quarta-feira, 21 de junho de 2023

SUBJETIVIDADE

Hiran Pinel, autor.

"Em termos didáticos a Psicologia se interessa pela [1] SUBJETIVIDADE, que tem em si um complexo mosaico de vidas, todas elas indissociadas e com diversos dinamismos dialéticos, quais sejam: as (vidas) [1.1] afetivas (os desejos, as emoções e os sentimentos, o amor e ódio, a alegria e a tristeza, o prazer, o desprazer e dor etc.) as [1.2] cognitivas (pensar, o raciocínio, resolver problemas escolares e os da vida vicária, prestar atenção e memorizar, ser racional etc.), as [1.3] corporais (imagem corporal de si, e o modo de perceber o "outro-corpo-de-eu", dores física e impacto na psicologia de "ser no mundo", sintonia orgânica, esquema corpora e imagem mental do nosso corpo, o corpo vivido/ percebido, representado, efeitos de remédios em "mim-corporal", consciência do corpo no mundo e com o outros, formas de movimentar-se com o corpo dolorido, ansioso, distressado, harmonia corporal etc.) e a vida "eu-tu-nós-mundo", e as (vidas ) [1.4] sociais, culturais e históricas" (PINEL, 2010; p. 12).

 

NOTA: em citando, favor referendar


terça-feira, 13 de junho de 2023

 

A Psicologia Fenomenológico-existencial e o método fenomenológico de investigação têm uma potência muito forte na Educação Especial inclusiva e na saúde, e na Pedagogia Hospitalar. Por sinal, a inclusão pode ser compreendida como um termo humanista existencial, ele mesmo, valorizando o ser humano como ser-no-mundo, jogado no mundo sem sua anuência, e agora ele trata de cuidar de si e do outro, como "modo de (ser) si". Também se faz presente na sala de aula quando (co)movida pelos cuidados cognitivos, corporais e afetivos oferecidos ao outro, aluno comum ou especial. Ainda se faz presente quando nos referimos ao que acontece nas salas de atendimentos especiais-educacionais, e aos atendimentos educacionais em ambientes hospitalares e domiciliares para e com o aluno-paciente com doenças crônicas dentre outras, que lhe produziu alguma deficiência, um desgaste emocional e físico, um chorar de dor, uma alegria de estar sem dor na sala de aula hospitalar, ou estar doente mas junto com seus familiares e amigos etc. Esse impacto do método fenomenológico (na pesquisa e na intervenção educacional), como se não bastasse a sua potente força nas pesquisas onde o humanismo existencial nos joga na cara nossa fragilidade e finitude, e nossa alegria e prazer em viver, está também diretamente relacionado ao processo nacional (e até internacional) de "humanização hospitalar" e da "inclusão" escolar (e não escolar)> Tais processos comparecem mediados pelo foco dado a um ser humano livre em todos os sentidos, que passa o seu existir escolhendo e se responsabilizando por isso, e se angustia diante do seu "ser-para-a-morte", e que muitas vezes se releva aberto a aprender e crescer, apesar dos pesares. A morte, consequência natural do final concreto do respirar, complexamente desvela a força de uma prática educacional fundada em uma "Pedagogia inclusiva Existencial", do respirar na vida é real, e há vida no humano projeto de ser, que tem tessituras e tecidos dos sonhos, dos devaneios, das ilusões, do viajar em si, nos outros; nas nossas fantasia - as transcendências do cotidiano banal e agressivo etc. Não podemos morrer se ela ainda não chegou, nossa meta deve ser uma opção pela vida, enquanto ela estiver. Enquanto a finitude física não chega, a vida ganha força. A vida, então, aqui-agora, não responde aos desejos do senhor Ceifa(dor). Nesse sentido da vida, a escola e a sala de aula é vida que insiste em respirar a alegria de estar aqui-e-agora entregue ao experienciar, sem impedir o "outro lado" de ser do ser humano, o seu "ser-para-a-morte", mas em seu-com [...] A inclusão escolar, ela mesma, clama por uma postura fenomenológica. A educação especial especial em toda sua amplitude, também clama pelo humanismo-existencial a ela aplicada. Na saúde, esses movimento existenciais tem se mostrado potentes na vida, e no impacto da morte no doente (do-ente) e ao seu entorno, como a família, os amigos, o staff da saúde etc. Nesse sentido processual de viver a vida sempre inconclusa e incompleta, a professora (e a educadora e ou) pode ser orientada, em um tipo de "formação existencial da docente" a criar/ inventar/ produzir uma "ação/ prática educacional" de seu "ser-no-mundo" do ofício do magistério, revelando a potência do seu labor. Essa formação pode ensiná-la a se "envolver existencialmente" com o estudante-paciente na escolaridade, e ao mesmo tempo produzir um "distanciamento reflexivo", momento que ela se interrogará: O "que é" e o "como é" o sentido desse meu vivido com o aprendente/ aluno/ estudante/ educando/ orientando? O "que é" e "como é" ser professora hospitalar? "Como é" trazer o "mundo lá fora" (a comunidade real/ concreta do aluno) para ser "sentida-pensada-agida" no concreto de um hospital quando mostra ao sofredor "sua escola da comunidade, está aqui dentro da instituição, na classe hospitalar, vamos lá? "Como é" que o aluno, com gravíssimos problemas de saúde, pode viver uma relação com a professora geradora de mais aprendizagens de conteúdos escolares (e não escolares), pois, um segundo antes de morrer, o discente tem direito à educação e à escolaridade (PINEL 2004; p. 9-10) 

Hiran Pinel, autor.

domingo, 11 de junho de 2023

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terça-feira, 23 de maio de 2023

ESTADO DA ARTE DE UM TEMA CIENTÍFICO: UMA PEQUENA REFLEXÃO DE UM FENÔMENO SEMPRE EM FAZIMENTO

  • Hiran PINEL, autor.

Um pesquisador diz que fez um "ESTADO DA ARTE" de determinado tema, assunto e ou fenômeno científico. Mas, o que é Estado da Arte? Há poucos diferenciais entre "revisão de literatura científica" e "pesquisa bibliográfica".

Talvez, a postura do pesquisador frente ao (sentido do que seja) "estado da arte" é que seja o grande diferencial.

Qual a "postura atitudinal" exigida do pesquisador no estado da arte científica?

Ao produzi-lo, o investigador poderá reconhecer que o seu tema está "sempre em construção", em "fazimento", e de "modo humilde não submisso", reconhecer, que antes dele (do pesquisador), houveram outros (cientistas) que produziram (e produzem) sobre seu tema, e, começa a diferenciar com uma regra sugerida: "o estado da arte de um tema deve recorrer a uma passado recente na produção, por exemplo, nos últimos 3 ou 5 anos", e isso depende do tema e da escolha do cientista... Talvez...

Com a internet isso ficou muito mais fácil, podendo escolher, por exemplo, o estado da arte do meu tema numa determinada revista, ou num determinado sítio etc. O "estado da arte" (de um assunto) é o "estado" de um "tema em (co)movimento", pois "a coisa" muda com o outro e os outros (cientistas) no mundo.

Repetindo o clima, o estilo e o espírito do estado da arte científico: o conhecimento produzido está sempre inconcluso, incompleto - sempre produzindo. Eu estudo aqui-agora o tema "professor inclusivo", mas enquanto o faço, dezena de colegas meus, estão fazendo o mesmo.

O estado da arte vive de sua própria abertura, um saber (e sentir) científico no mundo, estendido a esse mundo. Arte aí, me parece ser algo como: "nunca é definitivo e nem sólido", sujeito a diversas "percepções do fenômeno" (objeto de estudo; tema, assunto), logo, se cada pesquisador tem uma perceção, nada, na nossa área é sólido, sempre tudo está "por se fazer". Algo é tão quente (bacana; muito discutido cientificamente) que ele "está ainda por se mostrar a que veio".

Quando perguntamos sobre o "estado de saúde" de um amigo, estamos reconhecendo que é "um estado" que tem momentos de melhora, outros de piora, quando os autocuidados se amplia, pode vir a cura, mas, de uma cura que pode ter "rosto" de algo estruturado e sólido, mas, que não o é. Pouco significa o termo "cura", pois se não tem a doença x, amanhã poderá retornar essa doença, ou uma outra, do tipo Y e assim vai, pois os humanos estão sempre se construindo, se fazendo como "ser-no-mundo", por isso, o estudo pelo "estado d'arte", cabe muito bem o termo "cuidado" em vez de "cura".

Em todas as ciências, mas especialmente às Ciência Humanas e Sociais, o termo estado da arte pode "cair bem". Há cientistas das Ciências Exatas e Biológicas que "não" gostam do termo, pois pretensamente não aceitam o fato de que "sua" ciência (a ciência é do povo, como o céu é do avião") está sempre se fazendo, sempre em construção. Tais pesquisadores que se sentem sólidos, podem acabar perdendo a noção de que a estética (a "boniteza", diz Paulo Freire) da "sua" ciência está aí - na arte, na poesia, na literatura ficcional etc., até porque, a ciência costuma buscar "alimento" naqueles outros "conheceres-sentires-agires", aquilo que denominamos "arte".

Nessa nossa incompletude, ou uma completude sempre aberta a mais incompletudes é a marca do "estado da arte", pois, o que era sólido hoje, amanhã pode não ser, e é clima que o marca: há sim saberes sólidos (uso do antibiótico e algumas vacinas, por exemplo), mas, ainda assim podem "cair" (ou se levantar).

A beleza da ciência está em reconhecer de que há outros estudos se fazendo, e que se não "cair" agora essa verdade (in)definitiva, o clima dela (indefinição) dá o vigor e potência científica, é o que dá sentido e significado à vida de uma ciência.

Até aqui, estou a descrever uma "estética do cuidado com a ciência" - o "quão belo" (arte e seu estado) é cuidar dos meus cuidados em cuidar da ciência.

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Para meu querido colega professor doutor João Porto, da UFES/ Vitória, ES. Ele gosta do tema.

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[Hiran Pinel, em utilizando esse minha ideia, favor citar; não é plágio copiar e citar; obedeça a legislação dos direitos autorais; escrito em 2016; revisto em 2023 - e que sempre o será]

domingo, 14 de maio de 2023

  A ARTE "YAOI": CARACTERIZAÇÕES DO AMOR DE SALVAÇÃO 

Hiran Pinel, autor. 

Escrito de uma só vez. 

Em citando este artigo, favor referenciar.

Amo essa série, e até hoje é uma das melhores, das realmente yaoi. Nome: "Firs Upon Sky" ("Pescando (peixe) no Céu"), é um amor de salvação, muito "fofa" (risos). "Sotus" é outra série, assim como é típica yaoi: "Secret love: Puppy honey", "Love Sick The Series" etc.
Caracterizações possíveis da "Arte Yaoi":
Tudo muito idealizado, o romance é que conta; não aborda preconceitos de espécie alguma, mas, hoje, eventualmente pode aparecer um estigma, mas bem leve. Não aborda a "política de gêneros", por ex.: o personagem não batalha por direitos e nem valoriza o movimento gay que é político, também etc. O Estado repressor não aparece, e nem se critica religiões, até porque no budismo tem preconceitos, mas um discurso romântico acerca do ser gay.
A arte yaoi tem mais sinais, em muitos deles, mistos, muitos - a maioria são sinais mistos, híbridos.
E tem série não-yaoi, mas que tem elementos fortes do yaoi, como "My Tee" (tem uma mãe sexóloga preconceituosa e ambígua nessa opinião, pois ela faz palestra contra os estigmas - ela é muito forte na série, por isso...), "Não me deixe" (ou "O guarda-costas do belo rico"; com Phuwin e Pond, aborda o preconceito muito leve), "Eu te prometi o Por-do-Sol" (com Billkin e PP) - só a escola é vivida bem yaoi, intensamente yaoi, mas não com excessiva ingenuidade.
A famosa série "Not Me" (com Gun, Off-Jumpol, First Khanapan e Fluke Gavin e grande elenco perfeito) não é totalmente yaoi, pois aborda o movimento gay - sendo a favor; a escola não é determinante e não aparece fortemente; os personagens se arriscam até para a morte, fala-se em drogas, ação contra o estabelecido pelo Estado (de modo sutil devido a censura) etc., mas tem sinais yaoi bem leves.
Mais sobre Arte Yaoi: a narrativa transcorre na escola de ensino técnico ou superior, ou isso é potente na história. Como fetiche, o uso do uniforme que os personagens usam muito. Aborda, quase sempre, o primeiro amor muito ingênuo, repetindo, pois é muito potente nos roteiros. Os "personagens gays" não sabem que são (gays); os comportamento dos protagonistas podem ser descritos como "masculinos" (machos sem ser machistas), dentro da cultura e sociedade; o estereótipo "esposa e marido" aparecem bastante (se diz uke ou esposa, e seme ou marido), mas, tanto um quanto o outro mantém condutas tais como são (uke e seme). Exemplo: o marido costuma mandar e obedecer a esposa quando em casa; a esposa tem comportamentos predominantemente masculinos, com poucos representações sociais de ser mulher - talvez limpar a casa, fazer comida, abraçar o marido kkk (em vez de ser abraçada), verificar a roupa que o marido usa, corrigindo, por ex., a gravata; um leve mover das mãos, isso quando o ator é bom, e a maioria é, são talentosos e formados em curso superior, mas há atores machistas e preconceituosos, e o são de modos sutís.
Na história-arte Yaoi a paixão é vivida como se fosse a primeira vez, com muitos clichês, alguns deles podem ser indispensáveis à determinada história; pouca presença da família, e ela pode ter leves preconceitos, mas, ao final, aceita; não aborda o casamento - que é uma ato político e nem se afronta o sistema fazendo um casamento;
É relativamente presentes os personagens passarem a ideia de que "não são gays", um pode dizer "estou apaixonado pelo cara ali, mas eu não amo homens em geral, só o cara ali". O "cara ali" é um amigo. Personagem que só pensa num único homem, só tem desejo por um, e por mais ninguém.
Repetindo: nenhum (ou muito pouco) preconceito, estigmas e discriminações, mas, repetindo novamente, pois é um tema vital como problema da Arte Yaoi, mas, já estão colocando leves preconceitos, bem no começo - tipo, "homofobia leve", onde o educar costuma "dar um jeito" de ensinar e gerar aprendizagens significativas contra a fobia.
Outra: há uma "mini-vilã" (não é uma perversa) costuma ser a namorada de um dos protagonistas ou os dois têm; etc.
É claro que uma arte sofre mudanças, percebo que a questão dos preconceitos aparece de modo bem sutil, mas aparece, assim como se luta pelos direitos.
NOTAS:
Na história dessa Arte chamada Yoi, é adequado saber. Tem muitos termos que não uso aqui, por exemplo, o casal é dito "couple" (casal kkk), fãs exageradas (otakus)... Termos em japonês passado pra língua inglesa ou em inglês, é um charme dentro da arte.
Outro dado: Arte Yaoi, surgiu, provavelmente, na década de 70, no Japão, quando "uma escritora" (reforçando o dado: uma feminina; uma mulher) começou a escrever "novel's" (histórias; narrativas; uma novel tem também características) "sobre dois caras se pegando", dentro da percepção do fenômeno ao modo feminino. Trata-se o Yaoi o modo "como" a mulher percebe o começo de uma relação sexual entre rapazes, que nunca é mostrada nesse tipo de Yaoi, é insinuada ou apenas um diz: "ontem a noite eu dormi com fulano"... Quando eu difo que o yaoi nasceu da escritora do sexo feminino, eu descrevo uma mulher produzida por uma sociedade, pois há vários modos de ser isso - ser mulher, pois, no mundo, ela vai de tornando. Como ser mulher é colocado que ela é do Cuidado, podemos ter uma visão hiper romântica e idealizada das histórias ficcionais. O yaoi nasce com a mulher, no mulher imaginário dela. Só isso? Não, essas criações elas fazem para atingir o gosto de suas companheiras mulheres. "A Arte e literatura Yaoi é criada, inventada e produzida por mulheres escritoras para seduzir e conquistar suas companheiras existencial, as mulheres".
Ao longo do tempo e em outros espaços, a Arte Yaoi foi sendo apropriada também pelos homens. As fãs são mulheres, e a grande maioria se diz heterossexuais, mas é claro que têm as lésbicas interessadas. Hoje se percebe os gays participando desse tipo de arte, o yaoi, e eles estão assistindo, sintonizando-se com fanservices e fanmeetting's. Atualmente se percebe mudanças na arte yaoi devido aos gays, que costumam gostar de um amor mais sexual, o que os atores nem sempre gostam, pois a maioria deles também são fãs das artes japonesas como os mangás. Outra coisa, no yaoi costuma ter abuso sexual como se isso fosse natural, pois não se interroga ao longo da série, e como se fosse comum. De modo geral, um dos protagonistas está bêbado e o outro, não - mas o lúcido faz sexo com o amigo... Muitos brigam e denunciam, que continua tendo os abusos, mas dentro da narrativa, se condena isso, reflete sobre esse tema. Finalmente, percebe-se uma particpação intensa nas artes yaoi, por parte de homens heterossexuais, e alguns justificam que como a namorada (ou filha ou esposa ou amiga ou parente feminina) é fã, ele começou a acompanhar e gostar da Arte Yaoi.
Que fique claro: há arte yaoi, há literatura yaoi, há poesia yaoi... OU seja: há fotografia yaoi, pintura yaoi, dança yaoi, moda e estilo yaoi, traços desenhados yaoi (cabelos grandes, olhos destacados em revista de histórias em quadrinhos yaoi denominadas de mangás).

Tem fã de Arte Yaoi que me fala: "assisti a uma série, é uma arte impregnada de amor que sempre me salva". Nessa série, ela prossegue: "que eu transcendi ao meu cotidiano banal ou ordinário, e "viajei" (sonhei), e ao retornar a realidade, parece que obtido alimento para me sustentar com meus dois pés na feiura e boniteza da realidade", Ele parece falar da sua "humanização e desumanização", um cotidiano comum ético, cuidadoso e por outro, desrespeitoso com muito descuidado. A série, para ele, dá-lhe força pra anunciar (a humanidade) e denunciar (a desumanidade), como bem descreve Paulo Freire. Acho, que se trata do impacto positivo de uma Arte Yaoi na subjetividade (afeto, emoção e corpo expressional) no e do fã, por sinal, efeitos de uma boa arte. Dito de outro modo, mais filosófico existencial e em aforismo: Temos a arte para não morrer ou enlouquecer perante a verdade. Somente a arte pode transfigurar a desordem do mundo em beleza e fazer aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida” (Nietzsche).
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REFERÊNCIAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. 23a. ed. São Paulo; Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2016.
FREIRE Paulo Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. 3a. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2016.

NIETZSHE, Frederich. Citado por Jon Faria in Com a arte salva? Cultura. Uol.
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REPETINDO: copiando, favor citar. Hiran Pinel, autor. Vitória, ES. Professor titular da Universidade Federal do Espírito Santo, Programa de Pós-Graduação em Educação, UFES/ PPGE.

NOTA 1: escrevi esse artigo de uma vez só, e gradativamente virei aqui corrigindo. O bom de blogs e Facebook e outros, é podermos escrever de modo solto e livre, produzindo muitas repetições, por exemplo.

NOTA 2: Yaoi é um sigla, que de tanto ser dita, se transformou numa palavra sinônima (no nosso caso) de uma série onde dois rapazes de pegam de modo romântico de idealizado.

NOTA 3: É claro que tem mais dados sobre Yaoi, e não pretendi ser dono da verdade. No meu blog tem mais sobre o tema. É uma linda e longa história, com muitos termos, e muitos Yaoi, eu só dei destaque às séries do primeiro amor e ingênuas, pueris.

sábado, 18 de março de 2023

 "SER PRECONCEITUOSO PSICOPATOLÓGICO": O SER-NO-MUNDO DOS PRECONCEITOS.

Hiran Pinel, autor.
INTRODUÇÃO
Vou fazer "aqui-e-agora" uma pequena reflexão sobre algumas ideias de preconceitos, daquelas que me recordo ter lido em Thedor Adorno (1902-1969), que por sinal era músico e compositor.
Entretanto, todo o "meu" texto, é apenas inspirado nesse autor da Escola de Frankfurt (teoria crítica), apenas isso, ainda que eu "ame" pesquisadores que me inspirem, e sem Adorno esse texto não seria tão possível assim.
O pequeno texto se trata de algo segundo "minha" leitura de Adorno, uma leitura existencial - logo são minhas ideias, eu apenas me inspiro em suas ideias. Eu adoro a educação guiada pela psicologia existencialista, além da educação propriamente humanista-existencial que considera o "ser-no-mundo".
Minhas questões, são, por ora:
1. O "que é" e "como é" ser preconceituoso psicopatológico?
2. Que "possíveis alternativas" educacionais e clínicas, que foram e são criadas almejando amenização "desse ódio contra alguns grupos", que por algum motivo, às vezes, se diferenciam da maioria dominante?
RESULTADOS E DISCUSSÃO: ALGUMAS REFLEXÕES
Os gays têm pequenas proteções legais no Brasil. Ainda não há uma "lei nacional severa" e socializada, conhecida, popularizada e mais, não há "punições exemplares" que sirvam como modelos de ameaça advinda dos preconceituosos doentios (psicopatológicos). Sim, não há uma lei nacional que ameniza os preconceitos exageradamente danosos, infelizmente - enuncio algo na esfera do doentio, mas que, para tentativa de solução, só mesmo uma lei, uma "dura, forte, grossa e poderosa grande espada".
Como dizia Adorno, na "minha" hermenêutica: o preconceituoso patológico não tem cura, pois ele teme, em psicoterapias como as existenciais, psicanalíticas etc., por exemplo, mergulhar em "si mesmo", na sua psicodinâmica de "ser-no-mundo" nos modos de ser perturbado e transtornado. Talvez a abordagem behaviorista, por ser pedagógica, o ajude mais. O patológico emocional (descreve esse tipo de preconceituoso) tem medo de "ir fundo" na sua vida subjetiva e na sua existência nua e crua de alma perversa. Ele, de fato, é um sujeito altamente perigo para sociedade - o preconceituoso patológico pode matar, pode perseguir, por exemplo, um colega dentro do trabalho, ou o vizinho do prédio etc.
Prossegue Adorno, na "minha" tradução: para o preconceituoso patológico, só há uma "possível" saída, o medo dele em ser punido e humilhado socialmente, por isso, a lei do Estado contra ele, precisa surgir e com aplicação inequívoca, senão nada valerá, servindo de modo inadequado, de que ele pode escapar. Esse preconceituoso, do qual denominamos, patológico, tem medo de ser exposto socialmente, mas, h[a situações caóticas do Estado, como o fascista, as ditaduras, as políticas moralizadoras, as que se baseiam em textos sagrados etc.
Por exemplo, na época do nazismo, os psicopatológicos sentiam-se fortalecidos em se revelarem assim, um orgulho em odiar os judeus (outro exemplo), com ou em fundamentos, pois o preconceituoso inventa, cria, delira e ou alucina um motivo, os mais esdrúxulos, os mais não-científicos, por sinal, o preconceituoso odeia a ciência, ele quer somente a "sua" verdade, ou do seu grupo que o apoia e lhe dá segurança. A verdade inventada pelo preconceituoso doentio, é sempre anti-humanista, para ele, só há um grupo humano digno da proteção, os outros se adequam, ou vão ser assassinados concreta ou simbolicamente.
Pessoalmente, eu questiono quando se fala de que o "crime contra os pretos" é inafiançável, com se isso fosse a "coisa linda do mundo justo", e né não. Deveria ser financiável sim os crimes praticado pelos preconceituosos patológicos, e de acordo com a grana do criminoso pra ele sentir o peso no bolso, pois ele se acha o capitalista-mor, o modelo de riqueza.
Porque cobrar grana dessa pessoa do ódio? Já que não se prende mesmo a pessoa "do preconceituoso doentio", que se pague, e que a "grana" passe a ser enviada pra algum órgão dos movimentos sociais de proteção aos marginalizados (movimentos dos pretos, dos gays, dos indígenas, dos idosos, dos obesos, das mulheres, dos deficientes e autistas etc.).
Agora, é bom recordar, que todos e todas nós temos "nossos preconceitos cotidianos ordinário", mas que vãos sendo trabalhados pela via de uma educação formal e ou informal, escolar, não escolar. No dia-a-dia, de acordo com a estrutura da nossa personalidade, formada na rica dinâmica entre nossa subjetividade e o mundo, é que vamos aprendendo a controlá-los e nós mesmos vamos dialogando conosco e com os amigos, fazendo leituras e novas leituras, e assim, podemos ir tornando a vida mais leve, mais alegre, amorosa, pacífica (sem negar os alienadamente os conflitos comuns da vida) etc.
A maioria de nós humanos, somos "preconceituosos comuns", em estado de alerta e controle contra o preconceito, estigmas e discriminações. Somos capazes, inclusive, de detectar em nós, algo que o outro pode odiar e nos matar.
Só escapamos dessa vivência de um "preconceito comum", advindo também e quase sempre de uma sociedade que apregoa rancores, e caímos no "ódio patológico" contra o outro diferente de nós, quando há um grande movimento a favor da guerra contra aquele grupo e ou pessoa, que ao nosso olhar, não merecer "ser humano". Um forte e potente "movimento sócio-nacional negativo" que apregoa "a morte" ao gay, ao preto e ao idoso, por exemplo, pode nos contaminar, isso se temos "lá no nosso fundo subjetivo" uma fagulha de horror ao outro, uma vontade de extinguir determinado grupo minoritário ou nem tanto assim, até maioritários, como são os pretos. Essa fagulha a favor do ódio encontra uma "caminha quentinha" para que possa se acoplar ao preconceito defendido nacional e internacionalmente (as mídias apoiando, os governos totalitários, as artes defendendo, os quarteis atuando moralizando, textos sagrados são trazidos a lume contra, ignorando aqueles que são a favor do humano geral etc.)
PÓS-ESCRITO
Viva as lutas dos marginalizados contra os preconceitos do cotidiano comum, e os preconceituosos patológicos. Viva a educação contra o preconceito. Viva obras de arte contra esses mesmos preconceitos. Viva o ser humano que age, no dia-a-dia, contra os preconceitos.
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BIBLIOGRAFIA QUE ESTUDEI, MAS NÃO O FIZ AQUI-E-AGORA PRA ESSE PEQUENO ARTIGO DE FACEBOOK. NEM ME RECORDAVA DO TÍTULO, E FUI PROCURAR POR MEU ORIENTANDO IR ALÉM, IR NA FONTE:
ADORNO, Thedor. Estudos sobre a personalidade autoritária. São Paulo: Unesp, 2019.
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O autor, Hiran Pinel, em 18/03/2023.
O texto poderá ir sendo corrigido e atualizado.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

"PAPER" REVISTO E AMPLIADO, EM 14 JAN 2023

Hiran Pinel, professor-titular UFES/PPGE

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UMA PEDAGOGIA EXISTENCIAL INDISSOCIADA À PRODUÇÃO DE PRÁTICAS EDUCACIONAIS: ALGUMAS CARACTERÍSTICAS

 

Hiran Pinel, autor.

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INTRODUÇÃO

Minha ação aqui-e-agora, é esboçar um texto científico fenomenológico (FORGHIERI, 2001), um texto tipo "paper", mas um ("paper") no sentido estrito do termo: apenas um "rascunho". Um texto que precisa "caminhar" mais, procurar mais rigor, em perder o cuidado, por sinal, um bom cuidado pode ser rigoroso.

O objetivo desse "paper" é o de refletir os modos como eu penso-sinto-atuo (e celebro o comemoro) o meu exercício em produzir na minha prática* (e práxis) uma Pedagogia Existencial indissociada à produção de práticas educacionais, especialmente em Educação Especial e Pedagogia Hospitalar, pontuando algumas características** que podem servir de mediação entre o professor e o aluno, no fazer acontecer uma experiência significativa, pois de sentido, o processo ensino-aprendizagem escolar e não escolar.

* Minhas práticas de: pesquisador, orientador de cientistas, professor, educador, pedagogo, educador social, psicopedagogo, filósofo clínico, especialista em psicomotricidade, clínico e formador de clínicos (terapeuta existencial)

** Descrevi dezoito (18) delas

Pretendo criar "um clima pedagógico-existencial próprio, com práticas educacionais relacionadas a esse clima e estilo" - talvez esteja aí minha contribuição (Hiran Pinel).

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AUTORES QUE ME MARCAM (E ME MARCARAM)

Eis a lista de autores, ainda incompleta, mas que de memória recordo e cito aqui-e-agora. Eles me ajudaram (e me ajudam) a refletir sempre acerca do meu ser professor, educador, pesquisador, clínico etc. Não coloco termos, que um dia pretendo desvelar na hermenêutica que farei do texto.

Paulo Freire (ser mais, amorização e muitos outros), Leonardo Boff (cuidado), Husserl, Jean-Paul Sartre (projeto de ser), Martin Heidegger (cuidado), Maurice Merleau-Ponty (percepção do fenômeno), Martin Buber (relações humanas), Simone Beauvoir (mulher, morte), Carl R. Rogers (empatia, tendência atualizante revista), Roberth R. Carlhuff (relação de ajuda), Rollo May (ser), Eugene Gendlin (corpo), Martins Amatuzzi (fenomenologia: pesquisa e intervenção), Yolanda Forghieri (método fenomenológico; teoria da personalidade), Virgínia Axiline, Evilásio A. Ramos (realização existencial na educaçã), Teresa Cristina Saldanha Erthal (projeto de ser), Vírginia Moreira, Janusz Korczak, Pantillon, A.S. Neil (liberdade para aprender), Celestin Freinet, Viktor E. Frankl (sentido da vida), Edith Stein (empatia), Don Lorenzo Milani, G. Kneller, Camus, Trần Đức Thảo (fenomenologia e marxismo), Vera Felicidade Almeida de Campos, Jorge Ponciano Ribeiro, Gabriel Marcel, F. Nietsche, F. Perls etc.

GADOTTI, Moacir. História das ideias pedagógicas. Capítulos: 11 (fenomenologia existencial humanista), 12 (pensamento anti-autoritário), 16 (terceira parte: o humanismo socialista). Tem Paulo Freire também, "pensamento pedagógico brasileiro" (e tem da América Latina).

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RESULTADOS E DISCUSSÃO

1. A educação existencialista coloca muita potência no emocional, no afetivo, o desejo e no sensível (sensibilidade) do aluno e do professor. Isso não significa, entretanto, que se despreza o cognitivo (o racional), ao contrário, mas defende que o "conhecimento" deve ser "(co)movido" pelas atitudes fenomenológicas e existenciais; Nota: (co)movido = mover o conhecimento embalado pela energia afetiva; (co) em parceria professor-aluno.

2. Recomenda um currículo onde as artes e as humanidades tenham lugar importante e de destaque - artes (há muitas), literatura e poesia. Não é apenas conhecer e citar, mas trata-se do aluno "experienciar" a arte, um texto ficcional, uma poesia.

3. Sugere que as Ciências Humanas e Sociais são as (ciências) que estão mais próximas e íntimas do ser humano (o aluno, o professor, a gestão escolar etc.), evocando mudanças pessoais e grupais, afinal seus temas focais são o amor, a angústia, o cuidar de si e do outro, e das coisas do mundo, esperança, depressão, inquietude, saúde e loucura, ódio, crença e descrença etc.

4. O estudo das Ciências Naturais (e matemática) deve levar sempre a humanidade envolvida nesse processo, um ser humano finito, frágil, inconcluso, incompleto.

5. Todas as disciplinas escolares (ou não escolares) devem conduzir e ou guiar, de modo não diretivo, o estudante para que ele conheça e sinta o ser humano.

6. O professor deve ser um guia, no mais próximo de alguém não explicitamente diretivo, recusando exigir e impor algo ao aluno e ou aluna, devendo, isso sim, ser sensível, atitude de empatia, de congruência, de aceitação incondicional da pessoa etc., e sempre dispor, de modo natural, a respeitar a liberdade humana (sua, de seus alunos, dos humanos em geral).

7. O estudante pode criar e ou produzir (ou dar luz) ao conhecimento, reconhecendo-o como resposta a situações existenciais.

8. Considerar a política, a ética etc., como cuidado humano consigo e com o outro (e coisas do mundo)k, pois os valores são temas de uma educação existencialista, promovendo ações individuais e grupais vivenciais, que tocam o existir do ser-no-mundo.

9. Respeitar as diferenças na diversidade do mundo, e nunca negar o conhecimento científico que possa fazer ao aluno aprender e crescer/ desenvolver-se, envolvendo, por exemplo, o ato sentido de enfrentar o mundo adverso, cheio de alegrias, mas também, cheios do seu outro lado, fios da mesma meada, as tristezas.

10. Valorizar a autoavaliação, preferencialmente a livre. Só a pessoa é capaz de descrever o que lhe foi ensinado, e que ele aprendeu.

11. O ser humano é "livre", ele existe no "tempo" - e no "espaço", e tem o "Cuidado" na sua base existencial. Assim, a pessoa é "ser-no-mundo" - é singular, plural, cultural, social, histórica etc. A pessoa pode ser "autêntica" ou "inautêntica", e ela é-sendo "aquilo que ela faz de si mesma". A pessoa é um "ser de escolha", e "ao escolher, perde outras opções", e ainda assim, "ela se responsabiliza pelo que escolheu, e "não escolher é também uma escolha". A única certeza do ser humano é a sua "liberdade", e ela (liberdade) "precede a essência" - ela é existência. A liberdade está sempre se fazendo, sendo (a liberdade) a responsável a "tocar" (motivar) a pessoa para ela "ser" como "ser-no-mundo", desvelando seus jeitos ou "modos-de-ser" nas suas caminhadas (singulares, plurais, e plural-coletivas), nas suas travessias - etc.

12. Pós-escrito: É claro que fiz esse texto marcado por diversas leituras sobre "existencialismo na educação", e procurei manter o ensino de conteúdos propostos por nossa cultura e sociedade, bem como pontuar o respeito às diferenças na diversidade de ser. Há movimentos nessa esfera que coloca em segundo plano o ensino de conteúdos, mas, pra nós, sim, os conteúdos precisam ser ensinados, mas (co)movidos pela atitude e ou postura fenomenológico-existencial e ou humanismo-existencial. Também revelei o ser humano que caminha pelas suas próprias "vias" e pelos (próprios) desvios, sendo dele a responsabilidade, mas, reafirmando-o como ser-no-mundo, não apenas um "euzinho encapsulado". As vias e desvios são seus, mas ao fazê-lo ele está no mundo, marcado por esse mesmo mundo, e a cultura, sociedade, instituições, educação, justiça, saúde, políticas, democracia, fascismo etc., que são "coisas" criadas e mantidas por pessoas que são diversas nas diferenças, e esse "externo" aparente, tem impacto também.

13. Até a um milésimo de segundo antes de morrer a pessoa tem direito à educação escolar e não escolar, esse é um dos princípios existenciais da pedagogia e das práticas educacionais.

14. A educação escolar e não escolar é uma educação inclusiva; a inclusão pode obter benefícios da Psicologia/ Educação Existencialista quando se fala em disposição (in terna e externa) inclusiva ou atitude inclusiva.

15. A educação especial inclusiva pode se nortear pela educação existencialista, onde os conteúdos podem ser (co)movidos pela filosofia, psicologia, pedagogia e educação existencialista.

16. A brinquedoteca hospitalar pode vivenciar uma dinâmica de ensino-aprendizagem humanista-existencialista, compatível inclusive com o movimento de humanização hospitalar

17. "Atendimentos educacionais em ambientes hospitalares" podem estar abertos a uma postura educacional existencialista, e muito pode contribuir com temas presentes como vida e morte, no mesmo contínuo, por ex. Deveria haver uma formação inicial e continuada da professora e de outros profissionais da "saúde e educação" nessa perspectiva, a existencialista, ela que também propõe de sentir-pensar-agir e celebrar as alegrias de de ensinar-aprender.

18. Se fosse nosso desejo, as atitudes existencialistas poderiam ser "aplicadas" (pois, vividas, introjetadas como postura e atitude) em todos e quaisquer "programas/ práticas educacionais" escolares e não escolares. Pode ser considerada tais vivências, das teorizações e práticas humanista-existenciais, como textos que podem produzir um (ou mais) modo sensível, algo da arte - da percepção fenomenal de si e do mundo. Esse movimento pode e deve ser ligado ao ético (o rigor/ razão do cuidar) e estético (o quão belo é cuidar). Trata-se de viver processos ensino-aprendizagens fenomenológico-existenciais. Essas posturas são subjetividades, são comportamentos, são políticas etc.

[Hiran Pinel, autor]