Havia saudade - uma subjetividade de que eu deveria ter te
abandonado escutando-o no seu violoncelo. São João Del Rey, MG, 1978.
Esse blog é totalmente experimental, um rascunho, inclusive com erros de português etc. É para informar - especialmente para meus alunos, orientandos, dentre outros interessados. Coloco imagens para provocar o dia-a-dia; fotos de artistas; textos pré literários; esboços de: resumos de artigos científicos, ensaios, paper's, críticas de cinema e outras artes, produção artística em geral - dentre outros. No mais penso que a a vida é obra de arte, bela e frágil, inconclusa, incompleta - devir.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Marilyn Monroe se interna numa clínica de saúde mental do seu tempo - está na porta de entrada dessa instituição de saúde. Tomou excesso de remédios controlados, talvez tenha tentado se matar. Os jornalistas e fotógrafos em cima dela e ela em pandarecos, fragmentada. Muitas perguntas - os jornalistas gritam, os flashs das máquinas fotográficas produzem uma outra deusa, mas não a mulher real, concreta, angustiada. Ela está com um vestido preto parecido ter sido cerzido ao corpo - escultural, magra, etérea. Seu rosto está pálido, e tenta em vão arrumar os fios de cabelos que ousam sair do modelo proposto pela estética oficial - mas as mãos tremem muito, e ela consegue ficar mais linda, frágil. Um jornalista pergunta algo, e ela responde em voz embargada e desesperada:
" - EU SÓ QUERIA SER ALGUÉM - SÓ ISSO".
A câmera mostra, por fim, uma mulher triste, solitária, vazia pelos abandonos. Uma mulher real, que ainda que assim seja, não consegue ser si mesma, deusa que é, inventada que é e então se constata ser arremedo de si mesma.
Então, estamos diante da senhorita Alguém.
Anel de psicólogo... kkk Quanto tempo... Baratinho, de prata vagabunda, e eu
mesmo comprei. Sim, eu pedi, mas não fui escutado... Amantes são mais escutadas
do que os filhos kkk São os monólogos de sucesso da vagina, do diálogo
fracassado do ânus, é claro, devido ao desprezo do "fálus" paterno...
kkk Nunca lamentei, pois formei (e soube romper) vínculos pra conseguir esse,
isso, aquilo, aquilo-outro e acolá - e muito mais kkk Sabe, imagino que eu era
um ser-sendo "facinho-facinho" junto ao outro no mundo, mas hoje algo
me (im)pede - e não é a ética... kkk
[ficção
fenomenológico-existencial; texto baseado em uma cena de "Sotus S The
Series"].
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