar" mais, procurar mais rigor, em perder o cuidado, por sinal,
um bom cuidado pode ser rigoroso.
O
objetivo desse "paper" é o de refletir os modos como eu
penso-sinto-atuo (e celebro o comemoro) o meu exercício em produzir na minha
prática* (e práxis) uma Pedagogia Existencial indissociada à produção de
práticas educacionais, especialmente em Educação Especial e Pedagogia
Hospitalar, pontuando algumas características** que podem servir de mediação
entre o professor e o aluno, no fazer acontecer uma experiência significativa,
pois de sentido, o processo ensino-aprendizagem escolar e não escolar.
* Minhas
práticas de: pesquisador, orientador de cientistas, professor, educador,
pedagogo, educador social, psicopedagogo, filósofo clínico, especialista em
psicomotricidade, clínico e formador de clínicos (terapeuta existencial)
**
Descrevi dezoito (18) delas
Pretendo
criar "um clima pedagógico-existencial próprio, com práticas educacionais
relacionadas a esse clima e estilo" - talvez esteja aí minha contribuição
(Hiran Pinel).
.
AUTORES
QUE ME MARCAM (E ME MARCARAM)
Eis a
lista de autores, ainda incompleta, mas que de memória recordo e cito
aqui-e-agora. Eles me ajudaram (e me ajudam) a refletir sempre acerca do meu
ser professor, educador, pesquisador, clínico etc. Não coloco termos, que um
dia pretendo desvelar na hermenêutica que farei do texto.
Paulo
Freire (ser mais, amorização e muitos outros), Leonardo Boff (cuidado),
Husserl, Jean-Paul Sartre (projeto de ser), Martin Heidegger (cuidado), Maurice
Merleau-Ponty (percepção do fenômeno), Martin Buber (relações humanas), Simone
Beauvoir (mulher, morte), Carl R. Rogers (empatia, tendência atualizante
revista), Roberth R. Carlhuff (relação de ajuda), Rollo May (ser), Eugene
Gendlin (corpo), Martins Amatuzzi (fenomenologia: pesquisa e intervenção),
Yolanda Forghieri (método fenomenológico; teoria da personalidade), Virgínia
Axiline, Evilásio A. Ramos (realização existencial na educaçã), Teresa Cristina
Saldanha Erthal (projeto de ser), Vírginia Moreira, Janusz Korczak, Pantillon,
A.S. Neil (liberdade para aprender), Celestin Freinet, Viktor E. Frankl
(sentido da vida), Edith Stein (empatia), Don Lorenzo Milani, G. Kneller,
Camus, Trần Đức Thảo (fenomenologia e marxismo), Vera Felicidade Almeida de
Campos, Jorge Ponciano Ribeiro, Gabriel Marcel, F. Nietsche, F. Perls etc.
GADOTTI,
Moacir. História das ideias pedagógicas. Capítulos: 11
(fenomenologia existencial humanista), 12 (pensamento anti-autoritário), 16
(terceira parte: o humanismo socialista). Tem Paulo Freire também,
"pensamento pedagógico brasileiro" (e tem da América Latina).
.
RESULTADOS
E DISCUSSÃO
1. A
educação existencialista coloca muita potência no emocional, no afetivo, o
desejo e no sensível (sensibilidade) do aluno e do professor. Isso não
significa, entretanto, que se despreza o cognitivo (o racional), ao contrário,
mas defende que o "conhecimento" deve ser "(co)movido"
pelas atitudes fenomenológicas e existenciais; Nota: (co)movido = mover o
conhecimento embalado pela energia afetiva; (co) em parceria professor-aluno.
2.
Recomenda um currículo onde as artes e as humanidades tenham lugar importante e
de destaque - artes (há muitas), literatura e poesia. Não é apenas conhecer e
citar, mas trata-se do aluno "experienciar" a arte, um texto
ficcional, uma poesia.
3. Sugere
que as Ciências Humanas e Sociais são as (ciências) que estão mais próximas e
íntimas do ser humano (o aluno, o professor, a gestão escolar etc.), evocando
mudanças pessoais e grupais, afinal seus temas focais são o amor, a angústia, o
cuidar de si e do outro, e das coisas do mundo, esperança, depressão, inquietude,
saúde e loucura, ódio, crença e descrença etc.
4. O
estudo das Ciências Naturais (e matemática) deve levar sempre a humanidade
envolvida nesse processo, um ser humano finito, frágil, inconcluso, incompleto.
5. Todas
as disciplinas escolares (ou não escolares) devem conduzir e ou guiar, de modo
não diretivo, o estudante para que ele conheça e sinta o ser humano.
6. O
professor deve ser um guia, no mais próximo de alguém não explicitamente
diretivo, recusando exigir e impor algo ao aluno e ou aluna, devendo, isso sim,
ser sensível, atitude de empatia, de congruência, de aceitação incondicional da
pessoa etc., e sempre dispor, de modo natural, a respeitar a liberdade humana
(sua, de seus alunos, dos humanos em geral).
7. O
estudante pode criar e ou produzir (ou dar luz) ao conhecimento, reconhecendo-o
como resposta a situações existenciais.
8.
Considerar a política, a ética etc., como cuidado humano consigo e com o outro
(e coisas do mundo)k, pois os valores são temas de uma educação
existencialista, promovendo ações individuais e grupais vivenciais, que tocam o
existir do ser-no-mundo.
9.
Respeitar as diferenças na diversidade do mundo, e nunca negar o conhecimento
científico que possa fazer ao aluno aprender e crescer/ desenvolver-se,
envolvendo, por exemplo, o ato sentido de enfrentar o mundo adverso, cheio de
alegrias, mas também, cheios do seu outro lado, fios da mesma meada, as
tristezas.
10.
Valorizar a autoavaliação, preferencialmente a livre. Só a pessoa é capaz de
descrever o que lhe foi ensinado, e que ele aprendeu.
11. O ser
humano é "livre", ele existe no "tempo" - e no
"espaço", e tem o "Cuidado" na sua base existencial. Assim,
a pessoa é "ser-no-mundo" - é singular, plural, cultural, social,
histórica etc. A pessoa pode ser "autêntica" ou "inautêntica",
e ela é-sendo "aquilo que ela faz de si mesma". A pessoa é um
"ser de escolha", e "ao escolher, perde outras opções", e
ainda assim, "ela se responsabiliza pelo que escolheu, e "não
escolher é também uma escolha". A única certeza do ser humano é a sua
"liberdade", e ela (liberdade) "precede a essência" - ela é
existência. A liberdade está sempre se fazendo, sendo (a liberdade) a
responsável a "tocar" (motivar) a pessoa para ela "ser"
como "ser-no-mundo", desvelando seus jeitos ou
"modos-de-ser" nas suas caminhadas (singulares, plurais, e
plural-coletivas), nas suas travessias - etc.
12.
Pós-escrito: É claro que fiz esse texto marcado por diversas leituras sobre
"existencialismo na educação", e procurei manter o ensino de
conteúdos propostos por nossa cultura e sociedade, bem como pontuar o respeito
às diferenças na diversidade de ser. Há movimentos nessa esfera que coloca em
segundo plano o ensino de conteúdos, mas, pra nós, sim, os conteúdos precisam
ser ensinados, mas (co)movidos pela atitude e ou postura
fenomenológico-existencial e ou humanismo-existencial. Também revelei o ser
humano que caminha pelas suas próprias "vias" e pelos (próprios)
desvios, sendo dele a responsabilidade, mas, reafirmando-o como ser-no-mundo,
não apenas um "euzinho encapsulado". As vias e desvios são seus, mas
ao fazê-lo ele está no mundo, marcado por esse mesmo mundo, e a cultura,
sociedade, instituições, educação, justiça, saúde, políticas, democracia,
fascismo etc., que são "coisas" criadas e mantidas por pessoas que são
diversas nas diferenças, e esse "externo" aparente, tem impacto
também.
13. Até a
um milésimo de segundo antes de morrer a pessoa tem direito à educação escolar
e não escolar, esse é um dos princípios existenciais da pedagogia e das
práticas educacionais.
14. A
educação escolar e não escolar é uma educação inclusiva; a inclusão pode obter
benefícios da Psicologia/ Educação Existencialista quando se fala em disposição
(in terna e externa) inclusiva ou atitude inclusiva.
15. A
educação especial inclusiva pode se nortear pela educação existencialista, onde
os conteúdos podem ser (co)movidos pela filosofia, psicologia, pedagogia e
educação existencialista.
16. A
brinquedoteca hospitalar pode vivenciar uma dinâmica de ensino-aprendizagem
humanista-existencialista, compatível inclusive com o movimento de humanização
hospitalar
17.
"Atendimentos educacionais em ambientes hospitalares" podem estar
abertos a uma postura educacional existencialista, e muito pode contribuir com
temas presentes como vida e morte, no mesmo contínuo, por ex. Deveria haver uma
formação inicial e continuada da professora e de outros profissionais da
"saúde e educação" nessa perspectiva, a existencialista, ela que
também propõe de sentir-pensar-agir e celebrar as alegrias de de ensinar-aprender.
18. Se
fosse nosso desejo, as atitudes existencialistas poderiam ser
"aplicadas" (pois, vividas, introjetadas como postura e atitude) em
todos e quaisquer "programas/ práticas educacionais" escolares e não
escolares. Pode ser considerada tais vivências, das teorizações e práticas
humanista-existenciais, como textos que podem produzir um (ou mais) modo
sensível, algo da arte - da percepção fenomenal de si e do mundo. Esse
movimento pode e deve ser ligado ao ético (o rigor/ razão do cuidar) e estético
(o quão belo é cuidar). Trata-se de viver processos ensino-aprendizagens
fenomenológico-existenciais. Essas posturas são subjetividades, são
comportamentos, são políticas etc.
[Hiran
Pinel, autor]
AMOR AO CONHECIMENTO
Podemos consumir o thai-pop e outras artes/literaturas/poesias, só isso, pois a arte não muda concretamente nossas vidas, apenas nos ajuda a comprar coisas, nos torna emocionais por minutos e ou dias - mais nada... kkk No máximo, como disse, pode ser uma ilusão aparentemente mais sólida, nada mais do que isso, repito.TEXTO DIDÁTICO
CITANDO, REFERENDAR
***
O MÉTODO
PROGRESSIVO-REGRESSIVO DE JEAN-PAUL SARTRE
Hiran Pinel, autor deste texto didático
Sem dar os passos ou os procedimentos,
pois não seria totalmente possível podemos nomear algumas ações que o
investigador faz ou pode fazer quando recorre ao "método
progressivo-regressivo" de Jean-Paul Sartre.
O método sartreano foi publicado em dois
textos dele, e que são complementares: a) "O Ser e o Nada" (1943)
- onde ele nos fala de um método para a psicologia, que ele intitula
de "Psicanálise Existencial"; b) "Questão de Método",
quando ele publicas as técnicas que norteiam o método, isso na introdução
da "Crítica da Razão Dialética" (1960)[1].
Para levantarmos esses "passos" descritos de modo não clássico, não por etapas, nos inspiramos em um artigo de Schneider (2007), e destacamos de que ela não objetivou no seu texto tal proposição. Recomendamos ler os originais da autora, e o (artigo) citado ao final, nas referências.
O que propusemos não é algo simplista, mas um texto didático que não pode ser aplicado rigidamente, é preciso atitudes existencialistas considerando obras de Sartre.
Descrevemos o método de investigação progressão-regressão descrito
por Sartre. Isso significa que achamos indispensável que o estudante que começa com o método, e que se diz "perdido", vá direto ao
artigo e outros (inclusive livros) da autora (SCHNEIDER), que se dedica "trabalhar" com Sartre.
Após a elaboração da lista recorremos a
mais autores, mas sempre tendo por base o texto recorrido (SCHNEIDER, 2007):
Cerbone (2012), Bertolino (1996), André (2008) recomendo a leitura de como ela
trabalha com o método; Erthal (1994, 1990), Gobbi et al. (2002).
Levantamos 24 procedimentos, que sem
dúvida, podem estar em um exercer um vaivém, sem nenhuma linearidade. Claro
está que é apenas um texto didático, pois para produzir conhecimento
por este método é preciso estudar Sartre, conhecer pesquisas que recorrem
ao método.
Quando eu falo de 24 procedimentos, não
falo que eles podem ser "praticados" assim-assim, não - eles
necessitam ir até a teorização do criador desta abordagem. Ou seja, Sartre não
pode ser reduzido a procedimentos, eles funcionam como estimulo ao pesquisador
ir fundo na proposta do autor original (Sartre).
Então, o que "mostro"
aqui-agora não são nem regras ou procedimentos, antes, são posturas
existencialistas do Sartre de "Ser e Nada" e de "Crítica da
Razão Dialética".
Dito isso, eis os "procedimentos" (atitudes/ clima/ estilo) do método
de pesquisa progressivo-regressivo de Sartre:
1. Investigar a dimensão
de ser do sujeito humano, compreendido enquanto ser-no-mundo,
como ser-em-situação, um singular/universal, partindo dos aspectos
concretos de sua vida (comportamentos, gostos, gestos, emoções, raciocínios do
sujeito concreto), ou seja, as diferentes dimensões da vida de relações.
2. Processar a unificação do conjunto,
que é o ser do sujeito, ou seja, seu projeto original,
entre diferentes aspectos e dimensões
3. Fazer movimentos dialéticos (em
vaivém, na dimensão universal/singular ou coletiva/individual) progressivos
(objetividade do mundo) e regressivos (subjetividade) do ser humano, tendo por
base sua biografia ou autobiografia.
4. Procurar construir uma investigação
dos projetos empíricos ou das estratégias para realizar o projeto de descobrir
a maneira original com que cada sujeito se escolhe, ou seja, a unificação de
seu ser, familiarizando-o com suas paixões;
5. Efetuar um método compreensivo ou
sintético no estudo de uma história, biografia;
6. Partir nunca de fatos isolados, mas
sim de fenômenos, quer dizer de um conjunto articulado de ocorrências
objetivas.
7. Compreender que diferentes aspectos
de uma vida sempre se dão em conjunto, são tecidos uns nos outros; alterando
um, modifica-se o outro, e vice-versa.
8. Descrever esse entrelaçamento, esse
significado comum que deve ser perseguido, a fim de elucidar a história pessoal
(singular) e coletiva (na pluralidade de ser).
9. Compreender de modo contextualizado
a situação histórica (de vida) estudada.
10. Desvelar, entre os diferentes
aspectos e dimensões da biografia humana, aquilo que processa a
"unificação do conjunto", que é o ser do sujeito, ou seja,
seu projeto original (seus projetos, sonhos, perspectivas, esperanças,
o que sonha pra si).
11. Decifrar o “projeto de ser”
(sonhos, projeto original) do indivíduo estudado (ou de cada um deles), onde
ele se definirá o que é e para onde se encaminha nos diferentes movimentos como
pessoa no mundo.
12. Tomar o indivíduo em sua
singularidade, ou seja, no movimento pelo qual ele se fez sobre a base do que
se fez dele, compreendendo-o.
13. Encontrar o homem por inteiro em
todas as suas manifestações, a maneira de se lançar no mundo, as posturas
morais e políticas, os valores, a sua corporeidade etc., que o remete sempre
ao projeto de ser, que é fruto das determinantes materiais, sociais,
históricas em que ele está inscrito (objetivo) e da apropriação ativa por parte
do sujeito (subjetivo).
14. Compreender a realidade humana que
passa pelo movimento dialético entre o objetivo e o subjetivo.
15. Chegar à singularidade do sujeito
humano, sempre compreendido como produto e produtor do seu contexto e de sua
história.
16. Fazer uma análise compreensiva a
partir das significações das diversas situações que são engendradas
nessa relação entre o objetivo (progressivo) e o subjetivo (regressivo) e que
se expressam através do projeto de ser de cada sujeito.
17. Recorrer sempre à Psicanálise
Existencial como um pólo mediador entre o homem, em sua singularidade, e o
contexto histórico do qual ele faz parte como construtor, produtor, inventor,
criador.
18. Compreender o ser do nosso sujeito
que colabora com nossa pesquisa, "olhando-o de sentido", ou seja,
reconhecendo que ele é circunscrito no mundo, isto é, a partir da relação com
os outros, com a cultura que o cercou, com a mediação dos valores sociais e
religiosos, com a materialidade que ele teve disponível.
19. Entender o que se passou com a
pessoa que colaborou com nossa pesquisa, desvelando o que engendrou seu ser,
afinal "ser no mundo", abandonando assim a noção tão poderosa, de que
uma individualidade é encerrada em si mesma, afinal o o eu não é
uma entidade psíquica e nem é uma caixa-preta a ser desvendada,
simplesmente jogado no mundo, ele é esse mundo também, essa dialética entre o
si mesmo (regressivo) e esse mundo progressivo).
20. Descrever o homem concreto, com
suas relações com o corpo, com os outros, com os objetos, que definem as
possibilidades de ser de alguém, pois afinal, ser é unificar-se no mundo,
imbicar-se nele, ir (si) e vir (mundo), uma personalidade/ subjetividade
que não está encerrada dentro dele mesmo (homem), nem em sua consciência que
não é inacessível para os outros e para ele mesmo, pois ele está no mundo,
reconhecível em seus gestos, atos, palavras, pensamentos, em suas obras (ações,
produtos, produções diversas como desenhos, uma cadeira que ele fabricou, um
livro produzido etc.).
21. Compreender de modo rigoroso e
objetivo, a personalidade humana pela ação dialética progressão (se dirige pra frente; presente; projeto de ser, no futuro) - regressão (retorna; retrocede; reanalisa; bebe da fonte).
22. Fazer de modo explícito os
movimentos regressivos (subjetivos; singularidade; o individual) e progressivos
(mundo concreto, real, econômico, político, sociedade de classes etc.), sempre
revelando também a dinâmica da subjetividade, e assim, não negando a conjuntura
econômica, política e cultural em que os fenômenos humanos se desenvolvem, sem
jamais negar que estes são realizados por pessoas concretas, sujeitos que se
apropriam de sua situação, fazem algo dela, e que portanto, a dimensão
subjetiva é também determinante da realidade.
23. Mostrar a potencia entre
objetividade e subjetividade, pois é nela que está a cerne da realidade humana,
estabelecendo o movimento progressivo-regressivo, que faça aflorar à
compreensão os dados constitutivos dessa realidade múltipla, cultural, social,
mas sem dúvida, singular, individual.
24. Elucidar o homem como ser-no-mundo
através da história de seus "personagens", o fato de que não estamos
fechados dentro de nós mesmos, mas que somos objeto do mundo, somos no mundo,
com o outros homens.
25. Entendida a personalidade/
subjetividade como uma construção humana, que se dá partir das relações
concretas do sujeito com o contexto que o cerca.
REFERÊNCIAS
SARTRE, J-P. L’Être et le Néan;
essai d’ontologie phénoménologique. Paris: Gallimard, 1943.
SCHNEIDER, Daniela Ribeiro. O
método biográfico em Sartre; contribuições do Existencialismo para a
Psicologia. Sítio: [Capturado em 21 de novembro 2019].
GOBBI, Sérgio Leonardo Gobbi et al.
Sartre, Jean-Paul. In: GOBBI, Sérgio Leonardo Gobbi et al. Vocabulário
e noções básica da abordagem centrada na pessoa. São Paulo: Vetor, 2005. p.
136-138.
CERBONE, David R. Fenomenologia.
Petrópolis: Vozes, 2012.
ANDRÉ, Maria da Consolação. O
ser negro; a construção da subjetividade em afro-brasileiros. Brasília:
Estações, 2008.
ERTHAL, Tereza Cristina. Treinamento
em psicoterapia vivencial. Petrópolis: Vozes, 1994.
ERTHAL, Tereza Cristina. Terapia
vivencial; uma abordagem existencial em psicoterapia. Petrópolis: Vozes,
1990.
SARTRE, J-P. Critique de la
Raison Dialectique (précédé de Question de Méthode). Paris: Gallimard,
1960.
SARTRE, Jean Paul. Questão de
Método. Tradução: Rita Guedes, Luiz Forte e Bento Prado Jr. In. Coleção Os
Pensadores. São Paulo: Ed. Nova Cultural, 1987.
SARTRE, Jean Paul. Crítica da
Razão Dialética. Trad. Guilherme João de Freitas Teixeira. Rio de Janeiro
RJ: Ed. DP&A editora, 2002.
***
NOTA: Este artigo foi escrito em 1999 como uma tarefa acadêmica proposta por uma professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, SP. Em 2020 foi lido outra vez, e sofreu mudanças no texto propriamente, especialmente após leitura de Schneider e André (ver referência). Lendo estas duas autoras, percebi a possibilidade (ousada) de descrever procedimentos, tendo em vista orientandos que se dizem "perdidos"; agora eles vão se encontrar, para depois se autorizam perder novamente, pois "só se perde quem se acha" (mudei o ditado).
_______________________
[1] In: Schneider
(2007).
[1] Pinel (1998) trabalha os termos espaço e lugar aplicado na Pedagogia Hospitalar onde "o sentido encarnado e quente de lugar se desvela em contrapondo ao frio espaço, ainda que ele (o espaço) seja um total cronometrado, e ele (o lugar)( seja uma porção prenhe da arte do afetar. Parece-nos que tudo dependerá dos significados singulares que cada aluno (e ou aluna) fornece à classe hospitalar. A experiência subjetiva, em interexperiências, pontuam-nos o quão pessoas encarnadas elas são. Os discentes dão ao fenômeno que vivem na carne um sentido de um breve viver de super(ação). Cada estudante apresentam, na maioria das vezes, quadros orgânicos graves, que trazem conseqüências psíquicas. Se o discente consegue mover esse vivido processual pelas mãos de uma professora e ou de um educador, ele poderá entrar em sintonia do ato de aprender (cognição) sempre (co)movido pelo afeto e pela expressão corporal, que implica conflitos e apaziguamentos e conflitos e... O aprender se dá pela paz e pela guerra, pela tristeza e alegria, pelo amor e pelo ódio - sempre algo que move e (co)move. Descrevemos um aprender (e um ensinar) racionalidades, que são movidos pela simbólica "carne do afeto e do corpo", e o ensangüentar compõe esse processo ensinar-aprender, que descrevemos e fazemos sua analítica existencial a partir de nossas pesquisas em Pedagogia Hospitalar. O "afeto-aí" é uma espécie de energia, assim como corpo vivo é também energia - enquanto vivo é. Nas nossas práticas educacionais em ambientes hospitalares podemos perceber e intuir o quão complexo este movimento é, algo que transforma espaço (cronometrado) em lugar de efervescência relacional intersubjetivo (kairós)" (p. 3)
***
Este
estudante hospitalar pode experienciar algo que possa facilitar o processo
inclusivo dele, justo ele, com quadros (graves) de doença que o levou à
hospitalização. A gravidade clínica pode, inclusive, mutilá-los física e
psicologicamente, um concreto e metafórico "cortar", que de imediato,
clama por uma clínica educacional, qual seja, uma clínica não tradicional, mas
uma marcada por uma específica escuta empática com o retorno à escolaridade,
que por si só, pode significar respirar e viver, todo este processo vivido na
relação professor-educador-aluno de modo gradual, pautado pela generosidade, um
curvar corporal pelo interesse do que se passa com o outro, impregado pela persistência
e perseverança - dois valores atitudinais fundamentais para o profissional da
educação especial que aí exerce seu labor. A escola no hospital indica o aluno
prosseguindo com sua escolaridade, um ensino-aprendizagem que acontecia na
comunidade - "o lá fora" do hospital, agora "aqui dentro"
(do hospital). Dentro dessa classe acontece o atendimento educacional (também,
ou principalmente o escolar) em ambiente hospitalar. Esses atendimentos,
revelados sob forma de práticas educacionais, objeto e fenômeno da Pedagogia, também
pode impactar na "prevenção", usando um termo clássico na saúde, das
vivências negativas do fracasso acadêmico, assim como da evasão escolar, a não
inclusão - dentre outros. . (PINEL, 2021; p. 11).
***
Outro
aspecto é o que essa classe (hospitalar) traz para a instituição de saúde e
para seus profissionais e pacientes como um todo, descrevemos uma espécie do
que chamaríamos de "o cá dentro" ("aqui dentro tem do lá
fora"). Então, como (...) estamos a descrever que a presença deste espaço
educacional costuma provocar uma recordação do "lá fora" (comunidade
fora do hospital; a vida cotidiana comum). (...) Descremos também algo advindo na/da
criança internada para tratamento da sua saúde: apontamos um "algo"
que ela "vivia na comunidade comum" (classe regular inclusiva),
talvez provocando-a a perceber o hospital como aquele que também se abre ao
mundo "lá fora" (comum do dia-a-dia, do ordinário) que ela conhecia e
continua acontecer (...) o (mundo) "lá
fora" trazido para o mundo "cá dentro" do hospital. Essa
vivência pode facilitar um possível irromper de um "bem-estar de ser"
de estar "ali-dentro" numa dimensão psicológica - e aqui destacamos o
afeto, a cognição e a expressão corporal do "ser no mundo". Um estar
adentro do hospital, e nele, a classe hospitalar - ainda que a instituição e a
escolaridade lhe inspire também sofrimento físico (emocional, cognitivo), mas a
comunidade dele está ali dentro esperando-o "como se fosse lá fora".
Este lugar chamado escola, especificamente aí, sem dúvida, pode reportá-lo de
que "eu demando uma clínica", preciso de cuidados, inclusive da
professor para prosseguir com minha vida comum de ser aluno, estudante,
discente, educando, orientandos etc. (...) [PINEL, 2021; p. 11].
O
cuidado-Sorge, de cura pelo cuidado, acaba tornando mais um tema que é ensinado
na classe hospitalar - de um modo ou de outro, querendo ou não. O mestre vivencia
algo do eu ser escuta(dor), isto se considerarmos um vivenciar prenhe de
(pré)sença (da morte) no currículo, entre o oficial e o não oficial, pois, o
estar-ali dela é forte. Neste processo sentido achamos que o educa(dor)/professora
precisa de uma formação continuada, uma também pautada pela escuta empática dela,
do seu sofrer com o outro, compreendendo o motivo do "seu" currículo
ser (e estar) além do prescrito pela cultura e legitimado pelo Estado - isso
exige consciência advinda da intencionalidade pedagógica em planejar, executar
e avaliar com os alunos o tema da morte e do morrer. Ao "ganhar"
alta, por exemplo, e se "ganhar", a criança poderá voltar, talvez, a
frequentar a sua escola regular, "o lá fora" que lhe traz a escola
comum - o que chamamos "modos de ser" do "ser no mundo"
comum e ordinário. Neste contexto de experiências de ser estudante, "o lá
fora" se imbrica com "o aqui dentro", evocando o que isto tem de
positivo, negativo e ou ambos aspectos, pois quando a morte simbólica ou
concreta aparece, a vida parece pedir humildemente: " - Salva-me!" Inclusive
um misterioso real: "Aalva-me de mim?" (...) (PINEL, 2021; p. 11/12).
***
O uso do termo alemão Sorge é utilizado de Heidegger, que ganha conotação de termo científico. Procuramos, a bem da verdade sentida, atuar em um processo, fazendo uma possível e delicada (e rigorosa) transposição da Filosofia (heideggeriana) para a Pedagogia que tem como objeto de pesquisa e intervenção as "práticas educacionais". Do latim Sorge é advindo de dois termos: "cura" e "sollicitudo". Cura, no original. Cura em latim não tinha só o sentido contemporâneo de "salvar", de "curar", pois foi sendo utilizado pelos cientistas da esfera biomédica, tornado-se um "definitivo e sólido": "está curado", pode voltar para a casa. Porém, no latim, a palavra "cura" provém de "quaero" que significa "procurar", que dá o sentido da pessoa ter "empenho" com alguma coisa vivida, ter a disposição para fazer algo: "(pró)curar, ou seja, ser defensor ou a favor deste ato intencional de cuidar, aqui-agora no sentido específico de prática educacional prenhe do ajudar, cuidar, curar no sentido de preocupar pelos cuidados de ser humano - do ser-aí (Dasein)" (PINEL, 2019; p. 1).
***
Pinel (2021), então, dentre outros, destaca o escolar e o não escolar que acontece na classe hospitalar pela via dos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares, e as benesses para a aprendizagem e desenvolvimento do educando.
***
Entre o "lá fora" (escola da comunidade) e o "aqui dentro" (classe hospitalar), é-nos fácil perceber o fenômeno que tece uma forma especial de atendimento pedagógico-educacional [*em ambiente hospitalar - texto acrescentado em 2021] cuja tessitura se mostra através de práticas educacionais que consideram os limites de todos e de todas nomeados como "ser no mundo" sempre diante do outro, dos outros e um mundo de coisas objetais. Esse "como é" fenomenológico, pode ser descrito como um movimento pedagógico que passa a considerar um planejamento escolar (ou não) especialmente criado pelo professor e ou educador visando estes sujeitos do ensino-apredizagem. As práticas educacionais levam em conta estas problemáticas dos alunos e das alunas, dentro de um determinado contexto social e cultural - e histórico, e que indica sua (pré)sença no próprio espaço-tempo de uma instituição de saúde (PINEL, 2017; p.7).
***
Uma poesia advinda do "concreto vivido" pela professora da/ na classe hospitalar, no seu cotidiano educacional, é a de que a morte é uma mestra que nos ensina. Essa mestra cria um processo ensino-aprendizagem do viver tão bem quanto possível, tão alegre, tão energético, tão resiliente etc. Ela também nos ensina o tão resistente podemos lutar para ser, nos opondo a tudo de concreto e simbólico que se opõe à vida e o viver, ao respirar livre e solto, seja numa dimensão individual ("minha" saúde), grupal, institucional, nacional. Tão tanta coisa boa há aí nestes "experienciares", ainda que haja sempre o outro lado finito, o mais doloroso, e por ser também um real, nunca deve (ou deveria) ser negado na escola e especialmente na classe hospitalar. O tema o tema da morte demanda uma "clínica pedagógica da escuta empática" que pode ser praticada pela vivência com um modo didático-educacional "implícito-sutil-cuidadoso-delicado-empático". A morte não deve ser desaparecida da ou em cena, pois ela compõe a vida, e é a vida que devemos sempre desejar, é a vida que compõe a sala de aula que é a classe hospitalar, a alegria transita aí e de modo potente, mas, a morte (concreta e simbólica) adentra a classe hospitalar, e ela poderia ser vivida como um alerta para que vivamos densa, tensa e intensamente. Ora, o próprio nome "classe hospitalar" nos leva ao hospital e ao sentido de uma "outra clínica" - a pedagógica. A classe hospitalar, ainda mais ela, é um lugar de onde uma (morte) pode chegar podendo cessar a outra (vida). A clínica mesma aparece, quer dizer, seu aparecimento de dá quando a professora desta classe a pratica pelo escutar empaticamente quem sofre. Nesse sentido, a professora da classe hospitalar não pode negar a clínica. Então, podemos destacar, enquanto profissionais que trabalham com Pedagogia Hospitalar, que como na vida, estamos jogados no mundo sem nossa anuência, e nosso papel é responsabilizarmos por isso, pela vida, deixando penetrar em nós as experiências positivas, bem como as negativas inevitáveis, e o inevitável pode ser um quadro clínico grave ou gravíssimo, que a ciência propõe paliativos e cuidados, mas nem sempre o que pensamos ser a cura. É o que temos para hoje no espaço e no tempo hospitalar escolar onde a vida aparece potente e poderosa, mas há a clínica, vamos dizer uma Pedagogia clínica, uma prática educacional-Sorge que cuidadosamente não a nega, e não negar a morte não é morrer, mas (pró)curar viver (PINEL, 2017; p. 1).
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em Ferreira, Pinel e Bravin (2021) já encontramos:
(...)
buscamos mostrar como a fenomenologia nasce na filosofia como novo olhar sobre
o mundo vivencial do sujeito, rompendo com a tradição positivista e objetivista
que distanciava sujeito e objeto; apresentamos a maneira própria da psicologia,
no uso da fenomenologia, como forma de descrever o sujeito em sua relação com
esse mundo, ao propor uma redução fenomenológica compreensiva; ao apontar para
uma fenomenologia da educação à brasileira (p. 787) buscou trazer um debate
ainda em aberto para a pesquisa fenomenológica da educação. Entendemos que seja
preciso desenvolver e ampliar os pontos aqui apresentados. A pesquisa
fenomenológica foi sendo estendida e entendida sob diferentes formas ao longo
de um espaço pequeno de tempo e deixa em aberto um vasto campo de investigação
que perpassa suas origens, suas diferentes aplicações e maneiras próprias de se
fazer em diferentes esperas epistemológicas (p. 788).
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O uso do método fenomenológico de
pesquisa, bem como dos filósofos desta seara por pedagogo e educadores, tem
sido alvo de discussões, bem como do nosso exercício em criar sendas feitas
quando procuramos o sentido e o significado dessas tentativas. Os cientistas da
Pedagogia e da Educação procuram fazer isso - usar a Fenomenologia na
Pedagogia, mas isso impõe ao nosso "ser cientista" refletindo nos "modos
de ser" humildes não-submissos, reconhecendo nossa fragilidade em
"aplicar", de modo total, a Filosofia nesse outro campo (o da
Pedagogia e da Educação). Não se trata de simplesmente trazer a Filosofia, em
sua plenitude, para a Pedagogia, se trata sim de se encantar com aquela (Filosofia), para criar esta (Pedagogia). Mas,
o que é esse sentimento não-submisso? É reconhecer nossas dificuldades
cognitivas e afetivas e ao mesmo tempo nossa criatividade de invenções, em
fazer esse caminhar homeostático de trazer um para outro. (...) o contexto
desta nossas dificuldades, como estando descrevendo, nos aponta ao mesmo tempo,
ter a consciência de que iremos criar algo ligado à origem, mas que será outra
coisa, outro fenômeno - ainda que veremos a Filosofia na Pedagogia. Mas, é
outra coisa da mesma (coisa). Trata-se de toda uma invenção complexa, potente e
criadora, de uma Pedagogia Fenomenológica, Fenomenológico-Existencial e ou
Humano-Existencialista (p. 17).
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Reforçamos aqui-agora a ideia de
que precisamos identificar que há uma travessia de um saber que partiu do seu
lugar de origem, a do conhecimento (Filosofia) para um outro espaço que é o da
Pedagogia, uma ciência híbrida interessada em criar práticas educacionais que
favoreçam positivamente o ensino-aprendizagem de conteúdos oficiais escolares e
não escolares, e no nosso caso, para a Pedagogia Hospitalar [*como parte dos
Atendimento Educacionais em Ambientes Hospitalares e Domiciliares - texto
acrescentado em 2021]. Essa passagem de um estado filosófico para um (estado)
pedagógico traz um certo brilho revelando o modo esclarecido uma complexodade,
que indica um envolver comprometido do cientista com esta experiência de criar
atravessamentos nestes dois lugares de sentido. (...) [Descrevemos um
pesquisador fenomenológico na Pedagogia] que assume que é possível
sentir-pensar-agir a Filosofia, reconhecendo-a como um saber que "apenas
inspirará" nossa produção científico-pedagógica, e não ocorrerá a
replicação literal (ou "ipsis litteris") de um saber filosófico para
o campo pedagógico e das práticas educacionais. Mas, como se diz, nada impede
que exista um esforço de aplicar a "totalidade" da Filosofia na
Pedagogia, ainda que se reconheça ser uma tarefa árdua e sutil, ou mesmo algo
impossível, mas essa preocupação do pesquisador pode traduzir o compromisso
tanto com um e outro saber, fazer e sentir, uma luta pelo rigor científico, ou
uma aproximação a este rigor revelado pelas descrições compreensivas (PINEL,
2010; p. 11).
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