segunda-feira, 20 de março de 2017



Cena de "Sotus The Series" (Tailândia; G-MM, TV)
Atores: Singto (personagem: Kongpob) & Krist (personagem: Arthit).

Cena do 15o episódio, último, por sinal.

sábado, 18 de março de 2017

PARTE1: A POESIA PRODUZIDA DA CENA
A lugar (no tempo) do desejo está aí localizado, transitando entre um e outro, entre o vento calmo e a agitada tempestade, entre a água doce e salgada, entre rezas e ateísmo, entre som e o silêncio, entre o ficar e o partir, o viver e o morrer. O desejo se localiza naquele lugar subjetivo chamado "coração" - algo de coragem - em um tempo quase sempre sombrio especialmente quando se pontua um cara e um cara...

PARTE 2: A DESCRIÇÃO DE UMA PAIXÃO
Cena de Sotua The Series que assisto mil vezes, especialmente o episódio 13 e o 15, mas todos os outros, ainda mais com um som novo. Depois de um afastamento devido ao medo de envolver-se, Arthit se aproxima, e na Ponte Rama VIII tudo acontece. Descobri que nessa ponte tudo acontece em Banguecoque, especialmente namoros, noivados e casamentos. O fato é que Arthit e Kongpob fazem um trato, um com(trato).


PARTE 3: SOU ASSIM-ASSIM, FACINHO-FACINHO
Sou assim, posso ter o melhor da aparelhagem de som e projeção para essa série/ outras/ filmes, mas me contento com o mínimo, e meio que vagando por mapas intraduzíveis, deixando-me cartografar corporalmente, vou descobrindo novas paragens, novos modos de ser sendo junto ao outro no mundo. Minha vida nunca foi de riqueza, mesmo que minha origem seja da classe média, minha vida toda eu me dediquei ao outro, sem ter um lar que sempre me foi negado, e agora, ao final, já adoecido, preciso dedicar-me, para então morrer em paz... kkk
[Hp; ficção]

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 Vi (escutei) uma entrevista dos dois atores de Sotus The Series agora, em tempo real. Eles respondem fãs via internet... Os atores se chamam Krist (Arthit, personagem - terno preto) e Singto (Kongpob - personagem - terno mais claro). O que eu achei deles respondendo às questões das fãs? Os dois são dois atores profissionais, tão profissionais que eles parecem estar anestesiados, não conseguem nem expressar muitas racionalidades acerca do vivido por eles, e não expressam aqueles "desejos" que as fãs desejam - eles devem ter saído do trabalho (do setting de filmagem)... Ou seja os dois conseguem dissociar os personagens deles próprios - ainda bem... Ao mesmo tempo é difícil agradar a todos os/as fãs... São dois ídolos da Tailândia, são dois cute-cutes, e acima de tudo são profissionais competentes e motivados, numa série muito bem feita, que eu amo... São profissionais como nós, seres comuns que somos, e eles também comuns, mesmo sendo famosos e ganhando melhor do que nós... Nesse vídeo são dois trabalhadores da interpretação, na série são dois vendedores de ilusão - são os atores outros, são Arthit e Kongpob. Quis expressar isso, pois tem amigos meus que desgostaram desse vídeo... Ora, eles aqui não estão interpretando, estão sendo eles mesmos (por isso, comuns), já os personagens que nos provocam, bem esses só veremos na série, na possível segunda temporada. Na série eles são personagens em cotidianos inventivos, criativos, na vida real (como trabalhadores reais) eles então metidos no cotidiano da mesmice, do enfadonho, da repetição.
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ERASMO CARLOS & CARL ROGERS: NOVAS FORMAS DE AMOR E DE AMAR
A reportagem UOL tem o título: "Aos 75, Erasmo diz que ser amado pela namorada é segredo para vitalidade", fala do amor que ele tem pela "vida maravilhosa" e nela inclui a namorada Fernanda. A reportagem destaca que seu amorzinho tem 27 anos. A essência (existencializada) do texto é uma espécie da alma do artista popular - sua vitalidade, muito famoso e amado (até hoje) e em estado avançado da idade - como muitos de nós. Ele alega duas variáveis interligadas pra estar na crista da onda: o amor dele pela vida e a namorada. Não cita família, nem seus amigos Roberto e Wanderléa (está fazendo diversas músicas pra nossa deusa), fãs etc. A reportagem termina por aí, MAS vocês precisam ler as diversas impropriedades e preconceitos contra Erasmo e a dita senhora (kkk). Os leitores escrevem o que vem na telha (kkk), não tem trelas na língua, sem nenhum pingo de ética - meu "deos", pelo menos os jornalistas de fofocas eram processados, e os comentaristas do face e de reportagens não o são kkk Falas do tipo: Erasmo é um cadáver ambulante (está bem idoso nosso ídolo, assim como estamos kkk), a mocinha quer é dinheiro, Erasmo fala gíria com coisa que ele é jovem e não é etc. São até engraçadas as "falas", e não estou dizendo que nelas não contém alguma verdade, mas é preciso perguntar a ele e a ela - somente eles podem dizer suas verdades. Para Erasmo é o amor pela vida maravilhosa e nela incluindo namorada. Podemos escrever tudo, fazer mil análises, mas com delicadeza, pois onde fica a riqueza da nossa Língua Pátria? Mas vamos pensar: Uma moçoila amar Erasmo com 75 anos, com tudo que ele representa, é possível? Claro que é possível, e eu falo de amar-amor, não falo dela só como "interesseira" (kkk) que talvez nem seja. Tem gente que se excita por títulos nobres, por títulos acadêmicos? Sim. Imagine o Príncipe da Jovem Guarda, que é parte da cara do nosso país, quanta mulher e ou homem jovem não se entregaria a ele, com sinceridade, curiosidade? Quantos? Uma pessoa se entregaria porque isso a excita, ponto final. Tem gente que fica em frenesi frente ao seu ídolo já idoso ou outro ser idoso? Claro... Última questão: Tem gente que fica doidinha sexualmente por dinheiro, conforto e luxúria? Claro que tem, ainda mais nessa nossa sociedade onde TER é mais vital do que SER. Não é só juventude e pele dura que excita, tem mais coisas no agradável mundo do prazer, um mundo por sinal que não exclui o jovem, a pele sem rugas, a juventude refestelada... kkk Não falo só dos ídolos, falo das pessoas comuns também... Gente, acorda para a beleza da vida, pois tem várias formas de amar e de amor, dizia Rogers no famoso livro "Novas Formas de Amor" kkk Milton Nascimento nos diz que "qualquer maneira de amor vale a pena"... Existem mil modos de sentir tesão, prazer, orgasmo fora do contexto juventude sem rugas. O amor é pra todos e se ele nasceu pra mim, pra nós, pra vc, nasceu também pra Erasmo e Fernanda. Até um segundo antes de morrer há o amor, inclusive sexual... 

[Hiran Pinel, autor]

quarta-feira, 15 de março de 2017


Os 30 melhores filme do "mundo" segundo minha percepção... Comentando os 10 primeiros lugares. Eis o 3o lugar:

3- "Um doce olhar/ Mel/ Bal/ Honey" (Turquia; direção de Semih Kaplanoglu). 



O pequeno Yusuf vive com os pais numa região remota da Turquia. Quando o pai, que é apicultor, sai em viagem preocupado que está com o sumiço das abelhas (do doce), e ele não volta mais, o menino começa a descobrir o quão é duro viver, uma arte do sutil e algo árduo. O pai morreu colhendo mel, doce, o melhor da vida se perdeu - seu doce. Uma das cenas mais pungentes é quando o menino, que não consegue aprender a ler, decora o texto escutando o coleguinha ler em voz alta. Ele decora, e está ansioso para ler o mesmo texto na sala de aula, atendendo ao pedido do professor e com isso ganhar elogios e até recompensas (tipo um prêmio, uma estrelinha - pelo que me recordo). Mas o professor motivado, pede que ele lê outro texto. Yusuf gagueja, se fragiliza e nos vemos nele, nos tempos em que estudávamos e desejávamos aprender, mas não conseguíamos. Era uma sensação de humilhação, pois a maioria aprendia. Uma arte assim, cheia de significados. O pai pra Yusuf era uma figura vital, que lhe dava alimento, e se trata a narrativa sobre a presença do pai, e o quanto ela nos faz falta. Viúva, colhedora de chá, a mãe do garoto tenta cuidar dele. O fracasso na escola é evidenciado mais e mais depois da perda paterna - o pedagogo (ou será psicólogo?) fala em dislexia. Sentindo-se inferior e desamparado, o menino é sensível e ativo fora da escola... Um dia o professor lhe dá o prêmio que todos os coleguinhas dele ganharam, mesmo ele não merecendo. Com a pulga atrás da orelha, o mestre pode ter se interrogado: O que e como é Yusuf? O professor, de surpresa, vai visitar a mãe. Ele chega como que pisando em ovos, delicado e silenciosamente. A medida que se aproxima ao real, naquela casa empobrecida, mas digna, ele escuta o menino lendo o Corão, em voz alta e interpretando o que lê. Acho que o professor deve ter mudado a questão: O que e como é ser professor de Yusuf? Fim. Adoro finais assim: no intimismo, Yusuf se desvela aprendente através do seu doce olhar, agora com um doce próprio, mas cujo começo foi através do doce de mel que o pai lhe doou. Uau... O filme me parece configurar uma estética islâmica, bem religiosa, assim como é "Marcelino, Pão e Vinho" (1955, de Ladislao Vajda) de uma outra estética, a cristã - ambas obras primas, de real valor cinematográfico.





Os 30 melhores filme do "mundo" segundo minha percepção... Comentando os 10 primeiros lugares. Eis o 1o lugar: 

1- “Tropical Malady” (Tailândia; Apichaptong Weerasetakul)
 

Dois jovens se fazem amigos numa cidade do norte da Tailândia, uma área de matas, muito agreste e primitiva. Trata-se do guarda florestal Keng, e o desempregado Tong - ambos bem moços. Vemos e sentimos os dois jovens se conhecerem, passearem por alguns pontos da cidade como mosteiros, rezas, Buda, famílias que os apoiam, escadas que descem, cinema (imagens elogiadas demais) e a famosa cena do restaurante com a apresentação de uma cantora, cujas letras substituem diálogos que os dois não têm - letras que falam de amor e seu término. Na cidade há o amor, mas também o ódio, representado pela violência. No meio do filme, Tong parte para dentro da floresta agressiva, soturna. Depois, com saudade e vontade de cuidar do amigo, Keng sai a procura dele. Será a parte sombria do filme: Keng procura Tong, e o encontra descontrolado tal qual o ambiente ao redor, mas não consegue detê-lo, sempre em fuga do contato amoroso tranquilo. O amor suave da primeira parte é substituída pelo orgasmo frenético da noite, dos animais selvagens, das vacas, macacos - ambos se confundem com os animais ferozes. É uma Tailândia do amor e do ódio, da paz do seu sorriso e do frenesi. Todas essas "Tailândias" produzem uma estranha febre nos corpos incandescentes, algo que entretanto os mantém vivos, acesos, impedindo a morte chegar.


Os 30 melhores filme do "mundo" segundo minha percepção... Comentando os 10 primeiros lugares. Eis o 2o lugar:

2- "Aurora/ O amanhecer/ Daybreak" (Filipinas; com Coco Martin e Paolo Rivero; de Adolfo Borinaga Alix, Jr.) 
 

Amantes por um tempo, os dois caras, William e JP, marcam encontro na cidade de Tagaytay, Cavite. William é de Makati onde é médico (e casado com uma mulher e tem filhos) e JP é um cara que passeia com turistas (em um barco) para conhecer a natureza do lugar, que é uma cidade filipina que recebe muitos visitantes devido ao Vulcão Taal. O médico aluga uma mansão branca (vazio) por apenas uma noite, até o romper da aurora. No filme, a mansão é uma boa estratégia, pois sendo 75 minutos apenas com os dois atores magistrais, a mudança de ambiente evita cansaço ao espectador, que nem percebe que o filme é apenas com os dois, de tão bom que é essa obra de arte. O rompimento está no ar. Os dois conversam sobre o passado, fazem macarrão, tomam vinho, dançam, e o médico então diz que irá mudar para a Austrália com sua família, pois encontrou um ótimo emprego. O rompimento é difícil para o companheiro que entretanto aceita, afinal ele está também está noivo e irá se casar com uma moça do lugar... Rompe a aurora e se despedem. William diz adeus e vai saindo gradualmente da mansão, ele observa tudo, cada detalhe. JP ficou deitado na cama do casal. William pega o carro e segue com sua proposta. No meio do caminho ele para, e depois prossegue - ele chora. JP se levanta e vai até à borda da piscina e senta, está amanhecendo e com um belo sol que está nascendo contrastando com sua solidão, angústia e desamparo. A impressão que se tem é que nesse momento William voltará, descerá a escada que o levará à piscina e reencontrará com JP. Mesmo com esse final sendo filmado (facilmente encontrado no You Tube donde deu mais de 10 milhões de curtidas), o diretor preferiu um outro: ambos tomam decisão de romper e ficarem sós, mesmo a noite tendo sido tão prazerosa, pois afinal a vida é assim, prazer e dor. Uma melancolia arrasadora, a gente quase morre (kkk). Mas como disse, repito, a vida mesma é assim, e nascer e morrer é o que nos destina a nobre Existência. Não pedi pra nascer, e enquanto vivo trato de cuidar de mim, essa é uma das mensagens do filme, dessa obra de arte elogiada por vários críticos, e inserida em muitas listas dos melhores.





terça-feira, 14 de março de 2017

Que cena... Que cena de Sotus The Serie... É a primeira vez, e apenas no último episódio, que Arthit finalmente verbaliza para deleite de suas fãs o amor que sente por Kong... Ele sempre negando dizer abertamente o amor que sente. Na cena ele diz que Kongpob está cansado e que precisa descansar, ao que Kong afirma: "- Se você disser que sente minha falta, eu dormirei em paz!" Arthit diz a mesma coisa que sempre disse durante todo o seriado, uma recusa em verbalizar o amor: "Nunca falarei isso". Como sempre Kongpb sorri e pede pra que ele se cuide. Arthit então puxa-lhe pelo jaleco da Engenharia, aproxima-se no rosto de Kong, na altura do ombro e finalmente nos liberta (seus fãs): "- Eu sinto sua falta, Kong". Acho que toda Tailândia deve ter gritado horrores de profunda e significativa alegria e libertação. A cena parece nos dizer: Para amar é preciso que se verbalize para que acreditemos, pois o som das palavras legitimam uma verdade, mesmo que temporária. Em fin, presto muita atenção ao que eu escuto e vejo (e sinto) para depois fazer cover por aí. Quem sabe, se finalmente, ao término da minha vida, eu possa ter a oportunidade celestial de fazer esse e outros cover pra São Pedro - kkk Quem viver, sentirá!

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Arthit, representado pelo ator: Perawat Kristtps Sangpotirat (Tailandês: พีร วัส แสง โพธิ รัตน์ , nascido em 18 de outubro de 1995) 

Kongpob, representado pelo ator: Ruangroj Prachaya (Tailandês: ปราชญา เรือง โรจน์ , nascido em 27 de julho de 1994)